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Econômia
 

Solo:      Predominam os Latosolos vermelhos-amarelos e vermelho-escuros, com algumas faixas de solo podzólico vermelho - escuro. Em Patrocínio, os processos erosivos ainda não constituem problemas mais sérios de incisões profundas no solo ou na rocha decomposta, pois são feitos constantemente pelos órgãos competentes, campanhas de esclarecimentos aos proprietários rurais sobre a importância dos cuidados com o solo.
        Quanto ao uso agricola foram identificados 03 classes de declividade:
        Na 1a predominam os terrenos com declividade
entre 0 a 12%, correspondentes aos que abrangem os topos das colinas e serras, e as planícies fluviais dos rios Dourados e Espirito Santo e seus tributários. Os solos ai englobados podem ser arados em todas as direções e sentidos e, em alguns casas, também por tratares de radas, em curvas de nível;
        Pertencem a 2a classe os solos com declividade de 12 a 50% -declives forres- e que correspondem às vertentes das
Serras do Gavião, Negra, do Marimbondo, da Pipoca e do Morro Agudo. Estes terrenas só podem ser trabalhados mecanicamente em curvas de nível, por máquinas simples de tração animal ou, em certos limites, por tratares de esteiras;
        Na 3a classe, encontram-se os terrenos com declividade superior a 50%, que abrangem uma pequena área no norte do município. Tais terrenos não podem ser trabalhados mecanicamente e nem mesmo por máquinas simples de tração animal.

Exploração Agrícola:     A predominância das solos de Patrocínio de área do Cerrado é de média a baixa fertilidade, porém devido a topografia quase plana, é possível á sua mecanização quase que na totalidade.
        A boa infra-estrutura de insumos agropecuários disponível na região (indústria de calcário, fosfato e fertilizantes ) permitem a incorporação destas áreas de cerrado ao processo produtivo, apresentando produtividade agrícola superior a média Nacional.
        De acorde com dados do IBGE, do último censo são 2.459 propriedades rurais no município. A maioria, pequenas propriedades.

Escoamento da Produção:    A infra-estrutura de escoamento da produção é excelente, senda o município bem servida Par rodovias pavimentadas, ferrovia, facilitando a transporte da produção.
        Baseados em estudas feitos pelo Banco Mundial, Patrocínio é corredor de exportação. Patrocínio é interligado com
quatro das maiores portos da país (Rio de Janeiro, Sepetiba, Tubarão e Santos).
        O clima ameno, com precipitação anual em torna de 1.600/1700 ml e uma boa distribuição geográfica de água (córregos e rios), indicam o município com um grande potencial para implantação de projetos de fruticultura, com área irrigada, o que já vem sendo viabilizado.
        As atividades agrícola e pecuária são responsáveis pela maior parte da arrecadação de ICMS do município.

Suinocultura:    A suinocultura também é outra importante fonte geradora de empregas e divisas do nosso município. Para coordenar o setor, funciona na cidade, a ASTAP. Associação dos Suinocultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
        Estabelecidas no município, 14 grandes criadores, com milhares de matrizes e uma grande produção. São grandes granjas, dezenas de pequenos produtores, que juntos criam aproximadamente 5.399 matrizes, com produção de 22 leitões por ano, numa total de mais de 125 mil cabeças. A produção é comercializada para Frigoríficas de Uberlândia e Belo Horizonte.
        Existe um Projeto de ampliação para o setor de mais 3.170 matrizes, para atender a demanda de grandes indústrias,
como a PIF PAF instalada em Patrocínio e Sadia em Uberlândia.

Pecuária:     Patrocínio tem um rebanho bovino destinado predominantemente a produção de Leite. Segundo informações do IBGE, são aproximadamente 132 mil cabeças, distribuídos entre 2166 criadores, responsáveis pela produção aproximada de 130.000 litros de leite diariamente.
        A capitação deste leite é feita principalmente pela Nestlé e Cooperativa Agropecuária, em mais de 1.000 propriedades rurais.
        Parte da produção de leite é transformada artesanalmente em queijo, doces e outros derivadas.
        O rebanho bovino tem passado por melhoramento genético acelerado graças á introdução de touros registrados, de inseminação artificial , e de substituição de matrizes cruzadas ( Holandês e Zebu ) por puras importadas do Uruguai e do Sul do País.
        Também a qualidade da alimentação tem melhorada rapidamente. Mais de 90% dos produtores de leite do município utilizam silagem e ração como suplemento alimentar, pelo menos no período seco do ano.
        O melhoramento genético e de qualidade alimentar fez a produtividade de leite aumentar multo nos últimas anos.
        A produção por vaca no município, em média, supera à 06 litros de leite/dia, sendo muito comum rebanhos com média acima de10 lts/dia/vaca e mesmo acima de 20 lts/dia/vaca.
        Essa capacidade de produtividade do rebanho trouxe à Patrocínio produtores de outras regiões e estados, interessados em adquirir animais para melhorar seus rebanhos.
        Para dar suporte e apoio ao produtor de leite, há diversas empresas, órgãos e entidades prestando serviços públicos ou privadas. É o casa da Cooperativa Agropecuária, da Nestlé, Secretaria Municipal de Agricultura, Acrileite, Sindicatos Rural e dos Trabalhadores, Empresas de Planejamento e Assistência Técnica, Clínicas Veterinárias, Lojas de Insumos, Fábrica de Ração, Escola Agrotécnica, Emater e Ima.
        Está sediada na cidade, a Delegacia Regional do Instituto Mineira de Agropecuária, que abrange 27 municípios da região, trabalhando para erradicação de doenças, como a aftosa. A propósito, ha mais de 02 anos, não é registrado um caso desta zoonoze na região, e o município está dentro da área considerada livre de aftosa com vacinação. O índice vacinal chega a 98%. O rebanho também é vacinado contra a raiva e brucelose.       
        Todos os anos, em parceria, empresas e órgãos acima citados, promovem um grande concurso municipal produção leiteira, que é um incentivo ao trabalho desenvolvido pelos produtores.
        A Associação das Criadores de Gado de Leite do Alto Paranaíba - ACRILEITE, presidida pelo produtor José Afanso Amorim, é responsável direta pela melhoria da qualidade genética e produtiva das animais. Um projeto bem definida de inseminação artificial, está tornando cada dia melhor a bacia leiteira de Patrocínio.
        E a somatória de um clima com estações bem definidas, um relevo sem grande inclinações, riqueza de água, e o trabalho de produtores, técnicos, órgãos públicos, e empresa privadas, que fazem a pecuária bovina de Patrocínio, ser uma das mais eficientes e promissoras do estado, e orgulho dos Patrocinenses.

Cafeicultura:     O nosso município produz um café de alta qualidade, reconhecido internacionalmente e consagrado pelos concursos
"Prêmio Brasil de Qualidade", promovido todos os anos, pela empresa Italiana "IllY Café". Os produtores de Patrocínio e de municípios da região produtora dos cerrados, sempre obtiveram as primeiras colocações.
        O café começou a ser plantado no município, em grande escala, na década de 70, com a implantação do programa "Polocentro", tornando Patrocínio uma potência agrícola. Nesta época, chegaram um grande número de Migrantes, principalmente do Paraná e São Paulo, que compraram aqui terras na região de cerrado, consideradas na época pouco produtivas Acreditaram na potencialidade do município, o café se adaptou bem ao clima da região e a partir dar, foi trabalhar e colher os frutas, do que muitos consideraram, na época, inviável.
        Uma das primeiras cooperativas a acreditar na força do café do cerrado, foi a GARCAFÉ, que até hoje funciona na cidade, impulsionando nossa cafeicultura.
        Há uma década, foi criada Associação dos Cafeicultores de Patrocínio (ACARPA). A sua diretoria, passou a incentivar os produtores, a unirem-se e usar a tecnologia para produzir um produto de qualidade.
        Em Patrocínio está sediado o CACCER . Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado que engloba 09 associações, dos 48 municípios que compõe a região do Cerrado.
        Também funciona, dentro do sistema CACCER, a COOCACCER – Cooperativa dos Cafeicultores da Região do Cerrado, que opera em sistema de condomínio, tornando-se um nova modelo de cooperativismo.       
        Para dar suporte a comercialização do nosso café do cerrado, foi criado o Expocaccer, que hoje cuida de exportação direta, para o Mercosul, Estados Unidos, Japão e países europeus.
        Há de se ressaltar, que o principal fator de sucesso do Café do Cerrado, foi a conscientização dos produtores de que só produzindo qualidade e se unindo , é que foi possível transpor todas as barreiras e abrir as janelas do mundo para a nossa região.
        Aliado a tudo isso, foi criado um sistema agressivo de marketing internacional e lançado o selo "Café do Cerrado". Constantemente, cafeicultores de Patrocínio e diretores de Associações, participam de eventos internacionais, ligados à cafeicultura, para consolidar ainda mais este mercado, que de promissor se tornou uma realidade.       
        O principal evento: "Seminário do Café da Cerrado" já na sua 10a edição, que reúne milhares de participantes e centenas
de expositores.
        Também funcionam na cidade, importantes firmas de comercialização e exportação do nosso café, como a Mundo Novo e a Expandir Assessoria. Um dos pioneiros da cafeicultura do cerrado é o cafeicultor José Carlos Grossi, Diretor Presidente do Grupo Alto Cafezal, com várias fazendas na região produzindo o mais puro café do cerrado.

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