FERNANDO COELHO CINTRA
EM BUSCA DO SER METAFÍSICO
Trabalho apresentado sobre a história da Metafísica II
do Curso de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte – Professor Oscar Federico Bauchwitz.
UFRN
Natal – Agosto 2002
I.
TÍTULO DO TRABALHO
Em Busca do Ser Metafísico
II.
IDENTIFICAÇÃO
Autor: Fernando Coelho Cintra
Aluno do Curso de Especialização em Filosofia
III.
INTRODUÇÃO
O propósito deste trabalho é trazer à luz um pouco da busca do ser.
O ser pertence a consciência universal, assim neste trabalho, ele está expressando-se e revelando-se, pois toda atividade da verdade acontecerá numa única consciência, minha e de todo universo.
A natureza do ser nos dá oportunidades para mudar as nossas vidas e o mundo que nos rodeia, ampliando até o mais alto nível que possibilita a saída de tudo do UM, sua ligação direta, e o seu regresso ao UM.
O líder hassídico Bou Baer ensinou o seguinte: “Pensai em vós como ayin (nada) e esquecei-vos de vós totalmente... Se pensardes em vós como alguma coisa, então Deus não vos pode revestir, pois Deus é infinito. Nenhum receptáculo pode conter Deus, a menos que penseis em vós como ayin”.
Na cabala e em outras tradições espirituais, o objetivo do praticante de encarnar as virtudes de Deus é chamada de esquecer o eu inferior, o eu humano, que esvaziando-nos, abrimos espaço para Deus, através do ser pela transcendência.
Neste sentido a metafísica tenta explicar mas como esta sabedoria era secreta, evidentemente falta uma maior compreensão, pois alguns dos filósofos que tinham acesso a estes conhecimentos, não podiam revelar sob pena de morrerem e que acabou acontecendo a vários.
A filosofia vive um dilema entre o Deus da ciência e o Deus das religiões, mas existe um terceiro Deus que mostra pela metafísica como e porque o ser habita em nós. Muitos dos termos usados pela filosofia já eram usados por esta sabedoria, por exemplo o nada e ente, o ser, o uno, transcendência, e muitos outros. Um dia, o ser humano compreenderá tudo isto.
IV.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Os filósofos costumam chamar de infinito, o final da caminhada do ser humano, que ao passar pelo reino do finito através dos entes deste mundo chegaria até o absoluto ou infinito.
Mas se descobre que filósofos afirmaram com veemência que o absoluto existia, entre elas, Platão, Aristóteles, Plotino, Tomás, Descartes, Espínosa, Leibniz, Kant, Hegel, Whitehead, Dionísio, Mestre Eckhart, Heidegger e muitos outros, inclusive alguns modernos materialistas dialéticos do marxismo, por incrível que pareça.
O questionamento maior do absoluto não se dá ao fato dele existir ou não e sim como ele é pela sua natureza como sendo um espírito, ou um ser não identificado.
Se a compreensão do absoluto ou de Deus está ao alcance do místico, ele continuará sempre incognoscível porque a simples fé não explica coisa alguma.
Se a negação de Deus está ao alcance dos céticos, ele continuará sempre incognoscível, porque qualquer raciocínio nada explica.
O absoluto e o ser são seres diferentes, e num outro trabalho faremos a distinção de maneira didática fazendo uma analogia com a cabala, e outras ciências que servirão como referência para explicar toda esta problemática metafísica.
O ser é na verdade uma cópia do absoluto que embora a ontologia se ocupe do estudo, passou a ser muito difícil e abstrato a sua conclusão.
O ser está muito próximo do ser humano, e é como uma representação do absoluto, um seu embaixador que acompanha o homem em toda a sua caminhada de regresso, como diz Antonio José Brandão no prefácio do livro de Martin Heidegger (carta sobre o humanismo): “Não é deste mundo o homem: encontra-se nele em transito para outro mundo, para um trans-mundo, uma vez que o cristianismo retomou, sem talvez do fato se aperceber, a noção platônica de mundo como um transito para o além.
Segundo Heidegger, o mito da caverna, aparentemente, refere-se a educação, em vez de sugerir alegoricamente doutrina da verdade. O homem tem de se esforçar por atingir vários níveis de uma ascensão – da caverna sombria – para atingir a luz do céu aberto para tanto, urge-lhe desenvolver duplo esforço: o de se tentar elevar ao nível superior; o de se adaptar, uma vez atingido esse nível, a nova maneira de encarar o mundo, de nele atuar e ser”.
O materialismo em que vivemos através do capitalismo e marxismo afastou muito o homem do ser.
Muitos pensadores do século passado reconheceram os erros estruturais desta civilização e iniciaram vários manifestos e movimentos com o objetivo de reformar a atitude do homem perante a vida.
No passado muitas teorias se desenvolveram na parte analítica que se caracteriza por um atomismo radical.
O homem do século XIX por exemplo, por sua atitude antimetafísica, positivista, era relativista do ponto de vista das ciências humanas.
A tendência atual, a do espírito, é para reconstituir a unidade com base nos elementos opostos desenvolvidos por vários filósofos, e agora é possível reconstituir o homem tanto por idealistas e materialistas. Dentre os idealistas contemporâneos ressalta-se Martin Heidegger, Max Sheler, Manuel Garcia Morente, Samuel Ramos, Robert Dottrens, e muitos outros que colocaram a problemática do homem no centro da preocupação filosófica.
Heidegger diz na carta sobre o humanismo, que: “O pensar consuma a relação do ser com a essência do homem. O pensar não produz nem efetua esta relação. Ele apenas a oferece ao ser, como aquilo que a ele próprio foi confiado pelo ser. Esta oferta consiste no fato de, no pensar, o ser ter acesso à linguagem. A linguagem é a casa do ser. Nesta habitação do ser mora o homem”.
A verdade divina está dentro da própria natureza do homem, não sendo uma estranha, mas uma inseparável companheira de seus sonhos. Por ser o homem divino, a sabedoria é sua herança. E não somente a sabedoria, porém, também o poder de evoluir, sofrer e vencer. Este sentimento de vitória, que traz em si toda a alegria, é o presente que a sabedoria concede a todos que a buscam.
Deve-se ter muito cuidado pois o caminho tem suas dificuldades, e longe de colaborar para a evolução moral do eu, geralmente o meio age de maneira a provocar séria irritação no eu que se desorganiza e se inibe, levando o indivíduo contra si mesmo ou contra o meio e esta luta não acaba e que pode acompanhá-lo para o fim de sua vida. A parte emocional sem controle leva a muitos desajustamentos no psiquismo, estados neuróticos e psicóticos podendo chegar a loucura.
Vivemos numa sociedade doente e o ser nem sempre é vivido como deveria.
Heidegger fala sobre isto na carta sobre o humanismo quando diz: “Para onde se dirige “o cuidado” senão no sentido de reconduzir o homem novamente para a sua essência? Que outra coisa significa isto, a não ser que o homem (homo) se torne humano (humanus)? Deste modo então, contudo, a humanistas permanece no coração de tal pensar; pois humanismo é isto: meditar e cuidar para que o homem seja humano e não des-humano, inumano, isto é, situado fora da sua essência. Entretanto, em que consiste a humanidade do homem?
Ela repousa na sua essência”.
O racionalismo levou o homem a um ser abstrato e destravado do universo, mas a filosofia humanística reintegra o homem no mundo oferecendo condições para o contínuo desenvolvimento de sua consciência. Pois o trabalho não pode ser somente individual pois todos nós fazemos parte de uma coletividade global.
No mundo acadêmico as ciências da natureza avançaram e se desenvolveram mas as ciências humanas tal fato não aconteceu, o que compromete o humanismo.
A inteligência humana está em condições de reformular o humanismo para dar ao homem condições de melhor se integrar com o seu ser.
Enquanto o homem tiver preso a conceitos do passado dificilmente poderá chegar a uma melhor conclusão pois são várias as doutrinas, dogmas e crenças que comprometem um novo pensar humanístico.
O que o homem precisa é descobrir as suas categorias essenciais e quando o homem tem consciência do ser que nele habita, ele passa a viver uma crescente descoberta de si mesmo, com uma constante realização de sonhos e metas.
Neste sentido Heidegger diz na carta sobre o humanismo:
“O ser ainda está à espera de que ele mesmo se torne digno de ser pensado pelo homem”.
Por isso, quando Deus vem à sua consciência individual, através do ser ele chega de uma maneira tão suave e é compreendido, o ser se manifesta e é nesta premissa que se baseia a cura espiritual.
É comum as pessoas doentes falarem: Fui curado! Na verdade o paciente não foi curado, pois ele era perfeito no começo. A doença ou o que estava errado não se achava no corpo, mas na sua emoção, na mente, na alma e finalmente no espírito se encontra a cura pois o espírito sendo uma criação de Deus, está intacto, perfeito e harmonioso, como diz Heidegger na carta sobre o humanismo pg. 44: “O estar postado na clareira do ser é o que eu chamo a ex-sistencia do homem. Este modo de ser é próprio do homem. A ex-sistencia assim entendida não é apenas o fundamento da possibilidade da razão, ratio, mas a ex-sistencia é aquilo em que a essência do homem conserva a origem da sua determinação”.
Neste sentido o saltar do ser humano para ser um ente espiritual não pode ser de um momento para outro; mas pouco a pouco vai se familiarizando com a espiritualização.
O homem, dotado do ser espiritualizado ativo vive em paz com ele, com o meio que vive e trabalha para o coletivo com a sua energia.
Heidegger diz que o “ser tem muito mais energia que o ente, pois ele é a própria clareira”.
O ser não se encontra na mente ou na consciência do homem, e sim na sua percepção. Se pensarmos que o ser é decorrente de um raciocínio intelectual da verdade por exemplo, não o encontramos.
O ser está sempre comunicando sua verdade e sua orientação para o homem, mas nem sempre o escutamos. Não importa o caminho que estejamos seguindo, mas a verdade que buscamos, e estaremos assim na consciência da presença do ser.
Jesus disse certa vez a respeito do ser:
“Eu tenho alguma coisa que ‘este mundo’ desconhece por completo. Aquilo que me reabastece continuamente está reabastecendo todos, tornando todos independentes de tudo o que o mundo exterior pensa e faz.
Eu tenho carne; eu tenho substancia; e não dependo de pessoas, lugares, circunstâncias ou condições. Não dependo de nada, a não ser da natureza infinita do meu próprio ser”.
O homem só se completa quando se espiritualiza a partir da sua natureza, e como tal está a um passo da transcendência do ser, e a dificuldade é saber como isto acontece.
As religiões de um modo geral não sabem como fazê-lo. Para isto deveriam desenvolver a criatividade espiritual com o objetivo da maior realização do ser humano para que a vivência do ser seja plena.
O espírito como vimos se manifesta pela espontaneidade através da transcendência.
O que o espírito necessita é de liberdade para que ele se manifeste pela transcendência a fim de mostrar ao seu ocupante o seu melhor caminho.
Heidegger diz na pg. 60 (carta sobre o humanismo) “Ser é o transcendente como tal reúne, numa simples frase a maneira como até agora a essência do ser se manifesta ao homem. Este destino acontece como a clareira do ser, forma sob a qual o destino é. Ela garante a proximidade ao ser.
Nesta proximidade, na clareira do aí, mora o homem como existente, sem que já hoje seja capaz de experimentar propriamente este morar e assumi-lo.”
Toda esta técnica na verdade foi bem teorizada pelos ocidentais, mas como diz Heidegger pensamos diferentes dos orientais e agora no século XXI vemos que está havendo uma troca de informações e cultura bem acentuada que possibilitará conhecermos melhor como os orientais experimentam a vivência do ser.
Nós felizmente tivemos a oportunidade de conhecer algumas destas técnicas orientais que embora não sendo muito teóricas, resultam em possibilidades de vivenciar o ser.
Hegel dizia que a filosofia é o pensar que tem por objeto todo o ser e que nenhuma metafísica materialista, idealista ou cristã pode plenamente mostrar ou explicar através do pensar o que é o ser no sentido pleno.
Sem a consciência do ser, o homem vive mecanicamente.
Heidegger diz na pg. 66 (carta sobre o humanismo):
“O homem não é o senhor do ente. O homem é o pastor do ser. Neste “menos” o homem nada perde, mas ganha a essencial pobreza do pastor, cuja dignidade reside no fato de ter sido chamado pelo próprio ser para guardar a sua verdade. O nosso pensar poderia talvez apontar para a verdade do ser como o que deve ser pensado continuemos nós, também nos tempos vindouros, como viajantes, no caminho para a vizinhança do ser”.
Quanto mais o ser for desenvolvido, tanto mais rica será a imaginação sobre o possível, pois para o impossível não existe expressão. Aquilo que pode ser criado e expresso numa idéia pura, já existe de fato. Os aventureiros do espírito ultrapassaram as barreiras ortodoxas para terem uma experiência com o uno, absoluto ou Deus, através do ser, e eles nos mostraram que por mais que o estejamos buscando nos templos, nas mesquitas ou nas igrejas, somente no nosso coração que o acharemos.
E esta questão é metafísica, e como tal é na mente a região do encontro da alma com o ser, sendo neste nível que o ser se imerge na matéria, sendo a condição eficaz da própria ação.
O homem consegue se imergir a nível mental no mundo quando se emergir através do ser, pois é este que comanda o mental, e este o emocional e o corpo físico.
Sem esta hierarquia, o homem fica a deriva no mundo não conhecendo um caminho seguro por ignorância, pelo não saber.
Para saber viver se exige uma orientação de maior valor, pois o ser está em busca de si mesmo. Pois viver consiste num contínuo aperfeiçoamento do ser.
Heidegger diz que o humanismo perdeu o seu sentido pela convicção de que a essência do humanismo é de caráter metafísico e isto significa, agora, que a metafísica não só não coloca a questão do ser, mas a obstrui na medida em que a metafísica persiste no esquecimento do ser.
É preciso resgatar a metafísica que trata do ser como uma ponte para o absoluto.
Torna-se necessário que se explique pela metafísica como a alma que faz parte da natureza possa interagir no ser abrindo um canal de ação espontânea pela transcendência do espírito, e que requer um estudo profundo no qual eu me proponho a fazê-lo mais tarde como já disse, com minha contribuição modesta.
A metafísica é apaixonante, mas ela hoje vive num limiar da essência do homem que se situa entre a religião e a ciência e acaba criando um impasse e é preciso superar esta problemática, pois o ser transcende a alma independentemente de qualquer religião, credo ou dogma.
Torna-se necessário fazer uma ponte entre o Deus da metafísica, o Deus da religião e o Deus do hermetismo incluindo aqui as ciências ocultas e a cabala.
Neste sentido Louis Pasteur perante a academia francesa disse:
“Os gregos compreenderam o poder misterioso do lado oculto das coisas. Eles nos legaram uma das mais belas palavras da nossa linguagem, a palavra ‘entusiasmo’ – en theos – um Deus dentro... Feliz é o homem que tem um Deus dentro de si”.
Muitos exemplos poderiam ser ditos, mas Pitágoras foi um modelo metafísico quando disse: Deus tirou o “um” do nada para criar o múltiplo (cerca de 580 a 487 A.C.). Nascia a escola de crotona, centro iniciatório do conhecimento que harmoniza céu e terra, graças às suas revelações da matemática divina que foi o arcano da filosofia e religião. Dizia que o cosmo tinha sabedoria e harmonia com o objetivo de atingir a identidade entre a natureza divina e todos os seres.
Nesta escola haviam conhecimentos do Egito, da Índia e da sabedoria de Zoroastro. E foi nesta mesma época que surgiram Lao-tse na China e Gautama Buda na Índia.
Parece uma coincidência, mas não é. Há uma semelhança grande também com os conhecimentos dos essênios e dos cristãos primitivos, que é um estudo fantástico, todos vindos de uma sabedoria que não é mencionada pela metafísica acadêmica.
Os místicos filósofos e antigos cientistas sempre tentaram mapear como o ser atuava no homem, mas sempre não revelavam os segredos por causa do perigo que corriam, e Pitágoras foi um exemplo ao ser assassinado como muitos outros que conheciam os segredos tanto no ocidente como no oriente. Platão buscou a metafísica de Pitágoras, e estes conhecimentos estão nos hieróglifos da cultura egípcia, nos rituais das sociedades secretas, nos escritos da magia ou alquimia e da cabala.
Hoje felizmente estes conhecimentos podem ser acessados mais facilmente e compreendidos, mas há correntes contrárias principalmente por parte das religiões e ideologias.
Alguns filósofos deram partida para estes conhecimentos como Leibniz quando usou a monada e Heidegger comenta no livro a determinação do ser do ente segundo Leibniz pg. 217:
“A substância é monada. A palavra grega monas significa: o simples, a unidade, o um, mas também: o separado, o solitário. Leibniz utiliza apenas a palavra mônada depois que sua metafísica da substância já tomara forma definitiva, a saber, desde 1696.
O que Leibniz entende por mônada engloba como que em si todos os significados gregos fundamentais: a essência da substância consiste no fato de que ela é monada. A concepção da monada revela uma intenção metafísica, ontológica. Leibniz, por conseguinte, não designa também os pontos, os pontos matemáticos”.
Heidegger analisa Leibniz de forma teórica, mas a cabala por exemplo explica estes pontos matemáticos de maneira também prática o que facilita muito o entendimento.
Leibniz viveu numa época que estes conhecimentos eram secretos e de certa forma Heidegger também e não podiam ser revelados totalmente.
Prova disto comenta Heidegger: “O sentido metafísico da monadologia só pode ser atingido se for tentada uma construção das principais conexões e perspectivas”.
O que Leibniz queria mostrar era como toda a engrenagem da monadologia funcionava e para isto teria que revelar toda a sabedoria.
Leibniz comenta em conhecimentos fundamentais de lógica e de moral (Gerth, VI, 502, livro II, 414).
... “Percebemos os objetos sensíveis e de minha própria atividade que disso resulta acrescenta algo aos objetos dos sentidos”...
Ele na verdade estava querendo fazer uma referência com outro livro seu, escritos matemáticos III, 521, livro III, 366) em que ele dá a entender que a alma não é igual a monada, e com relação aos objetos dos sentidos ele estava fazendo uma analogia dos 5 sentidos que estão inseridos no inconsciente com a alma.
Como já dissemos, o ser é o embaixador da monada e de acordo com o despertar do ser, o ente tem possibilidades infinitas no mundo.
V.
CONCLUSÃO
Como vimos, existe um mundo ainda a ser explorado pela metafísica para conhecer as misteriosas obras do uno, do ser, da alma e muitas outras que possibilitam um novo paradigma para a trajetória do ser humano neste mundo com perspectivas de uma vida muito melhor.
A metafísica nunca morreu e ela estará sempre viva.
O Deus abordado com as categorias de uma lógica fundada no principio da não contradição pela ontoteologia tem suas razões porque ela é abordada tentando unir a filosofia e a teologia mas ainda falta conhecer a sabedoria das ciências ocultas, onde tudo começou e ai sim ela estará completa. O Deus das religiões onde o cristianismo não pode mais provar seu dogma primário como sendo indiscutível e por outro lado a ciência que se ocupa com o mundo físico e material o que resultou num impasse.
Heidegger estava certo em identidade e diferença quando escreve sobre a ontoteologia porque foi buscar exatamente a metafísica clássica grega, mas infelizmente toda a sabedoria não é revelada.
Joel S. Goldsmith falou algo da sabedoria:
“Não existe um lugar onde Deus começa e o homem termina. Aquilo que é visível de nós é Deus. Nós somos Deus tornado visível.
A minha união com Deus representa a minha união com todos os seres espirituais... Quando uma pessoa se torna conscientemente uma coisa só com o seu ser mais profundo, automaticamente ela se torna uma coisa só com todo o universo espiritual”.
Fernando Coelho Cintra
VI.
BIBLIOGRAFIA
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HEIDEGGER, Martin_A determinação do ser do ente segundo Leibniz – Tradução de Ernildo Stein Wegmarken, Vittorio Klostermann, Frankfut am Main, 1967.
HEIDEGGER, Martin_Identidade e diferença – Tradução de Ernildo Stein – Editora Günther Neske, Pfullingen.
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JERPHAGNON, Lucien_Dicionário das grandes filosofias – Edições 70 – Lisboa Portugal, 1973.
SCHURÉ, Edouard_Os grandes iniciados – Ibrasa – São Paulo, 1985.
TELES, Antônio Xavier_Introdução ao estudo da filosofia – Editora Ática S.A. – São Paulo, 1986.
VITAL BRAZIL, Stella Telles_A divina filosofia grega – Biblioteca Rosa Cruz, 1989.
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