Alma de Poeta

 

 

 

 

 

É cantar as sensibilidades, e as belezas que existem na alma.

É o compreender a um todo no sobejo do tudo.

Seres estes, dotados do dom maior,

Denominam-se amor, possuem essências,

Em aromas de flores,

Comovem-se com raios de sol,

Inebriam-se em seus filetes dourados...

Que invadem espaços sem a devida permissão,

Com o intuito único de trazer luz! Brilho! Calor!

Por mais pequeninos e insignificantes que sejam,

São graciosos e bailam.

Adornam-se com a prata da lua,

Em nuances de ser eternamente feliz!

Deleitam-se em ventos... brisas...

Na permissibilidade de levar os mais belos pensamentos,

a lugares inimagináveis...

Possuem a sensação do vôo...

Da liberdade salutar e vibrante,

Que ecoa nos mundos, as belezas de cantigas em sinfonias...

E quão inebriante torna-se, quando deitados na relva macia,

Perdendo-se em céus, em firmamentos,

Sussurrando os doces segredos da alma...

Em confissões às estrelas...

Estas sorriem, ouvem caladas, porém em cada cintilar,

Cingem a doce alma que a poetizar...

Transportam-nas... como vetor... indicando rumos.

E, ma perfeição do arquiteto do universo.

Não poderia criar maravilha maior!

A alma do poeta!

Presenteando-a com jardins cobertos de flores na terra!

Com jardins cravejados de estrelas dos céus e do mar!

Assim é a docilidade do poeta

Que somente ao amor é cantante...

que somente de amor é seu respirar,

E dele alimenta seu pensar...

 

 

 

 

Ana Maria Passos

 

 

 

 

 

 

 

 


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