Bright Seaty: *tomando um gole de vinho* Sabe o que o Dr. Robotnik pensa sobre sua seguran�a, n�o �?

Hayto Tsukimura: Ele acredita mesmo que estou correndo o risco de ser assassinado? Ele realmente me faz parecer rid�culo dessa maneira.

Bright Seaty: E se ele estiver certo? N�o sabemos que tipo de estrat�gias o Governo tem em mente. Para nos destruir, devem ser capaz de tudo.

Hayto Tsukimura: ... *levando a ta�a de vinho a boca* Ainda assim eu acho isso algo rid�culo! Sou descendente do cl� mais forte que lutou na Guerra Ca�tica e sobreviveu.

Bright Seaty: Nos dias atuais, nossos nomes servem apenas nos separar dos vermes. Voc� sabe disso.

Os dois amigos trocaram olhares s�rios por uns instantes. Logo, boas risadas tomaram conta da sala por breves momentos, apenas interrompidos entre um gole e outro de vinho.

Bright Seaty: Acho que... Voc� j� ouviu os boatos sobre a elite do Governo, n�o �?

A mudan�a repentina de assunto mudou a express�o de Hayto drasticamente. O camale�o parecia n�o gostar muito da conversa em que est� para entrar e logo colocou sua ta�a, praticamente vazia, sobre a mesa de centro da sala de visitas.

Hayto Tsukimura: �, eu ouvi boatos de que pode ser um grupo de tr�s ou quatro guerreiros. N�o sei o que eles realmente esperam conseguir, mas gostaria de encontr�-los pessoalmente para ter o prazer de enviar um por um para o Inferno!

Bright Seaty: Tenho pena de quem cruza seu caminho! Hahaha!

Do lado de fora da mans�o, um grito interrompeu a conversa dos dois amigos. O estranho ru�do continha um som de agonia realmente assustador!

Hayto e Bright rapidamente se levantaram, tomando em m�os as suas armas.

O camale�o utilizava uma katana prateada, feita sob encomenda com um dos melhores ferreiros de Nova Mobius. Bright, um cavalo forte e alto, normalmente andava com sua pistola. A arma produzida com a alta tecnologia rob�tica de Arnold, disparava raios laser precisos e poderosos, capaz de atravessar praticamente 95% dos materiais existentes no planeta.

Os dois permaneceram no centro da sala, agora com mais tr�s guerreiros, capangas de Hayto que vieram proteger seu mestre ap�s ouvirem o estranho ru�do.

Hayto Tsukimura: Seja quem for n�o conseguir� nada aqui a n�o ser uma partida para o outro mundo! Meus homens est�o espalhados pela casa!

Bright Seaty: Voc� parece ter muita confian�a em seus homens, n�o �?

Hayto n�o teve tempo para responder afinal, nesse instante, as luzes da resid�ncia se apagaram, deixando tudo na mais profunda escurid�o.

Rapidamente os dois amigos ficaram de costas um para o outro. Hayto estava virado para a porta principal da sala enquanto Bright olhava fixamente para a janela maior, de onde vinha a �nica luz que iluminava o ambiente.

Do lado de fora, um a um, os guerreiros do grupo de Hayto iam sendo eliminados por estranhas sombras que se moviam por entre as enormes �rvores frut�feras do pomar particular do camale�o.

Uma verdadeira chuva de sangue cobriu de vermelho as folhas secas que estavam no ch�o de barro do pomar, onde uma figura sinistra parecia encerrar seu trabalho ao arrancar a cabe�a de um guerreiro ferido, ca�do de joelhos sem um dos bra�os. Apenas um golpe seco e r�pido.

Passando em frente ao port�o da enorme resid�ncia, uma figura de baixa estatura, com olhos extremamente inocentes parou ao ouvir os gritos abafados, vindos de dentro da escura mans�o.

Um garoto de aparentemente 14 ou 15 anos moveu seus enormes olhos vermelhos em dire��o ao pesado port�o de metal gradeado, dirigindo-se em seguida, at� a entrada principal.

Com uma das m�os, ele tocou a barra central do port�o, parecendo testar a sua resist�ncia, em seguida deu dois passos para tr�s e, com um movimento muito veloz, desferiu uma esp�cie de golpe que mais pareceu um arco de luz, o qual atingiu de forma certeira a barra que ele havia tocado. N�o demorou muito e o pesado objeto met�lico se desprendeu do port�o, caindo violentamente no ch�o sem fazer muito barulho, afinal, a parte de dentro do terreno era toda gramada.

O rapaz entrou na resid�ncia se esgueirando pelas sombras proporcionadas pelas v�rias plantas espalhadas pelo terreno.

N�o demorou muito para o jovem visitante encontrar um corpo ca�do sobre uma esp�cie de coreto, todo feito de m�rmore, a essa altura manchada de sangue.

Ao se abaixar para verificar o corpo, sentiu o ar se mover rapidamente atr�s dele e, com um giro para o seu lado esquerdo, evitou um golpe fatal que dividiu o corpo sem vida em dois.

Jovem: Quem est� a�?!

N�o houve resposta, mas o garoto sentia estar diante de um desafio que valeria a sua vida. Mais que depressa se posicionou em um local mais seguro, fora do coreto, usando o mesmo para proteger suas costas. Ele olhou atento para os lados buscando sentir a presen�a de seu inimigo sem deixar seus olhos o enganarem naquela escurid�o.

N�o demorou muito e sentiu algo passar raspando em seu rosto. O garoto se salvou por pouco de ter seu pesco�o cortado por uma l�mina extremamente afiada. Quem quer que fosse que o estivesse atacando possu�a uma velocidade realmente incr�vel. Dessa forma, seria uma quest�o de tempo at� morrer nas m�os de seu inimigo.

O garoto ent�o, para evitar o pior, se abaixou no ch�o, deixando suas costas expostas. Por baixo de sua roupa, enormes espinhos passaram a proteger seu corpo. Ele era um ouri�o!

Novamente o jovem ouri�o sentiu a aproxima��o de seu inimigo e, no momento exato, saltou girando em seu pr�prio corpo, golpeando o bra�o de seu oponente o fazendo derrubar uma espada suja de sangue. O movimento do garoto parecia ter quebrado o bra�o de seu inimigo que n�o teve tempo de recuar.

Ao olhar para o alto, na dire��o em que o garoto saltou, o agressor teve uma desagrad�vel surpresa, sendo atingido por um golpe girat�rio bem no rosto, o qual o atirou contra o ch�o!

O garoto n�o perdeu tempo em ver como estava e quem era seu oponente. Ele tinha certeza de sua vit�ria e seguiu rapidamente em dire��o ao pomar de onde, naquele exato momento, outro grito abafado p�de ser ouvido.

Na entrada do pomar, uma pequena cerca o separava do jardim principal. A porta de entrada estava no ch�o e o ouri�o manteve o cuidado de seguir sem fazer barulho. Mais adiante, um sujeito de baixa estatura estava com duas espadas em m�os, olhando fixamente para ele parecendo o desafiar.

Sem recuar, o ouri�o deu passo � frente e sentiu outras duas presen�as no local. No ch�o, o sangue o fez perder um pouco o equil�brio e foi nesse momento que ele perdeu seu advers�rio de vista.

Para n�o ficar desprotegido, o garoto se dirigiu como um raio de luz em dire��o � entrada principal da mans�o, a abrindo com os p�s. Assim que olhou para o interior da resid�ncia, se deparou com v�rios corpos ca�dos, todos eles sem cabe�a. Sentada nas escadas do hall de entrada, uma ouri�a olhou para o jovem de forma surpresa, parecendo estar esperando outra pessoa.

Maria Hairou: Quem � voc� garoto? O que est� fazendo aqui? V� para casa!

Jovem: Vim ver o que estava acontecendo nesta casa. Voc�s est�o matando muitas pessoas! N�o posso permitir! A menos que tenha como justificar tanto sangue!

Maria Hairou: Ai... Voc� � bem intrometido sabia? Eu n�o devo nenhuma explica��o para um fedelho como voc�!

Jovem: Voc� n�o parece mais velha do que eu, se quer saber.

Maria Hairou: Esta � a casa de Hayto Tsukimura, voc� sabia? Acho que sim, afinal, deve ser um aliado do Imp�rio, n�o �?

Jovem: ...

Maria Hairou: Agora deixe-me ver se adivinho. Voc� � um dos capangas de Hayto e est� aqui para me matar, certo?

Jovem: ...

Maria Hairou: N�o vai dizer nada? o.�

O olhar do garoto parecia o mesmo, sempre fixo nos olhos de Maria que o encarava sem entender direito o motivo de seu inimigo n�o recuar e nem parecer querer agredi-la.

Nesse momento, Impy apareceu atr�s do ouri�o com suas espadas guardadas nas bainhas.

Maria Hairou: Impy! Acho que esqueceu de cuidar de algu�m. Onde est�o Cidan e Yan?

Impy Shyrui: Est�o l� fora, eu n�o os vi. Mas... *olhando para o ouri�o* Esse moleque apareceu do nada no pomar. N�o senti sua presen�a. E mais! Ele conseguiu escapar para c� com uma velocidade que meus olhos n�o puderam acompanhar.

Maria Hairou: �, ele chegou aqui a pouco e at� agora n�o pareceu querer lutar. Acho que j� sabe quem somos.

Impy Shyrui: O que faremos? Matamos ele agora?

Maria Hairou: Por mim... Fa�a o que quiser. ^^

Impy se virou para o ouri�o retirando o manto que cobria seu corpo e puxando uma das espadas para fora da bainha.

O garoto permaneceu de costas olhando Maria fixamente.

Jovem: Eu n�o quero lutar com voc�... Guarde sua espada e deixe esta casa.

 

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