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Oh!
Homem que
se veste em vestes de lobo. Tão
somente para proteger sua sensibilidade, Da
matilha dos humanos! No
silêncio silente da madrugada, Tal
qual viandante e mudo... Tal
qual barco sem rumo... Introspecto
em sua alma, Buscante
e sussurrante, Em
brados simulados de uivos... Exultando
toda sua dor! A
pujança dilacerante. Do
estar só... desprotegido. Bradas! A
viandantes, seu brado de intenso amor, Em
disfarces multifacetados... Em
grandes dentes... olhos... ouvidos! Sendo
tu possuidor do fogo, Que
renasce, em vida sua vida. Qual
fênix, renovada, reconstituída! Em
seu olhar... vertente... vibrante, Do
amor ao amor somente. Em
delírios de chuvas... Banha-se,
em gotas em
pingos... Buscando
ao beijo que não sorveu em delírios. Tornando-se
forte... buscante! Não
desistindo de batalhas importantes... É
pleno homem! Já
não mais necessitas ser lobo! O
solitário que canta, cantos tristes, Banhados
de solidão na luz da lua! Não
necessitas mais se escudar em pedras... Pois,
a meiguice de teu coração, E
no brilho límpido de teu olhar! Não
mais existem dores, incertezas, mágoas ou espinhos. Aquieta
tua alma! Envolto de belezas plenas! Do
amor nascestes... és fonte fecunda e infinita de perpetuidades. Do
momento que eternizas! E
assim... Homem
sem disfarces de lobo! Aos
corações cativastes.
Ana Maria Passos
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