
Desde
o primeiro poço de petróleo, no século passado, os
geólogos prevêem o fim dos recursos disponíveis. Acompanhe
a evolução das expectativas pessimistas e a corrida para
desenvolver carros que consomem cada vez menos:
-> Anos 20: Início
da popularização do automóvel. Geólogos americanos
estimam que a disponibilidade de petróleo acabará em breve.
As refinarias operam com menos de 50% da capacidade por falta de óleo
bruto.
-> Anos 40: Surge a perspectiva de abundância de petróleo com as primeiras avaliações do potencial das reservas no Oriente Médio.
-> Anos 50: Consumo
dos carros:
O beberrão
Cadillac faz 4 quilômetros por litro.
-> Anos 60: Consumo
dos carros:
O Simca Chambord
faz 6 quilômetros por litro.
-> Anos 70: Com
a grande crise do petróleo, os preços explodem e vem o pânico
da falta do combustível. As montadoras começam a se preocupar
com o desenvolvimento de carros mais econômicos.
Consumo dos carros:
O
Fiat 147 faz 13 quilômetros por litro.
-> Anos 90: Quase
metade das reservas mundiais de petróleo já foi gasta. Estima-se
que a produção vá cair a partir de 2010 e pode acabar
daqui a oitenta ou 100 anos.
Consumo dos carros:
O
Honda Life faz 25 quilômetros por litro.
Pela primeira vez, os técnicos garantem que resolveram todas as questões de engenharia envolvidas num carro elétrico. "O desafio agora é reduzir o preço", afirma o diretor de desenvolvimento da Daimler Chrysler, Ferdinand Panik. No mercado hoje, o Necar 4 custaria 30.000 dólares. Uma pilha colocada sob os bancos recebe hidrogênio líquido de um lado e ar do outro. A célula energética faz com que o oxigênio do ar interaja com os átomos de hidrogênio gerando uma corrente elétrica para o funcionamento do motor. O carro é totalmente silencioso, não tem as trepidações comuns à aceleração e é classificado como zero de poluição. Outra novidade em releção a suas três versões anteriores é a autonomia de 450 quilômetros.
O novo carro não poluente, movido a hidrogênio líquido: falta o preço...

Carros híbridos (usam eletricidade e gasolina): O Prius faz 30 quilômetros por litro...

Foguetes - De todas as possibilidades já imaginadas e testadas, a fonte alternativa de energia com mais chances de substituir a gasolina é o hidrogênio. A fonte é inesgotável: ele é o elemento químico mais simples e mais abundante na natureza. Também produz muita energia, quase três vezes mais do que a gasolina ou o gás natural. Tanta energia, no entanto, foi um dos desafios que a tecnologia precisou vencer para conseguir armazená-lo com segurança. A solução de torná-lo líquido trouxe outra dificuldade, só vencida com muita pesquisa (o hidrogênio se liquefaz a 253 graus Celsius negativos). Atualmente, o hidrogênio já é usado para movimentar foguetes e onibus espaciais. "Estamos vivendo uma época de transição energética, e o hidrogênio terá um papel dominante no próximo século", diz o americano Seth Dunn, do Instituto Worldwatch, especialista no estudo de sistemas de energia.
Revista Veja ano 32, nº13.