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Já
é tarde, e a noite fria.
Aos
poucos cessa o movimento.
Transeuntes,
procuram o aconchego de seus lares.
Tudo
passa
Somente
as estrelas permanecem no firmamento
Brilhantes
e longínquas
Predestinadas
a serem o que são.
Eu
que tanto lhes recitei
Em
prosas e versos...
Hoje!
Sinto-nas assim...
Meu
coração ferido
Meu
ser dilacerado
Pelas
adagas do destino.
As
feridas múltiplas
Parecem
não cicatrizarem.
A
dor aumenta a cada instante.
O
coração parece não agüentar mais.
O
que fazer.
Sinto
a fragilidade que invade
Sinto
solidão.
Não
eras isto que querias destino meu?
Empunha
a tua adaga,
Termina
com esta aflição
Não
me maltrates mais.
Dá-me
chance de vida!
Ou
deixa-me morrer em paz.
Ana
Maria Passos
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