O motor escolhido para a versão SS, a oferecida no Brasil, foi o V8 (L99) de 406 cv. Ele veio do Corvette,
acompanhado do câmbio automático de seis marchas. Na pista, esse casamento pareceu harmonioso, uma vez que o
Camaro andou bem sem beber demais. Na aceleração, o tempo de 0 a 100 km/h foi de 5,6 segundos, sendo que o
melhor desempenho foi conseguido com o câmbio no modo manual e os controles de tração e estabilidade desligados.
Nessas condições, a velocidade de 100 km/h era atingida em primeira, enquanto no modo automático, e com os
controles eletrônicos acionados, a segunda marcha entrava a 58 km/h. Por outro lado, sem os controles era
preciso dosar o pé: bastava levar o giro a 2 000 rpm para os pneus girarem em falso e fazerem o carro patinar.
Para quem gosta de ver sair fumaça dos pneus, a imagem é interessante, mas o tempo da arrancada aumenta muito.
Curioso notar que, mesmo com os controles ligados e no modo automático, se você pisa fundo, o carro arranca após
breve destracionada.
No consumo, não houve sustos. A média ficou em 6,2 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada – quase o
mesmo do Chrysler 300C, com 6,2 e 10 km/l, respectivamente. Como no rival, o V8 do Camaro conta com sistema de
corte de alimentação de metade dos cilindros, quando não necessita de potência plena.
O Camaro começa a ser vendido logo após o Salão do Automóvel. Será oferecido só na versão topo de linha, V8,
câmbio automático sequencial de seis marchas e um pacote que inclui airbags, ABS, ESP, bancos de couro, som
Boston Acoustics. Não haverá opcionais, apenas acessórios oferecidos nas autorizadas, como os do modelo das
fotos: faixas esportivas, pintura da tampa do motor e acabamento de painel e portas da cor do carro. Até o
fechamento desta edição, a GM não havia divulgado o preço oficial, mas estimase que ele chegue na faixa de
200 000 reais.
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