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Conduta de Risco
(Michael Clayton)
Direção:
Tony Gilroy
Elenco: George Clooney, Tom Wilkinson, Tilda Swinton, Sidney Pollack
Ano: 2007
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Michael Clayton é advogado de uma grande firma de Nova York. Mas ele não é só um advogado; ele é aquele cara que é chamado para organizar a casa, limpar a sujeira que os outros fizeram. E ele está entediado com este trabalho. Ao enfrentar o divórcio, o relacionamento turbulento com os irmãos e o restaurante falido, Michael fica sabendo que seu amigo, outro advogado, surtou perante um grande cliente. Neste momento, Michael percebe que ser advogado de clientes com condutas duvidosas pode ser caro demais. George Clooney reune-se novamente ao parceiro/sócio Steven Soderbergh para atuar e produzir este drama sobre pessoas, ou melhor, sobre advogados. É unânime em dizer que ninguém “morre de amores” por advogados, especialmente aqueles de grandes firmas, contratados para esmagarem tudo e a todos. Neste filme, Clooney fez o seu Michael Clayton angustiado, entre o vício no jogo, a dívida crescente e a profissão que construiu. Ao lado dele, Tom Wilkinson vive um advogado a beira do ataque de nervos que, ao realmente ter um ataque em virtude de decidir não defender o que deveria estar defendendo, acaba sendo marginalizado e gerando desconfiança, inclusive do seu amigo. Mas a grande atuação vai para Tilda Swinton. Vivendo a nova executiva de uma grande empresa cujo escândalo pode vir à tona, ela demonstra o desespero, o nervosismo e, por que não dizer, as atitudes impensadas e inconsequentes de alguém que demonstra ser forte, mas que tem que ensaiar perante o espelho as próprias falas. É um filme que se deve assistir com muita atenção, aos nomes de todos os envolvidos e principalmente nas expressões faciais e físicas de cada personagem. Eles revelam muita coisa, como a própria cena final faz questão de mostrar.
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