Desde o encerramento da série Sex and the City, fãs do mundo todo esperavam a estréia do quarteto no cinema. Anos se passaram, desavenças se tornaram públicas e, finalmente, a série ícone da mulher moderna chegou a telona. Daí, tanto fãs quanto críticos se uniram (!), para compartilharem duas opiniões: uns discutiam a necessidade de um filme da série; outros, discutiam o filme em si, condenando-o por passar a mensagem de que só é feliz a mulher que tem ao seu lado um homem! Bem, não vou discutir a primeira corrente, afinal, fazer ou não um filme só depende de produtores os quais só visam grana e por aí vai... vou falar, e rebater, a segunda corrente, a qual considero extremamente infeliz! Duvida? Então vejamos:
Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda são mulheres modernas, estudadas, cultas e amantes do que é bom na vida (principalmente se envolve um excelente guarda-roupa, com o melhor que existe em roupas e calçados). Mas, aliado ao que elas tinham, elas SEMPRE buscaram a Felicidade, representada pela busca do Amor, nas suas mais diversas formas e apresentações! E é isso que o filme baseado na série deixa claro, quando sobe os créditos finais! Vamos analisar cada uma delas...
Samantha, a mais “descolada” de todas elas, sempre buscou o amor na forma da sua Liberdade (principalmente quando se tratava da liberdade sexual)! E, ao se ver envolvida em um quase casamento com Smith, não foi a visão constante do vizinho bonito e suas peripécias sexuais, e sim, perceber que ela havia perdido a sua liberdade de ir e vir, que a tornou infeliz! A fidelidade de Samantha para com Smith estava matando a sua liberdade! O amor que ela sentia pelo ator não era maior que o amor que ela sentia por ela mesma... O ficar desacompanhada da companhia masculina mas dona da sua liberdade foi a suprema conquista de Samantha Jones.
Charlotte, a romântica do quarteto, encontrou no fim da série o seu amante idealizado e tão sonhado... um homem que não tinha a beleza física de um deus grego mas que a completava, fazendo com que ela adquirisse uma nova religião e finalmente, se casasse. Ao adotarem uma garotinha, o amor que ela sempre buscou estava completo... ou melhor, quase completo! Ao finalmente engravidar e realizar o sonho de ser mãe de duas meninas, Charlotte atingiu seu objetivo de vida, encontrando sua completa felicidade!
Miranda, a mais racional, advogada “workaholic”, encontrou o amor nos braços de Steve, um barman sem planos futuros, sem dinheiro! Ao assumir que ele era seu Príncipe Sem Encanto, ela se mudou para o subúrbio e foi cuidar do marido, do filho e da sogra (argh!)... E, não demorou para “o amor sair pela janela, quando a crise entrou pela porta”... Steve trai Miranda num momento de fraqueza e ela o abandona! Porém, apesar do local onde moram, da falta de grana e da traição, o amor que os une é maior que qualquer outro sentimento e ela o perdoa, para finalmente ficarem juntos! A felicidade para Miranda estava em ter um marido que trabalha enquanto ela dorme!
Por último, temos Carrie, uma mistura de todas as outras, com pitadas em graus diferenciados... Carrie sempre foi apaixonada por Big! Desde o primeiro olhar, o primeiro encontro... Mesmo depois de tudo que ele fez, culminando com o abandono em pleno altar, nada foi capaz de apagar o amor que ela tinha por ele que, com certeza, era muito maior do que ela sentia por sapatos! Carrie tinha fama, dinheiro e todos os bons itens que as coleções da Vittom ou da Blahnik podiam oferecer... mas nada para ela era mais importante do que ter o amor do homem da sua vida ao seu lado! Foi pelo que ela sempre batalhou e, quando conseguiu, não foi apenas a presença de um homem macho ao seu lado (como comentou uma revista especializada em cinema) mas sim, finalmente, fazer as pazes com a verdadeira felicidade!
Sex and the City, tanto o filme quanto a série, mostra que todos, sem exceção, buscam o amor e a felicidade! É algo inerente ao ser humano, biológico, pois, independente de quantos livros você leu ou quanto de dinheiro você tem no banco! Todas (e todos) querem (apenas) ser felizes... e só!