Uma palavra pequena, mas com um significado tão grande.

CAPÍTULO 1

A palavra amor presta-se a múltiplos significados. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manuenção e motivação.
Li reli, li e reli. Fiz isso umas milhões de vezes, e adivinha? Eu não entendi. Quer dizer, eu entendi só que o significado ainda não ficou bem claro pra mim... Há tantos tipos de amores... Como isso poderia significar todos ao mesmo tempo? Bom, vou continuar pesquisando.
Amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro.
Concluindo. Isso é exatamente o que significa meu amor pelo . Jonas. Um amor impossível de se realizar. Hm. Esse site ajuda muito as fãs desesperadas.
O amor pode ser entendido de diferentes formas...
Achei, finalmente!
... e tomado por certo conquanto é um sentimento, dessa forma é abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Mas é por si só: O sentimento em excelência; o que quer dizer que é o sentimento primário e inicial de todo e cada ser humano, animal ou qualquer outro ser dotado de sentimentos e capacidade de raciocínio natural.
Er, continuando.
Todos carecem de amor e querem reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou sexo. O amor é vital para nossas vidas como o ar, e é notoriamente reconhecido que sem amor a criatura não sobrevive conquanto o amor equilibra e traz a paz de espírito quando é necessário.
Aí está! Não, não o que eu quero. Mas o que a gente sempre ouviu falar. Não importa idade, sexo ou alguma coisa assim. Se for amor, vale a pena abusar disso.
Eros representa a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara é atração física, e frequentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo de relação sexual.
Vamos pular esta parte. E que diabos é Eros? Nunca ouvi falar. Enfim...
A paixão é um forte sentimento que se pode tomar até mesmo como uma patologia provinda do amor. Manifestada a paixão em devida circunstância, o indivíduo tende a ser menos racional, priorizando o instinto de possuir o objeto que lhe causou o desejo. Sendo assim, o apaixonado pode transcender seus limites no que tange a razão e, em situações extremas, beira a obsesseço. Essa atração intensa e impetuosa está intimamente ligada a baixa de serotonina no cérebro: substância química (neurotransmissor) responssável por vários sentimentos e patologias, dentre eles a ansiedade e o estresse; a depressão e a psicose obsessiva-compulsiva.
O que é mais forte? Paixão ou amor? Com isso, se entende que quando a pessoa esta apaixonada, quando é paixão, há uma obsessão pela outra. Ou paixão é menos? Hm. Muito complicado. Vamos continuar.
As Ciências Biológicas tem modelos de amor que o descrevem como um instinto de mamíferos, tal como fome ou sede. Na psicologia vê-se o amor como mais de um fenômeno: social e cultural. Há provavelmente elementos de verdade em ambas as posições - o amor é certamente influenciada por hormônios (tais como oxitocina), neurotransmissores (como NGF), e Feromônios, bem como a forma de pensar das pessoas o que faz com que estas se comportem com relação ao amor de maneira influenciada por suas concepções do que é o amor.
Cada vez mais difícil, mas complicado...
Na Teoria Triangular do Amor, o amor é caracterizada por três elementos: intimidade, paixão e compromisso. Cada um destes elementos pode estar presente em um relacionamento, produzindo as seguintes combinações:
* Conexão ou amizade (intimidade)
* Infatuation ou limerence (paixão)
* Empenho amoroso (empenho)
* Amor romântico (intimidade + paixão)
* Compromisso amoroso (intimidade + empenho)
* Amor Fictico (paixão + empenho)
* Amor Comsumado (intimidade + paixão + empenho)

Isso sim é interessante.
Susan Hendrick e Clyde Hendrick desenvolveram uma Escala de Atitudes Amorosas baseados na teoria de Alan John Lee, teoria chamada Estilos de amor. Lee identificou seis tipos básicos em sua teoria. Nestes tipos as pessoas usam em suas relações interpessoais:
* Eros (amor) - um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física
* Psiquisso - um amor "espiritual", baseado na mente e nos sentimentos eternos
* Ludus - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão
* Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade
* Pragma - pragmática amor, amor que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora.
* Mania - amor altamente emocional; instável; o estere é do tipo de amor romântico
* Agape - amor altruista; espiritual

Que legal. Nunca tinha ouvido falar que cada tipo tinha um nome. Assim é melhor identificar. Er, continuando...
Os homens tendem a ser mais ládicos e maníacos, enquanto as mulheres tendem a ser estéricas e pragmáticas. Relacionamentos baseados em amor de estilos semelhantes tendem a durar mais tempo.
Dã, isso todo mundo jã sabe. Se eles têm os mesmo gostos é óbvio que não vão brigar né. Cada um...
Estudos têm demonstrado que o escaneamento dos cérebros dos indivíduos apaixonados exibe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental. O amor cria uma atividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede, e drogas pesadas, criando atividade Polimerase. Novos amores, portanto, poderiam ser mais emocionais do que físicos. Ao longo do tempo, essa reação ao amor muda, e diferentes áreas do cérebro são ativadas, principalmente naqueles amores que envolvem compromissos de longo prazo. Dr. Andrew Newberg, um neurocientista, sugere que esta reação de modificação do amor é tão semelhante ao do vício as drogas, porque sem amor, a humanidade morreria.
Então é verdade quando falam que não tem como não gostar/amar ningué! Será? Eis o mistério. Outro ditado desvendado. Está comprovado que quando estamos amando, ficamos loucas.

CAPÍTULO 2

- , VAMOS! - Minha irmã gritava lá de baixo.
- ESPERA, TENHO QUE IMPRIMIR MINHA PESQUISA!
- AI GURIA, TO INDO, TCHAU. E ouvi uma porta bater. Droga. Odeio quando isso acontece. Bati na minha impressora devido à raiva, mas não ajudou nada. Só piorou. A impressora desligou. Que sorte!
Peguei minhas coisas e corri até l fora. Mas adivinha. Tive que voltar, minha mãe gritou, e tive que ir comer alguma coisa. Só peguei na mão e corri. Não podia perder o ônibus. Faltava uma quadra para chegar até a parada, e ele passa pelo meu lado. Corri mais rápido ainda.
- ALGUÉM SEGURA O ÔNIBUS! - De manhã, a essa hora a rua era deserta. Corri mais rápido que antes, mas ele se foi. Parei e minhas coisas caíram no chão, eu estava muito cansada.
Estava sem forças, fui caindo de joelhos, e quando notei não via mais nada. Meus olhos se fecharam e senti uma forte dor de cabeça.
- Ela está morta? - Alguém gritou, e em seguida uma gritaria só.
- JÁ CHAMEI A AMBULÂNCIA, ELA ESTÁ VINDO! - Outra pessoa gritou
. Mas que... Não sabem que eu estou com dor de cabeça? Tentei me mexer, depois de várias tentativas abri os olhos lentamente.
- ELA ACORDOU! - E começou de novo...
- Ai! - O homem que estava ao meu lado, agachado me ajudou a sentar. Coloquei minha mão no lugar que estava doendo na minha cabeça, havia um pano no lugar. Meu coração bateu muito forte, comecei a tremer, e olhei desesperadamente para o homem.
- Não se preocupe você ficará bem. - Ele falou notando minha situação.
- O que... - Quase caí para trás. Ele me segurou.
Comecei a ouvir alguns barulhos. A ambulância chegou e rapidamente me colocaram numa maca e dentro do carro.
Durante o caminho até o hospital eles me colocaram uma agulha, não sei o que era aquilo.
Estava me sentindo muito fraca. Meus olhos fecharam novamente sozinhos.
- Ele está bem? - Ouvi alguém gritando, um pouco longe de mim.
Senti alguma coisa embaixo de mim, e outra em minha cabeça.
- Eu sou mãe dele, tem que me deixar vê-lo! - A mulher parecia desesperada.
- Senhora, por favor... - Não ouvi mais nada.
Não me sentia tão fraca como antes, e abri meus olhos, estava num quarto. Num quarto de hospital. Ai meu deus, o que eu fiz dessa vez...
- Hm, oi. - Olhei para meu lado tinha outra pessoa ali, bem bonita por sinal. MUITO BONITA.
- Oi. - Sorri educadamente.
- Hm... - Ele riu.
- Desculpe por perguntar, mas quem é você? - Levantei uma sobrancelha.
- Sou , prazer.
EU SOU BURRA, OI. COMO NÃO PUDE RECONHECER AQUELE SORRISO, AQUELE CABELO? COMO? DONA , VOCÊ É MUITA BURRA!
- Jonas, eu sei. Dos Jonas Brothers. - Merda. Que vergonha. Porque eu tinha que estraga a conversa.
Fiquei vermelha, ele apenas riu.
- Esse mesmo! - E esticou os dedos, formando uma "arma" com eles em direção à mim. Morri. - E você?
- . - Sei por que estou aqui neste hospital. Devo estar doente. Vi Jonas num hospital e não gritei, não pulei, nem fiz nada. Espera... Nicholas Jonas num hospital?
Ele estava vendo TV, trocando de canais, e fiquei encarando-o. Ele parou e se virou pra mim.
- Não quer ver o jogo? - Ele disse apontando pra TV.
- Não, por mim tudo bem. Mas...
- Mas porque estou aqui? Essa seria sua pergunta? - Ele desligou a TV.
- Se você não quiser responder tudo bem.
- Não, eu quero. Eu quero muito! - Ele disse aumentando o tom de voz. - Sabe por quê? Porque aquelas fãs, elas circularam o nosso carro, e numa tentativa de sair dele. Tentamos sair pela "janela" que tem em cima. - Rico. E burro. - E eu fui o primeiro a tentar isso. Eu fui tentar pular para o outro lado da cerca, que era da casa de um amigo, tropecei não sei aonde, e caí no chão. - Ele dizia isso com muita raiva. - Meus irmãos falaram que fiquei inconsciente por uns 10 minutos.
Eu apenas abaixei a cabeça. Ele odiava as fãs?

CAPÍTULO 3

Ele ficou me olhando, como se esperasse alguma coisa. Abri minha boca, sem saber o que sairia por ela.
- Não precisa falar nada. - Estava errada.
- Olha... É... Não sei... - Olhei pro outro lado esperando que algum médico entrasse de forma inesperada para nos interromper.
Não aconteceu.
- Não que eu as odeie... - Ele começou, e se sentou na beirada da cama virado para mim com as pernas balançando. - É que as vezes é... Não sei...
- Difícil? - Perguntei olhando ainda para a parede ao lado da porta. Onde conseguia ver vários, vários vultos passando de um lado para o outro, gritando.
- É... Voce sabe? - Me virei para ele, e ficamos nos encarando.
- Se eu sei como é ser uma estrela de rock e ser assediada por várias pessoas todos os dias? Bom, isso eu no sei.
- Hm...
Sinceramente eu não entendi o que estávamos falando, era meio confuso, não sei. Bom, ele não odeia as fãs, saber isso é bom!
- Com licença... - Alguém fala. Uma menina entra no quarto com um sorriso no rosto.
- ! - falou com bastante entusiasmo. É, como eles falam. Só melhores amigos.
Ela caminhou rapidamente até ele e o abraçou fortemente, os dois sorrindo iguais à uns bobos. Ela me olhou simpática.
- Você é a "companheira" de quarto dele? - Perguntou sorrindo.
- É, acho que sim. - Sorri. Ela parecia ser uma pessoa muito legal. Não como eu sempre achei.
- , prazer. - Ela se levantou e nos cumprimentamos.
- . Mas me chama de , é melhor. - Nós rimos um pouco.
- , eu acho que ela já sabe quem é voce, não? - perguntou olhando para mim.
- Sim, eu sei. - Sorri. Será que eles tão namorando mesmo?
Ficamos quietos, sorrindo e nos olhando por alguns minutos. Acho que não estavam se sentindo confortáveis com minha presença ali.
- Com licença. - E caminhei lentamente até o banheiro. Não de propósito, é porque eu não estava forte como pensei.
Fiz minhas necessidades, e voltei para lá. Eles estavam conversando e rindo. Me senti uma chata interrompendo o "casal"
- , desculpa por perguntar, mas porque está aqui? - perguntou com o olhando, de costas para mim. Senti que eles não ficaram legais perguntando isso.
- Sinceramente eu não sei... - Os dois ficaram atentos no que eu falava. - Eu só me lembro que eu estava na rua, e um monte de gente em volta de mim, ouvia muitos gritos, depois veio a ambulância, e acho que desmaiei de novo.
- De novo? - Ela perguntou com uma voz fraca.
- É, eu agora pensei. Eu não comi absolutamente nada a manhã inteira, quer dizer, aquele tempinho antes de ir para a aula, depois perdi o ônibus, eu devo ter desmaiado naquele momento, eu lembro que fechei os olhos, e quando abri já estava toda aquela gente. - Eu levei minha mão até a cabeça. Havia um curativo ali.
- Você bateu a cabeça? - perguntou apontando pra minha mão.
- Parece que sim...
- Vocês estão com fome? - perguntou.
- Eu quero um lanche sim. - falou. - E você ?
- Não quero nada, obrigada.
- Que isso, eu não me importo. Eu vou trazer dois big macs pra vocês, tudo bem?
Fiquei quieta, minha palavra não fazia diferença nenhuma ali.
- Já venho. - E saiu.
- Ela é sua namorada? - Perguntei sorrindo, é óbvio que pude ver algo rolando entre os dois, como já falei.
riu.
- Bom. Nos conhecemos há tanto tempo. A gente já namoro, mas acho que isso não tem como acontecer de novo, ela é como uma melhor amiga pra mim.
- Porque... Parece que vocês têm várias coisas em comum.
- É, mas isso às vezes é chato, sabe? Eu falava uma coisa, e ela sempre concordava, porque a gente tinha os mesmos gostos.
- Os opostos se atraem. - Sussurrei para mim mesma.
- Exatamente. - Ele sorriu, Tinha escutado. - E você?
- Eu o que? - Perguntei, parecendo confusa.
- Tem namorado?
- Tinha...
- Tinha?
- Ele era idiota, vamos dizer assim.
- Pelo que você falou parece ser uma história boa...
O olhei com uma cara, sabe, aquela de ódio.
- Uma boa história, daria uma boa história pra um filme? - Ele falou tentando sair do buraco. Eu ri um pouco.
- Tudo bem... - Falei me virando pra ele. - Eu conto.

CAPÍTULO 4

- Mas... Essa... Am... Menina... Ela é sua amiga? Mesmo depois do que aconteceu? - me perguntava.
Eu havia contado toda a história do meu namoro para os dois. Parecia um filme de terror, eles comiam, e os olhos arregalavam quase toda hora. De “legal”...E de “que horrorível”.
- Como ela já foi... Não. Mas nos tratamos normal, sabe. Mas quando eu fico sozinha com ele num lugar, eu tenho que ir ao banheiro, arranjar uma desculpa pra sair dali. Não me sinto confortável...
Eles me olhavam com uma cara de tristeza. Eu não estava triste. Só a história. Er
Um médico entra deixando um silêncio no quarto. Claro. Eu e a estávamos ocupadas babando por ele. Ele era MUITO lindo!
- Oi pessoal. - Ele disse, e nos cumprimentou. - Sou o Dr.Sheperd (N/A: OK, NÃO RESISTI, EU TINHA QUE COLOCA ELE *-----*)
- Sou a , acompanhante do . - Ela falou.
- . - Sheperd sorriu.
- Isso mesmo! - O Dr. Foi até e o cumprimentou. Eles já deviam se conhecer.
- Você é a . - Ele estava vendo meu prontuário (n/a: não lembro nome).
- É, sou eu. Você pode explicar pra mim o que houve?
- Bom . Pelo o que O’Malley disse, parece que você estava desmaiada na calçada, e sua cabeça estava sangrando...
- O que? - Disse o interrompendo.
- Não se preocupe, nós fizemos os exames, tudo. Não há nada que se preocupar, ok?
- Tudo bem.
- E você , poderá sair daqui ainda hoje.
Ele e sorriram. O Dr. Olha para mim, claro, eu estava esperando ele dizer pra mim.
- Você ainda vai ficar um pouco a mais aqui.
- Ok.
O Dr. Estava saindo, quando gritei.
- Que é esse Oma alguma coisa?
- Eu já chamo ele.
- Ai Cella, que amor. Ele está aqui te esperando.
Eu não acreditei nisso.
Depois de uns 10 minutos, nós estávamos conversando de novo, alguém bate a porta e entra.
Era o homem que me ajudou.
- Ei, não era você que estava me ajudando na rua?
- Esse mesmo. Dr.O’Malley, prazer. - Ele sorriu fechando a porta.
- Eu acho que você estava errada. - Ouvi sussurrar para .

CAPÍTULO 5


- Você está melhor? – O’Malley perguntou.
- Sim...
- George. Me chame de George.
- Ok George. - Sorri pra ele. George era muito simpático.
- Você quer alguma coisa, está com fome? - Ele me pergunta.
- Não, obrigada. Já comi.
Ficamos quietos enquanto ouvíamos uma gritaria no corredor...
- MINHA FILHA, O QUE ACONTECEU?
Todos olharam pra mim. Nossa, como eu amo minha mãe. Eu começando a ter uma “química” com o George, e ela chega fazendo aquele papel. Eu mereço...
- Oi mãe. - Disse isso e ela me apertou. Vi olhar pra mim “O que foi isso”. Apenas levantei as minhas duas sobrancelhas. “É a minha mãe”. Normal de uma mãe. Não, normal da MINHA mãe. Ás vezes queria ter outra mãe...
- Mãe, não estou conseguindo respirar. - Era mentira, mas ela me soltou.
- Ai minha filha, o que aconteceu?
- Ai meu deus. É que...
E contei toda história de novo.
- Dr., você pode falar alguma coisa?
- Me desculpa, ela não é minha paciente... - Ele foi interrompido.
- Então chame o Dr. De quem ela é paciente!
Desviei meu olhar para . Foi automático. Tomara que minha mãe não o reconheça dos pôsteres. Se não, seria já o 3º mico do dia. Eba.
- Eu já vou indo. - George fala saindo. Acho que ficou envergonhado.
Quem não ficaria? Pode ter sido chato o que minha mãe falou, mas era verdade. Eu acho. O Dr.Sheperd volta e conversa com minha mãe.
O dia inteiro foi assim. Minha mãe SE apresentou para e , e SIM. Após dele falar “”, ela começou com o discurso dela: “Minha filha fala todo dia que vocês são tudo pra ela... Inspiração...” Sabem. Foi o pior momento da minha vida. sorria o tempo todo pra mim.
Depois do “meu” momento, minha mãe foi no bar, lancharia, não sei, comer. Quando ela está nervosa fica com fome. Normal.
Os outros dias foram normais. Reais. foi embora, e claro, também.
Voltei pra casa, e minha irmã querida, linda, que eu amo tanto batia na minha cabeça, bem onde eu machuquei. Minha mãe falava todo santo dia que o Dr. Estava a fim de mim, e que eu deveria dar bola. Eu mereço.
- Mãe, pára! - Eu gritei.
- O que maninha, ta com vergonha de fala sobre isso na frente do pai? - O que? Meu pai nem dava bola pra gente, nunca deu. Ele ficava só lendo jornal durante o jantar, almoçoo. E quando não le, trabalha. A gente nunca conversa com ele. No máximo um “bom dia”, “boa noite”. Continuamos a comer em silêncio, com minha irmã me chutando, fazendo caretas... Me ama né. Bateram na porta.
- EU ATENDO! - Saí correndo, queria sair logo dali, e alguém, minha salvação chegou.
- Oi. - Ele estava parado na minha frente, sorrindo.
- Oi. - Mas... Ele é tão ocupado...
- Então, vim aqui pra saber se você está melhor.
- Sim, sim. Bem melhor. Só umas dores de vez em quando, mas normal pra quem bateu no lugar. Não?
Ele apenas sorriu.
- O que deseja? - Minha mãe chegou na porta, mas ao ver que era ele. - Hum, Dr. O’Malley, que prazer vê-lo novamente.
George apenas balançou a cabeça. “Foge”. Foi o que eu tentei pronunciar através da boca. Ele não entendeu, levantou uma sobrancelha. Fechava e abri uma mão, sobre meu peito, escondido da minha mãe, ela só nos olhava, como se esperasse algo. Até que um dia ele entendeu o “recado”.
- Eu já vou indo. A gente se vê. - E foi.
Subi para meu quarto, não quero nem saber o que minha mãe ia começar a falar.

CAPÍTULO 6


- ... ocê é muito nova! - Minha irmã gritava comigo no meu quarto. Sendo que eu estava com fones de ouvido, não escutei nada.
- E...? - Perguntei. Ela com certeza tinha mais coisa pra falar.
- É que a vida é muito injusta!
- Hmm. - Eu ajudou sempre a minha irmã. Sou demais.
- Nenhum guri gosta de mim! - Já vai começar, meu deus, me ajude. E se jogou em cima da minha cama.
- CALA ESSA TUA BOCA . VOCÊ É A CAPITÃ DAS LÍDERES DE TORCIDA, É A PERFEITA, TODOS GURIS TE ACHAM GOSTOSA, E AS GURIAS TE AMAM! - Ela me olhou. - Ok, nem todos. Mas a maioria com certeza! Você é a rainha de todos os bailes da escola, a menina mais desejada.
- É... - Sabia. - Mas ninguém nunca me visita querendo saber como estou! - E enfiou um travesseiro na cara.
- Não?
- Não.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Hum... - Liguei minha música.
- ...
- Fale.
- É sério tudo isso? - Ela falou com os olhos brilhando.
A olhei com uma cara. Aff.
- Sim querida irmã.
- Pois é, eles sempre vêm aqui. Até trazem chocolate...
- Tá explicado. - Sussurrei pra mim mesma a interrompendo.
Ela escutou. Me olhou e saiu. Ri sozinha.
É óbvio que tudo isso foi atuação. Quando ela está entediada, como eu agora, ela sempre se faz pra ouvir elogios. Isso me enche o saco. Eu sempre sou a vítima.
Devo ter cochilado. Meus olhos não estão enxergando quase nada. Fui no banheiro e lavei meu rosto. Minha barriga estava roncando.
Desci para a cozinha, mas tudo escuro. Quando vi no relógio: 2:30. Odeio quando acontece isso. Não consigo dormir depois.
Fui na cozinha, fiz um sanduíche pra mim, e liguei a TV. Bem baixo o volume, não queria ver ninguém acordar de mal humor...
Estava dando um programa de fofocas, nem liguei muito. Meus olhos estavam fechando novamente, já era quase 5 horas da manhã, quando vejo uma foto de e de cabeças baixas, parecia que estavam correndo na hora que tiraram a foto. Tive que aumentar um pouco o volume. Curiosidade era maior...
- ”... Parece que os boatos de existir não era mentira!...” - Aparece um zoom na foto, com os dois de mãos dadas, e a data que a foto foi tirada. Ontem... - ”... Demos uma palavrinha com Jonas... “ - Ele caminhando na rua, e eles perguntando sobre o relacionamento e tal. - ”... Não quero falar sobre minha vida pessoal...” - Todos sempre dizem isso. E eu sempre achei, e ainda acho isso uma indireta: “Sim, estamos juntos. Parem de nos encher!”.
Me lembrei do que ele disse no hospital... “...A gente já namoro, mas acho que isso não tem como acontecer de novo...”. Certo. To vendo. Meu Deus, o que eu estou falando? Eles são tão fofos juntos! A é super legal, e ele com certeza merece alguém assim... Eu sou assim! ARGH! É um amor platônico, nunca vai acontecer, forget ! Amor platônico... ”...uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto...” A PESQUISA!
Saí correndo da sala, e me esqueci, como sempre, que horas era, e tropecei na escada, sua retardada! E pra melhorar minha situação, com minha perna doendo, sendo que havia saído do hospital não fazia nem uma semana...
- Ela deve ser azarada... Talvez. - Ouvi alguém.
- Eu aposto dez dólares que nasceu em uma sexta-feira 13!
- Que nada, ela é só mongolona coitada!
E logo vieram outras, e mais outras vozes...
- PAREM! - Eu conheço essa voz... - Todos para fora! Já!
E depois vieram barulhos de pisadas fortes, batendo no chão... Correndo.
Senti uma picada na minha mão, e gemi. Abri os olhos devagar...
- Hm, prazer vê-la novamente Sra. ... - Ele falou arrumando a agulha, e anotando algumas coisas.
- Oi Dr.Sheperd...
- Seus pais vieram gritando que você tinha morrido! Todo mundo correu...
- Nomal deles... - Olhei para baixo com vergonha.
- Eles têm que saber que não podem chegar aqui falando isso, quando não é.
- Eu sei...
Ele me interrompeu.
- Mas eles não...
- Desculpa...
- Ainda mais quando não é nada nem parecido... - Ele largou meu pontuário.
- Dr. Sheperd, o que aconteceu dessa vez?
- Parece que alguma coisa caiu em você, uma mesa, um abajur, e sua cabeça abriu de novo, no mesmo lugar. Mas já está tudo bem.
- Vocês fizeram isso enquanto eu estava desmaiada?
- Só demos anestesia, para você não acordar assustada...
- Diga para eles que sou mongolona mesmo... - Agora eu o interrompi, e peguei o controle ligando a tv.
- , não dê bola para eles. Nem sabem o porque estão aqui. Só gastam nosso tempo.
- Quem são eles?
- Os internos.

CAPÍTULO 7

- Hm... - Eu falei, levantando as sobrancelhas.
- Você não sabe o que significa, não é mesmo? - Sheperd perguntou.
- Não...
- É como se eles ainda fossem alunos aqui.
- Eles não fazem cirurgias?
- Avançadas não, só básicas, simples. Mas não sozinhos, apenas ajudam.
- O que eles fazem quando não há nenhuma dessas cirurgias "simples? - Perguntei fazendo aspas com as mãos.
Ele me olhou, torceu a cabeça formando quase 180º (n/a: ignorem isso -q).
- Isso eu não sei, nem quero saber.
Eu ri, ele riu, nós rimos... Ah, o sorriso dele é tão lindo, ELE é tão lindo!
- Sheperd, cadê os internos? - Um outro médico entrou, parecia bravo, mas mesmo assim arrancou suspiros de mim.
Fiquei com vontade de ser médica, imagina se no hospital em que eu trabalhar tiver uns deuses gregos iguais a esses? OH MY GOD! (n/a: oh my god mesmo, rs)
- COMO ASSIM NÃO SABE? - Meus pensamentos foram interrompidos por aquele Dr. cujo não sei o nome.
E continuaram discutindo, como se eu nem estivesse ali.
- Mark, como você quer que eu saiba? Pergunta pra Bailey! (n/a: SENHORAS E SENHORAS, MARK SLOAN ESTÁ NA ÁREA, PREPAREM SEUS BABADORES -q Miranda diiva *-*).
- Eles foram vistos pela última vez aqui, neste quarto. - Começou o drama.
Se Sheperd falou que eles são tudo aquilo de ruim, porque ele quer saber tanto deles?
Os dois ficaram quietos, se olhando por um bom tempo. Reparei que Mark notou que eu estava ali, viva!
- Está procurando a Lexie, Mark? - Sheperd perguntou,como se já sabia daquilo. Mark safado(n/a: e como, rs).
O sorriso do Sheperd... Tão lindo, encantador, conquistador...
- Não é só isso. - Vi que ele não se sentiu confortável falando sobre isso. Acho que porque eu estava ali.
- Então qual seria a outra alternativa?
- Eles derruabaram 10 exames de sangue, e os nomes dos pacientes, que estava ali, também. E agora Einsten? Sabe o que fazer?
- Hm, faz exames novamente?
- Eu contei que uma criança estava correndo, e escorregou no sangue dele?
- Ela está bem?
- Vamos dizer que ela bateu a cabeça, e desmaiou.
- O que você está fazendo aqui, entãp?
- O QUE VOCÊ ACHA QUE ESTOU FAZENDO, HEIN DEREK? - Derek. Derek Sheperd. Hm. - EU ESTOU TENTANDO ACHAR AQUELES INTERNOS BABACAS E EXPLICAR QUE ISSO É UM HOSPITAL, PRA SER MÉDICO PRECISA SER RESPONSÁVEL, ELES PODIAM TER... - Não escutei mais nada, liguei meu MP3 que, por acaso, estava no meu lado, na mesa. Droga, minha mãe está aqui. Claro, mas bem que ela poderia deixar de passar algum mico. Espero...

CAPÍTULO 8


- , eu já volto, ok?
- Tudo bem.
- Vou aproveitar e chamar sua mãe.
Apenas sorri. Não ia impedí-lo.
Ele foi, e me deixou sozinha... Abandonada. Ok, eu não estu abandonada. Ele falou que já voltava, mas não voltou.Espera, por que ele voltaria? Ele é um médio, ele tem um trabalho para cumprir. Ele tem que salvar vidas. Derek não pode ficar conversando comigo enquanto pessoas morrem. Derek. É, é estranho chamá-lo assim.
- Oi querida.
- Droga, eu devo ter quebrado um espelho enquanto caminhava sonâmbula pela casa. - Sussurrei para mim mesm.
- Minha filha, o que você esta dizendo? - Minha mãe? Minha mãe. Melhor. Pensei que fosse aquele idiota.
- Nada.
- Hm. Tá bom. Como está?
- Melhor né mãe. Mas acho que a partir do momento em que eu colocar meus pés fora do hospital vou precisar de uma cruz no meu pescoço, ou até um trevo de quatro folhas para me livrar desse azar!
- Porque você acha disso?
- MÃE! - Que mulher mais burra! Agora eu sei de quem eu puxei...
- Com licença. - MEU DEUS DO CÉU. Só o que me faltava. Outro eus grego.
- Pois não? - Minha mãe perguntou.
Me senti um pouco envergonhada, será que ele viu eu gritar com ela?
- Eu sou o Dr. Karev. - Apertaram as mãos. - O Dr. Sheperd está resolvendo uns problemas...
- Com os internos. - Eu e minha boca. Porque tinha que interrompê-lo? Agora ele vai achar que sou uma chata, metida. Os dois ainda me olhavam confusos. - Desculpa. - Aposto que fiquei um pimentão na hora. Senti que alguma coisa estava pegando fogo na minha car. Mas não, era a vergonha.
- É... - Ele ainda olhava para mim estranhando. - Uma criança se machucou também... Talvez processem eles... Mas já estão controlando a situação. Bom, o Dr. me pediu para ver como você está, já que receberá alta hoje.
- Bom, estou ótima! E com essa notícia melhor ainda! - Sorri, tentando parecer divertida.
Ele riu, minha mãe me olhou só de canto. PQP, agora só falta ela achar que estou paquerando-o! ONDE ESTE MUNDO VAI PARAR?

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Aceito críticas, se você não entendeu alguma coisa, eu te explico, não tem problema.
Obrigada.
TÓPICO!

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