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Chuva é choro mansinho
de céu triste em dia cinza,
da terra seca, que suspira,
do chão gramoso, terroso,
das folhas tombadas,
pisadas,
do ar pesado, parado.
Chuva é choro mansinho,
de olhos tépidos,
em vidas vazias,
em casas sombrias,
de pássaro calado, no ninho,
de silêncios em almas mortas
e frias,
da criança tolhida,
esquecida.
O choro da chuva triste,
a
tristeza das folhas caídas,
o lamento dos esquecidos,
não são lágrimas que se fugiram.
É água que tudo leva,
é chuva que o mundo lava.
Lizete
Abrahão
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