Distingue-se a pintura de Fernando Cintra, em duas etapas que não se conflitam: Dítipo: imagoterapia da segunda fase e verdes atomicidades pelo pontilhismo impressionista da primeira fase. As duas vertentes confirmam a preocupação do pintor em manter e exaltar a natureza, seja na visão panteísta: o intocado paraíso, seja na interação esotérica de sugestões simbólicas, na cosmovisão de uma dimensão espacial do universo, a ser explorado e reavaliado como uma imagoterapia. Encontra uma identificação expectante para os portadores de distúrbios parapsicológicos. Diz a Dra. Neide Medeiros que tem observado nos seus pacientes a paz que sentem ao observarem os quadro de Fernando Cintra.
Uma condição interativa arte/paciente com predomínio do reequilibrio emocional, que facilita a ação do médico no seu diálogo com o paciente - os seus organismos despertam emoções reposantes; ondas de energias; flutuações libertas das amarras do tema; promessas de um paraíso aquém ou aqui, apontando uma saída para a difícil convivência humana. O impressionismo da primeira fase registra já esta fluidez, esta paixão pela natureza, intocada e sugestiva com a rara intervenção da presença humana, predatória e insensível muitas vezes.
Tendo um excelente currículo, com passagem de 6 anos na Flórida, Estados Unidos; conhecer das tendências universalistas da arte hoje e, ao mesmo tempo, à semelhança com Antoine de Saint-Exupéry, das grandes solidões espaciais (Fernando Cintra é avidor!) permite-se, porque sabe principalmente que o espaço no qual vivemos, todo ele, é uma sugestão, como diria Kant: de uma grandez interior que só pode ser conquistada pela sensibilidade ou pelo espírito.
Dorian Gray Caldas
(...)
Telas que causam um impacto suave e harmonioso
eu encontro nos trabalhos do artista plástico Fernando Cintra. A serenidade traduzida
pelo lago e as delimitações de caminhos dão significado da existência de saídas para
as situações conflitantes em que esses pacientes se encontram e essas saídas são
sempre suaves e luminosas através das cores em tons pastéis com pontos luminosos ao
longo dos caminhos.
Os pacientes entram no consultório para iniciarem os seus trabalhos já bastante serenos, contrário ao estado em que chegaram à sala de espera, eu tenho observado essa condição depois que decorei a minha sala de espera com essas telas.
Os pacientes chegam até a verbalizarem, comentando a paz que sentem ao entrarem naquele ambiente tranqüilo, suave e acolhedor e já se sentem esperançosos quantos às saídas para as suas situações.
Natal, 31 de julho de 2000
Dra. Neide Medeiros
Psicanalista Clínica
Em acrílico, Fernando Cintra orijeta, em seus quadros, a luminosidade e efeitos que nos lembra os grandes pintores franceses do século dezenove.
O impressionismo, (cenas ao ar livre - a vida campestre) nos transmite calma, leveza... somente a natureza, como Deus nos oferece... sem nenhuma forma humana.. e um caminho... diz Fernando: "Todo impressionista que se presa, tem um caminho..." E ele, identifica-se com sua arte e nos transmite essa calma e leveza na sua personalidade simples, que se iguala a das paisagens que pinta, uma mensagem otimista da verdade; é a identificação do artista com Deus, com a natureza virgem.
Conheci Fernando ainda aluno do Curso de admissão ao ginásio. Ele cresceu física, emocional, intelectual e espiritualmente. Deslumbrei-me com sua expressão pictórica de um grandioso arquétipo - a volta do filho ao lar, com a misericórdia do Pai saudoso e do esforço ingente do filho ao vencer a alienação enquanto caminha pela trilha muito estreita. O sofrimento o levou à reflexão, que evolui para a metanóia... e ele, a duras penas tem a "Casa do Pai" como objetivo último. Enquanto ele avança um passo na direção de Deus, Deus avança dez passos em sua direção. O reencontro é festivo e glorioso. Fernando mostra tudo isso contando com telas, pincéis, tintas de cores várias, mas principalmente com sua alma a desejar deixar as sombras para trás, caminhando sempre na direção da luz.
Que muitos olhem, admirem e aprendam a ler o que o pintor lançou sobre as grandes telas.
FERNANDO COELHO CINTRA é um exemplo magnífico do desejo de pintar bem.
Há pouco mais de 4 anos voltou-se integralmente à pintura, estudando com inusitado amor e fervente entusiasmo.
O resultado foi excelente como prova, inequivocadamente, esta surpreendente exposição.
Primorosa fatura envolta de graciosos cromatismos, numa identidade à cor nacional.
O artista nutre-se de beleza na contemplação da atmosfera tropical, cuja essencialidade é o nosso País.
Daí apresentar-se numa linguagem universal, com rigores técnicos, paisagens, tons, reflexos e luzes do Brasil.
O segredo basilar do êxito de Fernando Coelho Cintra, esse semeador de sonhos, está na entranhada paixão pelo seu nobre exercício criador. E a emoção diviniza a Arte.
Sinto FERNANDO COELHO CINTRA um pintor já maduro em sua pintura. Está no caminho certo.
É uma pintura que pode se chamar de expressionismo. Rica em matéria e sensibilidade.
Vale ainda considerar seus trabalhos abstratos para avaliar sua pintura atual.
Vale a pena conferir!
Conhecia FERNANDO COELHO CINTRA pintando. Pude ver com muita facilidade suas condições de artista.
FERNANDO é impulsivo. Pinta com emoção e sempre se preocupa com a matéria, que em seus trabalhos enriquece seu objetivo maior.
Sua composição é simples e, por isso, chega com rapidez ao resultado final que é sempre belo.
Sua fase abstrata esteve sob forte emoção, pois se preocupou com o impacto e a técnica.
Agora, nestes últimos trabalhos, puder notar sua pintura apurada e com muita sutileza.
Sem dúvida, FERNANDO está fazendo uma bela mostra que nos deixará ansiosos pelos seus próximos trabalhos.
É para mim um orgulho apresentar o pintor.
As paisagens de Cintra são inequivocadamente impressionistas e possuem as raízes assumidas em Van Gogh e Monet. Mas, como digo, são as raízes da escola modernista que podem ser percebidas nos trabalhos. Não se espere portanto deparar-se com quadros "no estilo" de Van Gogh, por exemplo. Cintra retrabalha, adapta ou recicla o procedimento pontilhista ou do esvanecimentos dos contornos usados no impressionismo, carregando-os de textura tridimensional, ou seja, aproximando-se do informalismo matérico (1), o que significa uma tendência, bastante evidente, em direção à abstração.
É neste sentido que observei, no trabalho de Cintra, o caráter secundário da figura, da representação. Os efeitos conseguidos com a acumulação da tinta e as sucessivas veladuras em tons crescentemente mais claros possuem um valor formal que fazem com que valham por si, independentemente da referência literária que fazem árvores, caminhos ou montanhas. Entretanto, a representação existe e é resolvida satisfatoriamente mesmo para aqueles que buscam realismo na obra de pintura. O uso freqüente de cores suaves, tendentes ao branco, remetem a pintura de Cintra novamente às raízes expressionistas no sentido em que recriam atmosferas de ambientes geográficos frios, ou, mais precisamente europeus. O resultado são imagens serenas que certamente agradam a quem visitar.
Fernando Cintra' styles are pure impressionism and abstract. His masterworks are representational, and his trees and valleys show an absolute love for nature.
Observamos que o seu interesse é radical em fazer uma exaltação da natureza neste época marcada pela áspera polêmica entre defensores e predadores da natureza.
Sua arte é como um grito em sua condição mais profunda e real do qual se consegue transmutar espiritualmente, trazendo equilíbrio e harmonia, conseguindo assim a paz interior. Ele abraçou a pintura com uma paixão sem fronteira, globalizando a selva, o solo, a água, a atmosfera, o fogo. Entrando em uma nova fase do abstrato ele mostra o "New Age", que com a chegada do 3º milênio a terra vai passar por uma série de transformações e com isto ele entra em um processo de purificação espiritual procurando ficar mais próximo da perfeição.
Expõe em suas telas a chama violeta, o mundo cósmico, cidades etéreas...
Fernando Cintra é iluminado.
Sua arte se define por si própria como uma impulsividade aliada a uma força maior de criação. E uma transmissão divina do qual passa toda a sua emoção para as telas.
Visualizando sempre a beleza da natureza, que a cada dia que passa, aconteec a destruição natural e permanece a natureza artificial. E ele confirma:
"O meu trabalho é uma comunicação de energias, procurando assim transmutar espiritualmente, trazendo o equilíbrio e harmonia. Conseguindo assim a paz interior.
É como se fosse uma volta ao lar. Pois, quando se afasta da natureza, o ser humano adoece."
E afirma que: ensinamento e conhecimento é a base.
Fernando Cintra é um ser ímpar, que com sua vida regada de muita meditação, alimentação purificada e espiritualmente elevadíssimo, consegue encher de cor a nossa alma.
Como disse o crítico de arte Vicente Vitoriano sobre Fernando: Ele trabalha, adapta ou recicla o procedimento pontilhista ou do esvanecimento dos contornos usados no impressionismo, carregando-os de textura tridimensional, ou seja, aproximando-se do informalismo matérico.
Fernando Cintra é só luz!