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Os Charruas eram altos, com média de 1,68 mts. para os homens e 1,67 mts.
para as mulheres, de porte sério, aspecto duro e feroz. Eram tristes e
taciturnos. Os homens levavam uma barba como distintivo varonil e os caciques
usavam, engastados nela, vidros, pedras e pedaços de lata.
A tatuagem do rosto consistia em três linhas azuis que iam da raiz dos cabelos até a ponta do nariz e duas linhas transversais que iam de zigoma a zigoma. Para a guerra e festas, pintavam a mandíbula inferior de branco. Cobriam o corpo com uma camisa curta sem mangas, de peles curtidas. No inverno, o pêlo era aplicado para o lado de dentro e no verão, ao contrário. As mulheres, além disso, usavam uma saia de algodão até os joelhos. |
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Os Charruas eram polígamos. Afirmam os historiadores que às mulheres cabia
todo o trabalho doméstico, desde o transporte dos toldos, o cuidado com os
cavalos até a preparação dos alimentos.
O homem Charrua se dedicava à guerra e a caça. Para assuntos de guerra ou de interesse, convocavam o conselho de famílias. Para comunicação desta ocorrência, usavam a fumaça ou a claridade de grandes fogueiras. Como troféu de guerra conservavam a pele do crâneo de seus inimigos e marcavam no próprio corpo, com cutiladas, o número destes, abatidos. |
| Temos poucas informações sobre suas idéias religiosas. Durante fartas libações, invocavam um ser superior que algumas vezes poderia se tornar visível. Parece que acreditavam na imortalidade da alma. Aos médicos-feiticeiros atribuíam o poder de fazer chover, provocar tormentas, desatar a fúria das feras e fazer transbordar riachos e rios. Ao lado dos médicos-feiticeiros, também havia as velhas que curavam, chupando a pele nos lugares doloridos. | ![]() |
| Fonte: Enciclopédia Rio Grandense / Volume: O Rio Grande Antigo |