Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith
(Star Wars: Epsido III - Revenge of the Sith)

 

Direção: George Lucas
Elenco: Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Christopher Lee
Ano: 2005

 

Tomando emprestada a citação de uma conceituada revista de cinema, “o começo chega ao Fim”. Melhor: a saga iniciada em 1977 e que levou milhões de pessoas aos cinemas com duas trilogias, finalmente tem o seu fim. Pelo menos, no cinema mais próximo! Palavra de George Lucas.
Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith” vem concluir a segunda trilogia da franquia, amarrando todos os fios que estavam soltos no “Episódio II - O Ataque dos Clones” e que, em estimativa mais otimista, o novo filme iria deixar boa parte sem explicação.
Tendo agora todos os seis filmes em mãos e assistindo-os linearmente, só me passam duas coisas pela cabeça: George Lucas é um gênio e a trilogia Matrix é uma farsa “caça-níqueis”.
Deixando o engodo dos irmãos Wachowski de lado, percebe-se claramente que a trilogia original possui uma história, um passado e, tal fato, tem sua apresentação no “Episódio I - A Ameaça Fantasma” e sua conclusão neste Episódio III. Mas, Lucas também é humano. Portanto, comete falhas. Talvez a que seja mais “gritante” é com relação aos gêmeos Luke e Léia e seu nascimento. No agora renomeado Episódio “VI - O Retorno de Jedi”, Luke pergunta a Léia se ela se lembrava de sua mãe “verdadeira”, ao que ela responde lembrar pouco, pois era pequena quando ela morreu. Porém, neste Episódio III, presenciamos o nascimento dos gêmeos, e que a senadora Padmé Amídala morre de “falta de vontade de viver” (?!) logo após dar à luz. Em discussões sobre tal falha, há quem defenda que Léia se referia a sua mãe de criação. Então, por que a expressão de Luke “mãe verdadeira”, justo quando ele vai contar a ela que ele é seu irmão?
Falhas à parte, Episódio III cumpre o que prometeu: explicar porque uma criança inteligente/jovem aprendiz se transforma no vilão mais temido do cinema: Darth Vader.
Em uma trama perfeitamente plausível, acompanhamos Anakin Skywaler ser preterido pelo Conselho Jedi para ser considerado mestre (apesar dos anos de dedicação aos Jedis), ser “acolhido” pelo cada vez mais poderoso senador Palpetine (que, como um câncer que vai consumindo aos poucos, vai minando a existência da República até ter todo o poder e conseguir ajuda para o nascimento do Império) e sofrer de amor!
Sim, a grande motivação de Anakin para se virar para o Lado Negro da Força é o medo de perder a amada. Anakin é apaixonado por Amídala. Eles se casaram e mantiveram segredo para que ele continuasse como Jedi. Porém, tal sacrifício não é enxergado pelo Conselho que, nem quando Anakin conta os planos do senador para o mestre Mace Windu, parece levar o rapaz em consideração. Um prato cheio de raiva e medo na mesa do Lado Negro. Resultado: Darth Vader nasce sombrio e poderoso. Dono de uma crueldade que não poupa ninguém (a cena envolvendo o assassinato de crianças fez elevar a censura nos Estados Unidos) e consumido pela culpa sobre o destino da amada, Anakin Skywalker se torna o novo pupilo de Darth Sidious espalhando o terror pela antiga República que ele prometeu defender.
Em uma cena chave do filme, Obi-Wan Kenobi (Ewan Mgregor mostrando que estudou muito para o papel que já foi de Sir Alec Guiness) questiona Anakin sobre sua “transformação”. Amargurado e frustrado como um pai, Obi-Wan ajuda a criar o aspecto físico do monstro do mal.
O filme, como um todo, é perfeito. Não dá para não se emocionar com as cenas das cidades da República ou com o mestre Yoda que, apesar de não surpreender com a cena de luta, o consegue ao passar toda a frustração que sente ao ver a morte de seus “filhos” jedis e ao nascimento do domínio do mal. Mas, com certeza, a cena mais marcante é o surgimento de Darth Vader com sua “armadura” característica. Não há quem não fique arrepiado...
Há quem jure que Lucas não vai resistir e dará continuidade a saga com os episódios 7, 8 e 9, os quais já são livros obrigatórios na estante de qualquer fã de Star Wars. Porém, Lucas rebate tais afirmações dizendo que quem possui a “Força” é Luke e não ele. Mas, ele próprio acaba pondo lenha na fogueira ao afirmar também que só permitiria tal “pós-trilogia original” se a mesma fosse realizada por Steven Spielberg ou por alguém competente e responsável com a saga. Joss Wheadon (criador da série Buffy, a Caça Vampiros e que está atualmente na pós-produção de seu primeiro longa, a ficção científica Firefly) já se candidatou para assumir o legado. Agora, é só esperar pra ver. E que a Força esteja com todos nós!

 

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