Capítulo 1 – I feel in my heart the start of something new.
Sabe, eu não estou agüentando mais. Já é terceira vez esse ano que estou me mudando de cidade. Sendo que ano passado fizemos 5 mudanças. Isso por causa do trabalho do meu pai, que está sempre sendo transferida pela linda, e completamente dedicação do meu pai. Enquanto minha mãe está em Los Angeles trabalhando. Ela falou para mim no telefone que quando meu pai conseguir parar num lugar, ela irá se mudar com a gente, mas já que isso não acontece, ela fica lá, na nossa cidade.
Ás vezes me arrependo de ter concordado com ele de viajar e conhecer novos lugares. Quer dizer, é muito bom viajar, conheci muitas coisas. Mas claro, sempre bate a saudade dos amigos... Daquela pessoa em especial.
Bem quando estávamos melhorando, criando um relacionamento, meu pai vem com isso. Que coisa!
Essa rádio que meu pai ta escutando já esta me irritando.
- Pai pode trocar de rádio? – Pergunto, ele nem liga, só balança a cabeça. Deve estar com sono, já faz mais de 3 horas essa viajem.
Estava indo apertar no botão de minha rádio favorita, quando ele começa.
- , você gosta mesmo disso?
- Disso o quê? – Na verdade eu sabia. Ele sempre fala disso.
- Você sabe filha, as viagens... Mas prometo que essa é a última. – Ele falou sorrindo e pegando minha mão, o soltei e o olhei séria.
- Estamos já na 8ª viagem, você falou isso na 3ª. – E saí do carro. Já tinhas chegado à nossa nova “casa”.
A olhei, achei maravilhosa, a mais linda que já morei, meu pai deve ter gastado dinheiro nisso. Acho que é a última mesmo. Mas nada de pedir desculpas! Vou esperar uma semana para ver se ele não é transferido novamente.
Fui pegar minhas malas no carro, não falei com meu pai até entrar na casa. Ele me mostrou o quarto. Era MUITO lindo. Com suíte e sacada para rua. Todo rosa, com uma cama de casal, uma TV de plasma na parede, uma estante para o computador ao lado da sacada, e um guarda-roupa enorme ao lado da porta.
Eu fiquei acho que 2 horas arrumando meu roupeiro, e quando iria para o computador, meu pai chega com o assunto da escola.
- , aqui está seu uniforme.
Nem olhei para cara dele. Apenas peguei a roupa e voltei para o computador.
- Você ainda está braba comigo?
Olhei com uma cara séria, levantando uma sobrancelha.
- Olha, desculpa pai. Mas é que na escola eu nunca tenho tempo de fazer amigos. Na última vez estava tudo dando certo entre mim e um garoto e... – Deixei uma lágrima cair.
- Desculpa minha filha. – Ele me abraçou. – Mas eu prometo que essa é a última vez, acabo de falar com meu chefe, é trabalho fixo.
Sorri feliz pra ele.
- Obrigada.
- E, por favor. Fique um pouco longe do computador só até começar as aulas, leia um livro. Deve ser por isso que esta com dor nas costas.
- Ok. Mas...? – Fiquei esperando por ele responder.
- São dois dias.
- Tá bom.
Meu pai saiu do quarto, e fui rapidamente ver meus recados e meus emails. Um era de Jake. Não tive coragem de abrir, minha felicidade iria toda embora. Desliguei direto tudo e fui ler Poderosa.
- VEM JANTAR! – Meu pai me gritou lá de cima.
Marquei a página em que parei e desci.
Será que existe mesmo esse tipo magia na mão de alguém, como na de Joana Dalva? E o poder que ela deve sentir tendo tudo que quisesse em suas “próprias mãos”? Aposto que não sou só que gostaria de escrever alguma coisa para acontecer.
Sentei-me à mesa, estávamos comendo pizza.
- Pai... – Engoli um pedaço. Estava muito gostoso. – Se você tivesse a chance, o poder de escrever alguma coisa que quisesse que acontecesse, ou algo assim em sua mão esquerda. O que você escreveria?
Ele pensou um pouco.
- Acho que escreveria para que essa pizza viesse maior.
- Pai – Fiz um olhar reprovador à ele.
- Ok. Eu escreveria alguma coisa para acabarem com o aquecimento global, as secas, as enchentes, a fome mundial, as doenças mortais...
Eu fiquei olhando para minha pizza e pensando. Nunca em nenhum momento pensei em pedir isso. Ficamos tão encantados com o poder, que esquecemos as coisas mais importantes para podermos viver.
- TRIIIIIIIIIIIIIIIIIM.
É isso aí. Hora de acordar e ir para escola.
Fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal, coloquei meu uniforme, minhas bijuterias, arrumei meu cabelo e desci para comer.
- Pai, você vai me levar? – Perguntei comendo uma maça.
- , são duas quadras. Você vai sozinha né?
- Duas quadras? Nossa. Mas me mostra então onde é.
Fomos para fora e ele mostrou a escola. Várias pessoas passando conversando e cochichando. Algumas olhando para mim. Acho que reparam que eu estava de uniforme. Despedi-me do meu pai e fui.
Cheguei à frente da escola e fiquei parada a observando. Ela seria minha casa por muito tempo. Estava indo em direção à porta. E alguém me derruba.
- EI OLHA POR ONDE ANDA! – Gritei irritada.
- OLHA VOCÊ, Ô NOVATA! – O guri respondeu gritando também.
Uma menina veio em minha direção e me ajudou a me levantar.
- Obrigada. Sou .
- Lola. – Apertamos nossas mãos. – Não liga não, o é assim mesmo.
- ?
Estávamos entrando no colégio.
- O ignorante... – Esperou alguma resposta minha. – O que te atropelou...
- AAAH, . – Fiz uma cara de ódio ela riu de mim.
- Ele também é meu irmão, o que não é tão bom assim.
- Que sorte você tem! – Disse ironicamente, e rimos.
Lola viu minhas aulas, que estavam num papel, e disse que estamos na mesma turma. Pelo menos não vou ficar excluída.
Entrei na sala de aula. Todos olhavam pra mim. Normal. Mais pessoas para conhecer, vamos lá .
Me sentei no fundo com Lola, e a aula então começou.
- Quietos todos vocês, vou fazer a chamada. – A professora de geografia falou, e todos obedeceram. Sem risadas, sussurros. Estranho. Apenas olhei para o meu lado, onde estava Lola e fiz uma cara de desentendida. Todos estavam parados. Aquilo tudo era medo? Lola nem olhou para mim, estava escrevendo alguma coisa no caderno, acho que nem notou meu olhar.
- Lola... – Cochichei. A menina que estava na minha frente se inclinou para trás, como se quisesse ouvir o que eu estava falando. Acho que foi só impressão. 10 segundos depois, ela levanta a mão olhando em direção à professora.
- Professora Loreni?
- Sim, Srta. Aterano? – Eu só arregalei meus olhos. Aquilo era um sobrenome? Meu Deus, o mundo está ficando cada vez mais...
- A nossa colega nova, hm... – Ela se virou para trás e se inclinando para o lado, para a professora e o resto da turma poder me enxergar. Ela ainda me olhava.
- . – Eu falei levantando uma sobrancelha, na dúvida. Era isso que ela queria que eu respondesse?
- Como eu falava... – E se virou para frente, balançando a cabeça, seu cabelo foi na minha cara. Senti meu rosto arder. A guria estava me provocando? – A nossa nova colega estava conversando com nossa outra colega, Lola Rairoz, como a senhora é parecida com... Hm. Quem mesmo Lola? – Ela olhou para Lola, que estava de boca aberta.
- Com ninguém. Eu estava quieta, professora. – Lola tentou se defender, mas tudo parecia que já estava planejado. Outra menina, ruiva, que estava ao lado da... Não sei o nome dela ainda. A metidinha. Virou-se para trás, e fez seu comentário também.
- Que feio Rairoz, mentindo para a professora? Isso não é você!
- CALA A BOCA RACHEL! – Lola gritou e se inclinou para frente, quase indo para cima dela. Mas antes disso, a mesma só olhava para ela levantando as sobrancelhas. Que tipo de turma era aquela?
- Srta. Rairoz! – A professora falou.
- Mas professora...
- Você e na rua! – Eu olhava para ela. – AGORA.
Lola me olhou e balançou sua cabeça negativamente. Ah ta, agora tudo aquilo é culpa minha?
- A Lola não fez nada! – Eu falei já levantada do meu lugar. Todos me olhavam.
- Como? – A professora – Que já no primeiro dia de aula eu estava odiando. – Perguntou, como se não tivesse entendido.
- Ela não fez nada! Eu que sussurrei para ela! E ela nem ouviu! – Lola olhava para a professora, esperando a resposta.
- Rairoz, volte para sua mesa. Quanto a você, Srta. venha comigo. – Ela se levantou e me esperou na porta, até eu passar por ela. Todos me olhavam.
Cada um me olhava diferente. O que era estranho. O certo eram todos pensar: “Nossa, que legal. Ela defendeu a amiga. Ela pode ser legal.” Mas não. Tinham as meninas que me olhavam: “Isso não vai te fazer popular querida.” Ou “Bem feito, quis aparecer.”
- ? – Nem notei que já estávamos no corredor. Só eu e a professora Loreni.
- Sim? – Eu não me mexia. Qualquer movimento poderia ser brusco, ou perigoso.
- Você é nova. Então, penso que não conhece as regras. – E sorriu. Essa professora só pode ser bipolar.
- Sim. – Mesmo assim não podia arriscar. Poderia ser um truque. Fiquei como estava, respondendo normal. Sem sorrisos.
- Então eu vou ensiná-las a você. – Ainda sorria, enquanto caminhava mais perto de mim até ficar com sua testa colada a minha. A mulher estava querendo me beijar, é? – Não se fala na minha aula! – Eu quase caí dura. Tomei um susto muito grande. E devido à isso, fechei meus olhos. Com medo. Sim, eu estava com medo daquela mulher. O olhar dela era horrível e assustador. Decidi não olhar diretamente nos seus olhos. Ela não parava de me olhar, estava ficando com medo.
- Para a detenção, JÁ! – Ela gritou e caminhou em direção à sala. Fiquei parada onde eu estava, até que notei que faltava uma coisa.
Hesitei em perguntar, mas era preciso.
- Professora...
- O QUE É? – Virgem Maria, essa mulher devia estar internada, não ando aulas.
- Onde é a detenção? – Perguntei me fazendo de vítima, olhando para o chão, e balançando com as mãos. Ela apenas parou de andar e se virou para falar.
- Sabe que me deu um branco agora? – Ela só pode estar de brincadeira. – ACHE SOZINHA. – E entrou na sala. Eu ainda estava parada, tentando me lembrar se aquilo tudo estava acontecendo. Abandonar uma maravilha de começo de vida, chegar numa casa que é linda, quase ser atropelada, fazer amizade com uma pessoa a qual eu a defendi mesmo sem conhecer, receber críticas de uma professora completamente desconhecida, e ainda ter que procurar a detenção sozinha num lugar completamente desconhecido também. Ok. Depois de me lembrar que tudo isso aconteceu... Só ouvi um borbulho na minha barriga, e tive que ir correndo para o banheiro. Estava com vontade de vomitar.
- Ai... Eu mereço. – Disse logo depois de vomitar meu café da manhã e dar descarga. Sentei no chão e me encostei-me à porta. Depois de conseguir energia para me levantar fui molhar meu rosto. Só de pensar que eu tinha que procurar a detenção me dava enjoos. Acho que era porque eu estava nervosa. Estava tudo acontecendo tão rápido...
- Er... – Alguém falou. Apenas ouvi a porta bater logo depois. Fui ver quem era, e deu uma vontade imensa de rir.
- Posso ajudar? – Me segurando, é claro. Mas já estava sorrindo, não agüentava muito.
- Eu acho que o certo era eu fazer essa pergunta. – Levantei uma sobrancelha sorrindo, e ele andou para trás abrindo a porta e olhando para o desenho que havia nela. – É o banheiro masculino. – Meu sorriso e a minha vontade de rir simplesmente sumiram.
Caminhei até ele, e na porta estava mesmo, o desenho de um menino e com um fundo azul. Arregalei meus olhos, e notei que ele estava rindo. Olhei para ele.
- É normal isso acontecer.
- Claro. Só se você for cega ou algo assim. Já sei! Você é um travesti! – Estalou os dedos, como se tivesse acertado.
- Cala a boca, . – Ele era tão idiota.
- Ei, como você sabe meu nome? – Ele perguntou quando eu já estava de saída.
- Sou vidente, não sabia? – me olhou estranho, e arregalou seus olhos. Notei que ele se segurou no vão da porta, quase caindo. – Você está bem? – Ele não me respondeu.
- Bom depois você me conta né. Acho melhor você ir. – Ele se levantou e fez uma cara de preocupado.
- Tem certeza que você...
- Srta. ? – Mesmo sendo meu primeiro dia naquela escola insuportável, poderia reconhecer aquela voz em qualquer lugar. Me virei, lá estava a professora Loreni. De novo.
- Oi professora. – Dei um sorriso.
- Eu mandei você ir para a detenção.
- Eu sei, é que eu...
- Não sabe onde é? Você já falou isso, . Porque ainda não achou?
- Eu...
- Ela estava perdida. E já que é nova, eu pensei que poderia conhecer ela... – responde me interrompendo e aparecendo ao meu lado. Olhei para ele. Ele sabia mentir muito bem. Não só mentir, mas sua cara...Todo mundo acreditaria.
- Sr. Jonas, ela não te falou que estava indo para a detenção? – Novamente eu ia responder, mas ele me interrompe.
- Na verdade eu não deixei, Sra. Gare. – Droga. Nessa ela não cai.
- Como assim , “não a deixou”? – Eu olhei para ele, estava parado olhando para a professora.
- Ah, você sabe...
- Não, não sei. – Ela respondeu o interrompendo.
- Se você me interromper é claro que não vai saber. – Essa doeu. Dei um risinho baixo. – Eu sou tagarela, nem perguntei seu nome. Você me conhece, professora! Sabe como eu gosto de falar de mim mesmo!
- Claro... – Ela começou a rir, e também. Ele me olhou, devia rir também. Estávamos nós três rindo, no meio do corredor. - OS DOIS PRA DETENÇÃO, JÁ! – Nós pulamos de susto. Eu já disse essa mulher sabe enganar muito bem.
Ela ficou nos olhando, e bateu palmas:
- Vamos!
Eu olhei para e comecei a segui-lo. A Sra. Gare estava atrás de nós.
Vi quando parou na frente de uma sala onde estava a luz apagada, e sem ninguém. Enquanto ela abria a porta, que estava chaveada, eu olhei para e ele parecia preocupado. Parabéns, . Segunda pessoa que você mete em confusão. Dessa vez os dois são irmãos, que coincidência.
- Entrem e fiquem quietos. O Garcia já vem. – E nos deixou chaveado lá dentro. sentou em uma das mesas, enquanto eu ainda estava parada na frente da porta. E aquele borbulho na minha barriga começou de novo.
- Droga. – Cochichei pra mim mesma. Eu podia agüentar, podia.
- Você está bem? – perguntou notando que eu estava olhando para o teto.
- Sim. – Passou. Bem melhor. Olhei para , ele estava olhando para mim. Fui até a primeira mesa que estava na minha frente e sentei nela. – Desculpa. – Eu falei alto, mas rápido.
- Como? – Ele falou.
- Desculpa. Primeiro a sua irmã, agora isso...
- O que tem a Lola? – Ele falou e se levantou para sentar ao meu lado.
- Ah, é que aquela tal de Rachel e a amiga loira oxigenada dela inventaram que eu e ela estávamos falando mal da professora. Daí ela ia colocar eu e ela pra fora, mas daí eu falei que ela não tinha culpa. Quer dizer, ela não tinha mesmo. Eu que sussurrei o nome dela. Daí aquela guria chamou a professora...
- Calma. – me interrompeu, e eu olhei para ele. – Quanto a Lola te pagou? – Ele perguntou tirando a carteira do bolso.
- O que? – Eu não entendia.
- É óbvio que ela te pagou pra você falar mal da Amber...
- Amber?
- É... A loira oxigenada.
- Ela não me pagou nada!
- Olha, ela mesma me falou que já viu a Lola dando dinheiro para um monte de gente. Com você não seria diferente.
- Como é que é?
- Olha. A Amber é minha namorada, e a Lola a odeia. Ela fala que ela não presta que é uma pessoa falsa... Sempre estão culpando ela por tudo.
- Mas ela que foi a culpada!
- A Amber não faria isso! Eu já cansei de falar isso para a Lola, pra você também vou ter que fazer isso?
- Não acredito. – Eu falei e fui até a janela.
- Ah, fala sério...
- Olha, se você quer defender sua namoradinha oxigenada e falsa, tanto faz. Mas eu não vou continuar discutindo isso com você. Você é que está sendo enganado, não eu.
- Cala a boca .
- Olha aqui guri, ninguém me manda cala a boca.
- To morrendo de medo de você. Eu já passei por isso com várias amigas da Lola, ela esta te pagando pra falar mal da Amber, eu sei.
- CALA A BOCA...
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – Um homem alto, careca e de uniforme entrou na sala. – Se sentem os dois.
Sentei-me à mesa mais perto da janela e mais longe de . Que guri mais insuportável. Merece mesmo ser enganado pela namorada. Tomara que ela o magoe. AH!
- ! – Ouvi alguém me chamar.
Eu estava indo em direção à cantina. Todos estavam no corredor indo almoçar, e de repente alguém fala meu nome. Fiquei cinco minutos parada onde eu estava, mas ninguém veio à minha direção. Ok, talvez só para ir pro outro lado...
- ! – Me chamaram de novo, e não achei ninguém… De novo. Devem estar de brincadeira. Algo que fazem com os alunos novos. – ! – Me irritando já.
Caminhei até a cantina, peguei meu lanche e fui me sentar em uma mesa vazia.
- Quem menos corre, voa! - Era Amber e suas amiguinhas. Tive vontade de pular no pescoço dela. Guria idiota, exibida...
- ? Você está perdida? – falou se sentando ao lado de sua namoradinha insuportável. Combinam até, não acha?
Apenas respirei fundo. Aquele casalzinho de vaca e boi já estava me tirando dos nervos. Caminhei até outra mesa vazia, e por pouco não perco novamente. Apenas sorri para a pessoa com uma cara vitoriosa.
- ! – Lola estava vindo em minha direção.
- Oi Lola. – Falei comendo meu lanche.
- Eu fiquei gritando igual uma louca pelos corredores o seu nome! Você não escutou?
- Oh, era você? Desculpa. – Disse envergonhada.
- Eu sou baixinha, mas não tanto assim para você não me enxergar entre as pessoas! – Ela riu, tive que entrar na onda, não é? Não queria arranjar uma segunda, quer dizer, uma terceira briga no meu primeiro dia. Esse é o sinal de que eu preciso voltar para Nova York (n/a: notem como eu sou boa em geografia HAHA.). Onde estava meu querido Jake...
Capítulo 2 - The truth is all that I can feel everytime you lie
- , não é seu celular? – Lola me pergunta levantando uma sobrancelha. Logo ouvi meu toque.
- Ah... – Eu falei olhando para o nome que estava no tela. “Jake”.
- Quem é? – Ela me perguntou notando minha cara.
- Um guri lá da outra cidade... Ele ia me pedi em namoro, mas eu tive que vim para cá... – O celular parou de tocar e olhei para Lola.
- Sinto muito... – Ela falou triste.
- Tudo bem.
- Mas porque você não atendeu?
- Se eu atender vou ficar com mais vontade de vê-lo de novo... Capaz até de fugir daqui... – Ela arregalou os olhos. Apenas sorri. – Bom saber que você iria me apoiar.
- Claro. – Ela riu.
- Mas então, me conte mais sobre você. – Falei entusiasmada querendo mudar de assunto.
- O que eu posso falar? – Ela perguntou e bem nessa hora passou por nós e me olhou de canto. Lola notou. – O que aconteceu? – Ela questionou soltando seu garfo e cruzando os braços. Ela é boa.
- Nada... – Eu falei tentando não olhar para seus olhos. Ela pode ser aquelas que nos encaram, perguntam, nos seduzem (n/a: esqueci a palavra oks ._.) para falar a verdade de uma vez por todas. Mas será que eu falo para ela sobre nossa conversa? Bom, já sei sobre o que posso perguntar. – Lola, aconteceu uma coisa ruim para seu irmão hoje, eu acho...
- O que? – Ela pareceu preocupada.
- Ele quase caiu no chão, eu tive que segurá-lo. Não sei o que houve com ele. Perdeu o equilíbrio... – Ela me interrompe.
- Não tem problema. – Lola falou balançando os ombros.
- Não tem problema? – Eu falei olhando para ela, surpresa.
- Claro que não, é normal nessa... – Ela falava e olhava para mim. Até que arregalou os olhos e se enrolou toda. – Eu vou falar com ele em casa, deve ser alguma coisa. Não deve ter comido muito bem... – Ela falou comendo praticamente todas as batatas fritas que ela tinha pegado.
- Ok. – Eu falei estranhando o jeito dela anteriormente.
- ... Você... – Ela falou mordendo seu garfo no canto da boca de um jeito sexy, apenas a olhei confusa.
- O que tem eu? Desculpa, não sou lésbica. – Eu falei e ela apenas revirou os olhos.
- Não é isso sua besta! Eu também não. Tenho namorado, ok? – Ela falou se exibindo.
- Hm, quero conhecer então. – Sorri.
- Outra hora eu te mostro, mas tente não fugir do assunto senhorita ! – Ela falou imitando a professora, e eu ri um pouco.
- Por favor, não faça mais isso. Mas que assunto? – Perguntei e comecei a tomar minha bebida.
- Que você gosta do meu irmão. – Eu simplesmente cuspi todo o refrigerante na mesa, e Lola apenas gritou fazendo todos olharem.
- Que primeiro dia hein. – passou por nós sussurrando. Me segurei para não ir atrás dele e dar uma surra. Quando Lola notou, apenas falou me levantando.
- Eu já entendi. Agora vamos sair daqui para as senhoras limparem. – E fomos dar uma volta no colégio. Lola me mostrou o resto do colégio, não tocando mais naquele assunto. Aprendeu, que bom.
Não faltou muito, e o sinal para voltar a aula bateu. Eu e Lola fomos caminhando até a sala, mas de longe vejo vindo em nossa direção com a tal da Amber. Vou me divertir um pouco. Me escondi atrás de alguém pedindo silêncio para o mesmo e para Lola que me perguntava o que eu ia fazer.
- Ai! – falou quando caiu de quatro no chão. Eu tinha colocado meu pé na frente dele, bobalhão.
Ele olhou para o lado e me viu, fez uma cara de ódio, e eu de vitoriosa. Estavam todos rindo dele.
- Depois nos falamos. – Amber falou e saiu dali.
Quando foi se levantar caiu de novo.
- Droga. – Ele sussurrou, e todos ainda estavam rindo dele.
- Ele quebrou alguma coisa. – O menino que deixou eu me esconder atrás dele disse.
- Hm. – Falei normalmente.
- ! – Lola falou alto no meu ouvido, levei um susto. Olhei para ela, Lola estava fazendo aquele cara. Porque eu não pude fazer amizade com outra pessoa?
- Tá bom, ta bom. – Eu falei revirando os olhos. No momento em que fui dar um passo em direção à , senti alguma coisa passar por mim, e depois só vento.
- Eu te ajudo. – Uma menina ruiva se abaixou e levantou . Era Rachel. Todos já tinham ido para sala de aula. Só estavam nós 5 no corredor, e algumas pessoas passando.
- Pode parecer estranho, mas ela salvou minha vida. – Eu falei para mim mesma e senti Lola me encarar. O menino estava ainda do meu lado, e riu. Olhei para ele e sorri. – . – Eu falei dando minha mão.
- . – Ele sorriu. Meu deus, esse sim é lindo.
- Eu sou a Lola. – Ela se meteu no meu lado com um sorriso de orelha a orelha abanando para . Eu ri descretamente.
- Oi Lola. – Ele falou sorrindo também.
- Então... Que turma você es... – Lola não conseguiu terminar, foi interrompida por um grito.
- O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI? – Sujou. Era a professora Loreni.
- Falando no diabo... – Eu falei baixo.
- Eu ouvi senhorita ! – Ih, sujou mais ainda.
- Vão para a aula, já! – Ela gritou e nós fomos. Sujou mais ainda do que já estava. O professor havia trancado a porta, e fez um gesto de que estávamos atrasados. Novidade. Olhei para Lola.
- E agora? – Eu perguntei.
- Agora nós vamos para a detenção, o que você acha? – falou me olhando. Nem me lembrava que ele ainda estava ali.
Meu deus, é impressão minha ou a Rachel tava “caindo” em cima do ?
- Algum problema? – A bruxa falou batendo o pé.
- Sim, essa guria! – falou apontando para mim.
- Não vem colocar a culpa em mim por você ser desastrado! – Lola me segurou novamente.
- Vocês dois denovo? Deus me abençoe. Os 5 para a detenção, agora! – Ela falou e todos nós fomos.
- Descobri qual é sua turma. – Lola falou sorrindo para que estava ao seu lado.
- É... – Ele apenas sorriu fraco. Não era hora de cantar alguém com certeza.
- Lola... – Sussurrei segurando o braço dela enquanto todos continuavam andando.
- Agora não , eu...
- Porque pararam? – A bruxa perguntou denovo e todos pararam para nos olhar e esperar.
- O tênis dela desamarrou! – E me abaixei.
- O que você estava fazendo? – Ela falou. E quando ia tirar seu pé dali, o puxei de novo.
- Lola, não é hora para isso! Nós estamos indo para a detenção e você continua cantando o ? Assim ele não vai querer saber de você! E o seu namorado, hein? Quando eu conhecer ele eu juro que vou falar disso! – Eu falei isso, e Lola abaixou a cabeça. Então fomos até eles.
- Agora fiquem quietos... – Interrompi a bruxa.
- O Garcia já vem, nós sabemos. – Falei com uma cara entediada e todos olharam para mim.
- Na verdade não. – Ela falou entrando na porta.
- Hm, tanto faz. – Balancei os ombros.
- ! – Lola me cutucou.
- Eu que vou ficar aqui. – Loreni falou e logo deu uma risada maléfica. Todos riram, eu apenas levantei uma sobrancelha pensando o que foi aquilo.
- ... – começou a falar.
- Mais baixo! – Ela gritou batendo a revista na mesa.
- ... – começou a falar baixo. – Porque você não pede desculpas para ele?
- Eu? Até parece. Ele me chamou de problema!
- … - Lola começou.
- Eu sei que tudo é minha culpa, mas ele que brigou comigo!
- Você brigou com ele? – Lola perguntou. Droga. Me esqueci que ela não sabia da nossa briga.
- Sim. A do corredor. – Eu minto muito bem, admitam.
- Sei. – Ela falou.
Todos ficamos quietos, não tinha mais sobre o que falar. As vezes eu olhava de canto, e Rachel parada na frente de , só o admirando. Comecei a rir, até que e Lola vêem a cena e começam a rir comigo. dormindo, e a ruiva com o braço em cima de mesa segurando a cabeça. Olhando para ele.
- Ela não é amiga da Amber? – Eu perguntei para Lola.
- É, mas ela só anda com a Amber por causa do .
- Sério?
Lola olhou para a cena que vimos a pouco.
- Não precisa responder. – Rimos novamente.
Já havia se passo um período inteiro, e só faltava o último para aula acabar, graças a Deus.
- Ok, podem ir. Hoje eu não vou ligar para seus pais porque é primeiro dia de aula, então tentem não voltar mais aqui. – Ela tava falando sério? Ela está sendo boazinha? Ah, esqueci que ela é bipolar. É melhor a gente ir logo. – Especialmente você, Srta. , e você, Sr.Jonas. – Ela falou apontando para cada um.
já conseguia caminhar normalmente, fingido.
Estávamos saindo pela porta, ele estava na minha frente. De repente caí para trás, e como eu levei um susto, fui para trás.
- ! – Lola gritou quando caiu deitado no chão.
- Desculpa. – E me abaixei para ajudá-lo. – , levanta. – Ele estava com os olhos abertos e parados. – Ele está bem? – Eu perguntei e todos olhamos para Lola.
- É claro... – começou a tremer, estava tendo uma convulsão.
- AH! – Rachel girtou e saiu correndo da sala. A professora já tinha ido embora. Estávamos só eu, Lola e para ajudá-lo.
- E agora, Lola? O que fazemos? – Eu perguntei num tom de desespero. O guri podia morrer ali, na minha frente. Ela olhou para nos dois, mas eu ainda estava estranhando seu jeito.
- , vá chamar alguém. – Ele saiu correndo igual a um louco, até que tropeçou na porta. Bobão.
- Lola... – Eu falava segurando de um lado, e ela tentando colocar sua mão na boca dele, mas a mordia.
- Pega o remédio na mochila. – Soltei ele e fui até a mochila.
Só tinha papéis e mais papéis dobrados naquela mochila. Nem caderno tinha! Estojo? Nenhum. Só papel.
- Só tem papel aqui! – Eu gritei desesperada.
- Segura aqui. – Ela falou e segurei enquanto ela pegava o remédio. – Abre o boca dele. – Ela falou, estava com muitos comprimidos na mão.
- São muitos! – Eu gritei. Estávamos todas gritando, que lindo.
- ABRE A BOCA DO MEU IRMÃO LOGO ! – Ela gritou e eu olhava para os dois. Lola podia matar seu irmão dando tantos ao mesmo tempo. Fiquei quieta, apenas abri e ela colocou os comprimidos na garganta do guri, meu deus. Só arregalei meus olhos.
- Me ajuda. – Deixamos o sentado, até que ele quase caiu para trás novamente, mas o seguramos. Ele abaixou a cabeça, colocando a mão nela.
- Essa foi a pior de todas. – Ele falou olhando para Lola, ela estava sorrindo triste. Olhou para mim, e se virou. Só vi ele engolir seco. Espera, a pior de todas? Então ele já teve várias.
- , você falou todas? – Eu perguntei para ele ajudando-o a se levantar. olhou automaticamente para Lola.
- Ele... – Ela falou, mas os dois só se olhavam.
- O que houve? – Era uma enfermeira com ao lado. Ele estava com o cabelo todo bagunçado e um braço segurando o outro.
- Já está tudo bem. – falou para os dois, eu não parava de encarar os irmãos. Lola notou e ficou apenas de cabeça baixa.
- Pode ter passado, mas vem. Vamos ver se você está mesmo bem. – E foi levado para enfermaria.
- Que bom que deu tudo certo. – falou suspirando fundo e se encostando na parede.
Lola e eu ainda nos olhávamos. Ela então saiu da sala sem dar uma palavra, me olhou.
- É, que bom que deu certo. – Eu sorri fraco.
- Vamos, precisamos chegar na última aula. – falou e me puxou para um abraço.
- É, vamos. – Por sorte, o professor de matemática era muito legal, só precisamos explicar o que houve para nos atrasarmos, e conseguimos ver a aula inteira.
- ... – Sussurrei, ele estava atrás de mim.
- O que? – Entreguei um papel para ele. Não queria arriscar conversar em aula novamente. “Cadê a Lola?”
me devolveu outro papel. “Não sei. Ela deve ter ido com na enfermaria, não acha?” “É, deve ser.” – Eu respondi pensando no que ele falou. Todas. Porque eles não falaram que tem algum problema, que o é doente? Mas não, eles apenas me olharam como se eu não devesse estar ali naquela hora. “O que aconteceu?” – Ele mandou outro papel. Mesmo gostando do não vou falar para ele. Vá que eu arranje mais problemas. “Nada, ué. :)” – Ele não respondeu nada. Será que eu fui grossa? Hm, não. “Você machucou seu braço?” – Eu sou ótima em matemática, sempre fui. E eu já aprendi isso. Colégio atrasado esse. “Eu bati nos armários quando corria.” – Meu Deus, tem que ser atrapalhado pra fazer isso. “Como?” – Eu perguntei. “Nem eu sei” – Eu ri e olhei para trás, ele apenas sorria.
- Srta. ? – Alguém me chamou na porta.
- Eu. – Eu falei acenando para a mulher na porta.
- Venha aqui um momento. – O que eu fiz dessa vez? Aposto que o colocou a culpa em mim por causa do pé dele. Mas ele já conseguia andar!
- Você pode levar a matéria de hoje para a aluna Lola Rairoz?
- Claro. – Droga, eu não copiei nada.
- Aqui está o endereço, obrigada. – E foi embora. Entrei na sala de aula e voltei a falar com . “Você pode ir comigo na casa da Lola depois da aula?”
“Claro. Mas você tem o endereço?”
“Sim. É que eu não copiei nada hoje” – Pude ouvir a risada de J.
“Você já notou que não chamam a Lola de Srta.Jonas?”
“E o de Rairoz.”
“É. Você sabe porque?”
“Eles não são irmãos de sangue. A mãe de Lola morreu quando era pequena, e o pai de num acidente de carro. Os dois se conheceram na reunião dos pais quando eles tinham uns 10 anos ainda.”
“Eles estudam aqui desde o jardim?”
“Sim. Disseram também que nunca brigaram, e são muito próximos um do outro.”
“Isso eu já notei. Lola sempre está defendendo o . Mas nunca vi ele defendê-la.”
“Você não viu nada mesmo.”
“Do que você está falando?”
“Ele é muito ciumento.”
“Ciúmes de que ele tem?”
“Dos namorados da Lola”
“Essa é boa, HAHAHA.”
“Estou falando sério.”
“Me conta alguma história então.”
“Não há nenhuma história para contar. Ele nunca namorou.”
“Ela está namorando, ô bobalhão.”
“Não estou! É sério!”
“Mas ela falou que estava namorando, que tinha namorado...”
“Bom, então não sei de mais nada.”
“Vou perguntar pra ela sobre isso hoje então.”
“Isso mesmo!”
“Hm, to sabendo safadinho”
“O que?”
“HAHAHA, esquece.
e eu ficamos conversando via papel até o final da aula. Tiramos a conclusão que deveria estar com problemas, e Lola devia ter ido junto com ele para casa.
- Vamos? – Perguntei a Joe dando o braço.
- Vamos. – Nós fomos abraçados e rindo até a casa deles. Era uma mansão m-u-i-t-o grande. Por fora eu daria um chute de 10 quartos.
Apertamos a campainha e Lola veio atender. Ela estava de pijama, e quando viu que eu estava acompanhada de foi para trás da porta, envergonhada. tentou desviar o olhar das pernas dela, mas só conseguiu quando o cutuquei.
- Oi Lola. – Eu falei.
- Oi gente.
- Me pediram para te entregar a matéria da ultima aula, aqui está. – Disse entregando os xeroxs do caderno do . Definitivamente, eu não copiei nada. Nada mesmo.
- Obrigada. – Ela sorriu, e fechou a porta.
- Espera! – Eu gritei.
- ! – me cutucou.
- O que? – Perguntei.
- Hm? – Lola abriu a porta normalmente.
- O está melhor? – Senti me encarar, e os olhos de Lola se arregalaram.
- S-sim... Está lá em cima dormindo. – Falou Lola gaguejando.
- Ah. – Eu falei olhando para os lados. Lola ia fechar a porta, mas segurei novamente. – , amanhã a gente se vê? – Perguntei a ele.
- Claro. – Ele falou normalmente. – Tchau. – E me deu um beijo na bochecha. – Tchau Lola.
- Tchau .
Esperei se distanciar um pouco, e fiquei encarando Lola. A mesma olhava para o chão.
- Entra. – Ela falou e me deixou passar.
- Obrigada.
- Senta lá na sala que eu já vou. – Eu fui até lá olhando para tudo, a casa era perfeita.
- Então... – Lola voltou usando um roupão.
- O tem algum problema? Alguma doença... – Falei meio devagar, não é legal falar sobre isso com alguém da família. Ainda mais se tiver mesmo alguma coisa.
- , esse assunto é muito delicado para o primeiro dia que todos nós nos conhecemos. – E era verdade. Mas o que ela quis dizer com isso? Ela acha que não vou ser amiga dela?
- Você acha que eu vou te abandonar? – Perguntei meio chateada.
- ... – Ela tentou falar, mas a interrompi.
- Lola, você foi a única pessoa que foi falar comigo, ninguém nem chegou perto de mim. Eu sinto como te conhecesse faz um tempo, o que é estranho, por que nos conhecemos hoje mesmo... – Falar isso foi realmente estranho.
- É exatamente isso.
- Como assim?
- Eu confio em você também, mesmo nós tenhamos nos conhecido hoje ainda... Mas isso não é sobre mim, é sobre o . E ele não gosta quando eu conto coisas que não posso contar.
- Tudo bem... Mas e aqueles papéis dobrados que ele tinha na mochila? – Eu perguntei.
- ...
- Como eu sou burra! Devem ser das conversar durante a aula, não?
- Isso! As conversas dele, é óbvio.
- E o seu namorado? Me mostra alguma foto! Estou curiosa... – Falei roendo minhas unhas. Precisava saber se aquilo era verdade, ou ela já havia começado nossa amizade com uma mentira. Não que eu queria ficar com ela, HAHAH. Eu sou amiga dela, preciso saber.
- ... Agora não. – Lola falou olhando para o chão. Fiquei desconfiada, mas não queria exagerar.
- Ok, eu acho que já vou indo. Se eu chegar mais tarde em casa meu pai me mata. Ainda mais que são duas quadras do colégio.
- Nossa. Ele vai estranhar o horário.
- Porque?
- A aula já acabou faz 2 horas.
- Ih. Vou indo. – E dei um beijo na bochecha da Lola.
Enquanto eu ia em direção à porta, vi alguém descendo das escadas. . Ele apenas parou no meio da escada e me encarou. Olhei para ele, mas não parei.
- ! – Ouvi um alguém gritar quando estava fechando a porta. Respirei fundo e coloquei um sorriso no rosto.
- Oi pai! – E abracei-o.
- O que...
- Nossa, o primeiro dia de aula foi ótimo, fiz amigos – “E inimigos” Pensei. - , e s professores foram super simpáticos!
Capítulo 3 - My heart won't let you go and I need you to know, I miss you
Já se passou uma semana desde o começo das aulas, e eu ainda estava naquela escola. O que era um milagre na verdade. Pensei até em comemorar com papai, brincadeira.
Nesse tempo, notei que Lola e são pessoas adoráveis, simplesmente incríveis. E um sempre trovando o outro. O que? Acha que eu sou burra de não ver? Eles acham. Eu acho isso muito legal, apoio os dois. Mas o problema é que Lola tem namorado... Pelo menos eu acho, porque falou que não. Afinal, sempre quando começamos a falar disso, ela quer mudar de assunto. Isso já estava meio estranho. Eu contei toda minha vida pra ela, Lola já até foi lá em casa me dar uma visita, e ela não deixa eu ir na dela. Eu sinto, que com certeza, ela está escondendo alguma coisa. Eu posso conhecê-la há apenas uma semana, mas eu estava disposta a falar com ela, seriamente. E na casa dela. Se ela quer minha amizade, terá que ser assim.
- Tem certeza que você vai fazer isso ? – sussurrou para mim durante a aula de Ciências, ele estava atrás de mim. Fazendo Lola se virar em nossa direção, com uma cara curiosa.
Apenas balancei minha cabeça, e ignorando o fato de Lola estar me encarando.
Bateu o sinal para mudança de períodos e eu aproveitei para falar com ela.
- Ei, Lola. – Falei a chamando. veio em minha direção, e se encostando à mesa do meu lado.
- Fala. – Lola disse sorrindo.
- Que tal nós fazermos nosso tema juntas? – Perguntei dando de ombros e sorrindo. Rezando para que ela aceitasse.
- Claro... – A interrompi.
- Na sua casa? – Perguntei sorrindo.
- Olha , acabei de me lembrar... – Ela ficou olhando para o chão.
- Sim? – Falei levantando uma sobrancelha e cruzando os braços. apenas me cutucou de leve. Será que eu estava “exagerando”? Mesmo assim, tentei parecer normal.
- Eu vou ir visitar minha avó, ela está muito doente. – Lola disse fazendo uma cara triste.
- Ah bom. Fica pra próxima então... – Falei dando de ombros.
- Claro... – Lola ia se distanciando. - Denovo. – Falei e suspirei novamente. Notei que ela parou de andar para sua direção, mas tentei ignorar.
- ...
- O que? – Perguntei á . Só faltava o sermão de sempre. “Vocês se conhcem a uma semana, ela quer guardar a vida para ela mesma, quer privacidade, e etc.” Já estava cansada disso. “Você foi grossa”.
- Ouviu? – Ele perguntou.
- Sim, papai. – Falei olhando para meu caderno.
- Você não acha que está se metendo muito na vida dela?
- Não. Ela sabe tudo da minha vida. Até o tamanho do meu sutiã.
- Meninas compartilham assuntos assim?
- Sim, ué. Os meninos não dizem um para os outros o tamanho de suas cuecas? Parece que estão sempre tentando competir “qual” é o maior. – Disse olhando para , dando de ombros.
- Não. – falou e se sentou em seu lugar com uma cara muito estranha e pensativa.
O professor chegou, e tivemos mais dois períodos de aula.
“Minha avó está doente.” Ok, quantas vezes eu já ouvi uma coisa dessas de algum colega meu?
5. E eu sabia que todas as vezes eram mentira. E não é muita coincidência ela estar doente só quando eu quero ir na casa dela? Porque eu me lembro muito bem que ante-ontem Lola falou para mim que só tinha uma avó... E que morava na Espanha. Isso faz a gente refletir, não? Bom, hoje Lola terá uma surpresinha.
- ? - Lola parecia surpresa e nervosa ao me ver na porta de sua casa.
- Oi, desculpa encomodar... - E fechou a porta na minha cara. - Deve tá de brincadeira.
Fiquei um tempo ali, até que alguém abre a porta novamente. E não era quem er esperava.
- O que você quer? - parecia bravo.
- Eu quero falar com sua irmã, ué.
- Ela não pode. - Ele era frio.
- Ah, deixo adivinhar, vocês vão visitar a vó de vocês?
- O que? Nossa avó está tri bem lá na Espanha...
- Sabia. - Sussurrei, mas parece que ouviu.
- É, a Lola deve ter te contado, e daí? Olha, nós estamos ocupados.
- Fazendo...?
- Os temas... - Ele demorou para responder.
- Porque eu não posso fazer junto? A Lola me convidou! - Falei calmamente, mesmo sendo mentira.
- Mentira tua. - Ele falou.
- Não, não é.
Ele ficou me encarando, até chamar Lola.
- Lola! - Aproveitei que se virou para trás e entrei rápido na casa. O que diavos eles estavam fazendo?
- LOLA! - Gritei, mas ela não estava na sala, então fui para o outro lado. Ao mesmo tempo me agarrou pelo braço, muito forte. - Me solta, seu idiota! - Comecei a gritar, e Lola veio correndo em minha direção. - Até que enfim. O que vocês estão fazendo? - Notei que a camisa de Lola estava com três botões abertos, com seu sutiã quase aparecendo. - O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO? VOCÊS SÃO IRMÃOS! - Eles pareciam que não ligavam para o que eu estava falando.
- , por favor, vai embora! - Lola gritava enquanto os dois estavam mee empurrando para porta, mas tropeçamos em alguma coisa, alguém e caímos todos no chão.
- Agora vocês tratem de... - Parei de falar quando vi os três se levantarem. É, três. Tinha um menino junto com eles que não parava de me encarar. Lola e pareciam desconfortáveis com a situação.
- Eu te acompanho até a porta. - falou e se aproximou de mim, sussurrando em meu ouvido. - Por favor. - O encarei, mas estava indo já em direção á porta. Ok, aquilo estava realmente estanho, e me assustando. Porque eles não me apresentaram? De qualquer forma, vi Lola me encarando, com a mesma cara que . Resolvi ir até porta, mas o meninos ali parou na minha frente.
- Já vai? - Ele perguntou, e notei que Lola olhou rapidamente para , que fechou a porta e veio em nossa direção.
- É, ela não pode ficar. - me abraçou pelo lado, tentando me levar até a porta, mas não conseguíamos passar por ele, mesmo Lola o puxando.
- Sou , e você?
O vilabol tá brincando comigo, e eu não consigo entrar nele, de novo. Toda vez que acontecer isso eu vou postar aqui, ok? MIL DESCULPA POR DEMORAR PRA POSTAR, DENOVO! Mas agora acabou minhas provas, graças a Deus! Minhas ideias estão começando a voltar, e eu estava muito ansiosa para postar essa parte *-* Enfim, espero que vocês estejam gostando, e gostem dos próximos capítulos, que algumas coisas serão reveladas, e outra pessoa vai chegar haha. APAREÇAM NO TÓPICO, MESMO PARA DAR UM UP, BEM-VINDAS LEITORAS NOVAS :D TODAS VOCÊS, APAREÇAM LÁ, DÁ UM OI, FAZ UM COMENTÁRIO, OK? Mas não sejam leitoras fantasmas. Amo muito vocês, e não esqueçam de ler HE COULD BE THE ONE, da Bárbara ;)
Já vai fazer dois meses dessa fic, o ano ta voando!!! Mas tipo, dependendo de quando termino essa, só posto a próxima ano que vem, mas se eu tiver com muita vontade, eu posto muito antes! Nomes e sinopses das próximas, mas não está em ordem:
- Setenta e Cinco: Jogue, obedeça as regras e reze por sua vida
75. É um jogo de passar trote, e as regras são simples:
1 - Disque 67 antes dos números, para as pessoas não ligarem de volta.
2 - Você tem que passar algum trote, ficando 75 segundos no telefone com a vítima, ou seja, 1 minuto e 15 segundos. E fazê-la acreditar que o que você falar, é verdade.
3 - Se ela rir perdeu. Se ela desligar antes de você, perdeu. Se ela entender que é trote, perdeu.
“- 75, BOBÃO.”
- Sem nome ainda (Fic do McFly com Gabriela Vianna e Maryna Machado): Quatro amigas, ao verem um filme de terror na casa de uma delas, coisas estranhas começam a acontecer. O que será que está acontecendo, e o que vai acontecer no final da noite? E os vizinhos que estão acompanhados, como eles ficarão?
- Another Cinderella Story: Um conto mais moderno ainda, da nossa querida Cinderela.
"- Você devia escrever músicas com eles, suas composições são demais!
- Pessoas como eles, não andam com pessoas como eu.
(...)
- É óbvio que você vai ganhar!
- Tomara mesmo... Droga!
- O que foi?
- Perdi meu caderno das músicas!