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"O Burgu�s Fidalgo" conta a est�ria do Sr. Jourdain, rico burgu�s que quer a todo custo tornar-se fidalgo e para isso contrata professores para aprender bons modos da nobreza e assim conquistar o cora��o da formosa marquesa Dorimene.
A pe�a, realizada pela COMPANHIA DA ILUS�O, adaptada e dirigida por Ant�nio F�bio para a s�tima edi��o do Projeto Teatro Porta Aberta, incluir� em seu elenco os atores Lilian Fagundes, Angela Paiva, Socorro Guerra, Sheyla Ramos, Clesio Queiroz, Nando Nandes, Felipe Moraes, Gustavo Reinecken, Elias Siqueira Mendes, Jos� Nascentes, Marisa Guedes, com participa��o especial de Alberto Bruno e S�rgio Tavares.
A trilha sonora ser� interpretada pela banda ZOE e o cen�rio foi criado por Jos� Nascentes.
O espet�culo dever� ser encenado em Maio/2000 no audit�rio da Caixa Econ�mica Federal, com entrada franca.
A concep��o do espet�culo tem como elemento principal o ator e suas diversas possibilidades de express�o. Dentro do estilo da com�dia do per�odo neocl�ssico, fortemente influenciada pelos comediantes italianos provenientes da Comedia Dell'Arte, por isso o espet�culo valoriza a performance dos int�rpretes das personagens desenhadas pelo poeta franc�s. De r�tmo �gil e vigoroso "O Burgu�s" � descrito no espa�o como uma coreografia e o texto falado � colorido pelas diversas sonoridades, ritmos, timbres e sotaques e toda esp�cie de recurso da fon�tica.
A op��o pela com�dia, considerado "um g�nero menor" pelos acad�micos de plant�o, sempre prontos a estabelecer dogmas e ditar regras, nos � conveniente pela sua pr�pria natureza original de cr�tica: a com�dia mant�m uma ilus�o de individualidade, quando de fato aponta a coletividade nas caracteriza��es que privilegiam aspectos exteriores de um comportamento padr�o e culturalmente identif�caveis. O homem n�o � um homem, mas sim todos os homens de uma determinada situa��o e em uma determinada situa��o.
Sobre o Autor - Moli�re
"A vida � uma com�dia para o homem que pensa e uma trag�dia para o homem que sente" - Walpole, Horace
Filho de familia burguesa com acesso a Corte (seu pai era um dos oito valets de chambre tapissiers do rei e essa patente lhe seria transmitida) e aluno da melhor escola de Paris, o College de Clermont, Moli�re adquiriu o dom�nio da l�gica e da ret�rica, familiarizou-se com as com�dias latinas e seus dotes histri�nicos foram estimulados pelos seus mestres. Quanto teve que optar por uma carreira, escolheu o Direito, mas a arte do teatro exercia tal fasc�nio sobre o seu car�ter, que em 1643, ent�o com 21 anos, entrou para uma companhia amadora e em 1644 a tal companhia fez a sua estr�ia formal em um bom teatro de Paris. Mas os resultados teimavam em n�o aparecer e Moli�re n�o apenas se endividou como tamb�m foi preso pelos seus credores. Passado o susto e j� amadurecido pelo neg�cio, a pequena companhia torna-se ambulante e parte de Paris para as prov�ncias, tornando-se um astuto empres�rio aprimorado peos quase doze anos de perambula��es pelo interior da Fran�a. Foi crucial a sua estada na cidade de Lyon, onde a companhia permaneceu durante algum tempo. Em Lyon, foram bem recebidos pelos habitantes que amavam o teatro e Moli�re aprendeu a dominar o seu talento de ator e autor de pe�as teatrais, combinando os truques e os tipos caracter�sticos da com�dia italiana com sagaz observa��o da vida francesa. A� produziu as suas primeiras pe�as de teatro. Aconselhado por amigos instalou-se com a sua companhia nas imedia��es de Paris. Foi na cidade de Rouen que o irm�o mais mo�o do rei, Luis XVI, os tomou sob seu patronato e em 1658 apresentou-se ao rei pela primeira vez no sal�o da guarda no Louvre. O poeta tinha entao 36 anos de idade. E foi em Paris que o poeta desenvolveu o seu grande estilo e escreveu as suas pe�as mais famosas, tornando-se o grande autor c�mico e uma das figuras mais importantes do teatro mundial. |
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