ASSOMBRAÇÃO
Feito por Marcella Couto
- Vamos ! - gritava para mim.
- Você deve estar brincando comigo né.
- Não, não estou. Veeeeeem! - Ele começou a me puxar para dentro da casa, mas me segurei na caixa de correios fazendo-o parar com isso. - , por favor!
- , por favor! - Eu o olhava. - Vou embora. - Eu tentava soltar-me dele, mas era forte.
- Mas nem pensar Sra. ! Você vai entrar comigo AGORA na MINHA casa e contar TUDO pra ELE.
- Não... - Nem reparei. Mas rapidamente me pegou no colo e me levou pra dentro.
Quando me soltou, ficou parado olhando para alguma coisa na sala de estar. Eu iria seguir seu olhar, mas bem na hora ele me abraçou.
- , você está bem?
- Sim, eu só mudei de idéia. Vamos lá pro meu quarto.
Enquanto nós estávamos subindo as escadas eu pergunto.
- , o que você estava olhando aquela hora lá embaixo?
- Ér... Nada.
- Uhum... Sei.
Saí correndo antes que ele me pegasse e quando cheguei la embaixo, rindo, parei e vi o que estava acontecendo. Pelo barulho que eu fiz descendo as escadas, os interrompi.
- Ah... Desculpa. - Ao falar isso eu fui correndo atrás de . Eu era a pessoa com que ele mais precisava estar agora.
Mas no corredor, ele me interrompe.
- Oi . - Como ele estava encantador. Aquele sorriso... Concentra !
- Oi . - . Um nome tão lindo quanto a pessoa que o tem.
- Então... - Ele chegou mais perto. - me falou que você queria falar comigo...
“Aquele idiota.” Pensei
- Olha . – Já passava pelo lado dele. – Agora não. “Nunca”.
- Ok. – E sorriu.
Fiquei babando com ele dando estalos na minha cara para me acordar.
- . Hello! Terra chamando !
- O quê?
- Depois você ainda fala que não é estranha.
Nessas horas que eu pendo profundamente no que e dizem sempre. Como eu posso gostar dessa pessoa?
- Tchau . – E fui para o quarto do .
Ele estava na janela olhando para o céu estrelado. Todos nós amamos fazer isso, não é? Ficar olhando para aquelas estrelas e pensar em tudo... É tão bom.
- ... – Fui abrindo a porta devagarzinho e notei que ele limpou o rosto.
Legal. Nem para sua melhor amiga ele conta que chora. Onde esse mundo vai parar?
- . É... – Ele começou a soluçar e chorar. Fechei a porta rapidamente e fui abraçá-lo.
- Calma...
- Você fala isso porque não está no eu lugar!
Isso era verdade. Mas não é o que nós fazemos sempre? Apoiamos eles? E os ingratos respondem isso. te amo.
- , ela não pode esperar a gente superar?
- Mas , você sabe que isso iria acontecer mesmo assim!
- Apenas 5 dias depois?
Tio Paul morreu há 5 dias trás, no trabalho dele. Houve um tiroteio e ele foi a vítima.Tia Denise não perde tempo. Já estava com outro homem agora pouco. Os meninos não merecem isso! Ainda mais com o Eduardo, que nunca os tratou bem! Já até bateu em Frankie, mas claro, Denise nunca acreditou.
(...)
Dias se passaram e nada mudou. A decepção dos meninos, e tia Denise conversando com eles. Mas não adiantava nada.
Eu, já sou como se fosse da família. Então, me convidaram para na casa deles ter uma "conversa de família".E fui, claro.
Tia Denise e Eduardo não chegaram ainda, e estamos nós 5 aqui conversando e rindo como sempre. Até que vai para um canto e fez um movimento com a mão me chamando. Fui lá.
- Olha, já faz tempo que está enrolando sua... - Fingi que não escutei. - Fala logo o que tem que falar.
- Não sei quem você pensa quem é. Mas com certeza não o dono da razão! Vê se consegue enxerga os problemas dos outros ao invés de só você mesmo. Pára de agir assim. Não foi por esse garoto que... - Não consegui continuar. veio nos chamar para a conversa.
Chegamos na cozinha e os dois já haviam chegado e estavam super sorridentes. Fui para o lado de e ele sussurrou para mim querendo saber o que falei com .
- Nada que ele ligue.
- Bom... - Eduardo começou a falar, mas os dois começam a rir, nos deixando confusos.
- Vamos nos mudar! - Tia Denise falou com um ar feliz. Mas os garotos, não deixaram palavras escaparem.
- O quê?
- Mas mãe, meus brinquedos... - Frankie começa a falar.
- Querido, tudo bem. a gente leva todos., você já é como se fosse da família. - Eu não falei? - Quer morar conosco?
Todos os olhares foram diretos para mim. me olhou com uma cara para não deixá-lo sozinho.
- Meus pais devem deixar... Claro.
(...)
Passou-se uma semana, e falava raramente com os garotos, devido à mudança. ? O meu xingamento não adiantou nada. Continuava me tratanado do mesmo jeito. E com os outros também.
No dia em que eles iam para casar, eles foram me buscar, pois era um pouco longe da cidade. Durante a viagem que foi meia-hora, ficava me empurrando "discretamente" de lado, sabe? estava ao meu lado. Eu entendi, mas eu não queria contar que sou apaixonada por ele!
Uma hora encheu, gritei com fazendo todos no carro me olharem, e e Frankie pularem, já que estavam dormindo. Ninguém entendeu. Exceto é claro e .
- É aquela! - Eduardo aponta para uma casa de madeira.
Nós, atrás, nos olhamos. Ele tava brincando não é?
Tia Denise colocou um sorriso no rosto, e começou a falar:
- Não é...
- Horrível? - a interrompeu.
- Estranha? - Foi a vez de falar.
Ficou um silêncio até estacionarmos o carro no campo em frente da casa.
Pegamos nossas malas, enfim, tudo. Parei na frente do carro observando a casa. veio para o meu lado e ficou fazendo o mesmo. O olhei e ele respondeu o olhar.
Suspirei fundo.
- A palavra certa não seria... Horripilante? - Ao falar isso olha para casa. Acho que ele também pensou nisso.
Afinal, a aparência dela era igual as do filme de terror, IGUAL.
Deixei minha bolsa cair. Quando a juntei eles já estavam abrindo a porta. Meu olhar for direto para a janela do sotão. No primeiro momento não identifiquei o que era, aconteceu rápido. Quando fui pensar no que devia sido, me lembrei da cena. Aquilo foi com certeza uma sombra. Olhei para ver se eles já haviam entrado, mas errei. Ninguém estava encontrando a chave. Logo olhei para lá de novo, acho que foi pura ilusão. Ontem eu vi um filme, devo estar com os pensamentos nele ainda.
Mais tarde, depois eu conseguimos tirar tudo do carro e arrumar as coisas em seus devidos lugares, tia Denise foi ao supermercado e Eduardo foi nos mostrar nossos quartos no segundo andar. O de era o primeiro do lado direito, e na sua frente o de . Ao lado do de , estava o meu, e na frente o de . E os últimos do corredor de Frankie, e o outro, é claro de tia Denise e Eduardo.
Enquanto tia Denise não voltava, eu e ficamos em seu quarto conversando, rindo. Susas piadas eram as melhores com certeza.
- Ok, outra. - fala me cutucando.
Comecei a rir antes.
- Vá em frente! - Sorri.
- Por que o Chris Brown atravessou a rua? - Ele pergunto levantando uma sombrancelha.
- Essa todo mundo conhece. Porque ele "kiss kiss". - Fiz cara de inteligente.
- Atá... E com QUEM ele atravessou? - fez um cara de "te peguei agora".
- Ér... Não sei.
- "with you'. - Ele riu sozinho.
- , porque você não riu? - Ele fez cara de triste.
- Não achei graça.
- Ah...
- Então, o que vamos fazer agora?
- ROOOOOOOOOOOOOONC.
- Acho que já sei. - Eu ri sozinha com confuso.
- Você ri da minha barriga com fome, mas da minha piada não é?
- É. - Mostrei a língua.
- Vem, vamos descer. Minha mãe chega logo.
Estávamos saindo da porta, mas algo veio correndo e passando assim pelo corredor, me atropelando, e fazendo eu perder o equilíbrio e cair.
- Ai. - Falei quando estava no chão.
- você está bem? - Ele me perguntou fazendo uma cara de preocupado.
- Acho que sim... Mas...
- Porque você caiu?
- Alguma coisa passou por mim fazendo eu cair. Eu juro.
- Tá. Vem. - Ele me ajudou a me levantar.
Quando estávamos na escada olhei pra trás e vi algo no lugar em que estava. Peraí, era uma marca de uma mão?
- , espera aqui. - Falei isso e o deixei numa posição para ver o que eu estava vendo. E fui até lá.
Quando cheguei na frente daquilo, estava tremendo. Era sim, uma marca de uma mão. E ela estava marcada no chão com... Com... Sangue. Ao notar isso, um arrepio percorreu por todo meu corpo. Fazendo eu ficar preocupada. De QUEM era esse sangue?
- VEM CÁ! - Eu gritei desesperada. Ele veio correndo.
- O quê? - Parecia confuso.
- Olha! - Apontei para a marca da mão e ele me encarava.
Olhei para a cara dele, não estava entendendo nada. Quando fui olhar de volta, aquilo havia sumido. Fiquei esfregando a minha mão no chão para ver se alguma coisa tivesse pelo menos ficado ali, mas errei.
- Co-como... - Eu estava enlouquecendo. Já é a segunda coisa estranha que vejo.
- Vem... - Acho que notou que eu estava em choque, e me levou cuidadosamente até a cozinha e me dando um calmante. Ficamos em silêncio esperando a comida.
- Ah... - Eduardo apareceu na porta da cozinha. - A mocinha está passando mal? Que pena que não exista um remédio que melhore isso. Vou buscar Denise. Ele foi até a cidade e falou que está tendo um encarrafamento. Vamos demorar.
Ele nem deu tchau. Muito menos nós. Todos nos odiávamos. Estávam os quites.
Não aguentamos mais. Famintos era a palavra que nos descrevia. e Frankie estavam dormindo de tão cansados estavam de esperar. Então fiicamos nós três sobrando na casa. Vimos tv, mas logo decidimos acordar , já que era o único que não iria colocar fogo na casa ao fazer comida.
Jantamos pizza caseira de sardinha. Estava um pouco exagerada na pimenta, mas boa.
Comemos e vemos tv. Aquilo estava um tédio.
Íamos subir juntos, cada um para seu quarto, quando ouvimos batidas na porta.
- Devem ser eles. - comenta e foi lá. Esperamos ele voltar com eles para darmos boa noite. Mas não foi o que aconteceu.
voltou e passou reto por nós.
- ? - pergunta.
- Não era ninguém. - Ele se virou para nós e ficamos nos olhando confusos.
Levamos um susto ao ouvir as batidas na porta novamente. Mas agora mais fortes.
- Deve ser alguém brincando. - Eu disse satisfeita.
- Seja quem for, já foi longe demais. Vão ter o que merecem. - falou com uma voz irritada. Ele ia bater nas pobres crianças?
- Não! - Corremos atrás dele até alcançar a porta. as batidas continuavam. Ele tocou na maçaneta... Tudo aconteceu muito rápido. Ele abriu a porta, um vento muito forte passou por nós por uns 5 segundos, tivemos que nos segurar para não cair. Olhamos para porta, não tinha ninguém. Só a noite vazia da rua.
foi até lá fora correndo sendo seguido pelo resto, e olhamos para todos os lados. Não havia nenhuma lugar em que se esconder, a grama estava cortada, e a floresta estava a quilômetros de distância.
Estranhamos o que ocorreu a pouco. Ficamos brabos, pois já estávamos perdendo a paciência. E se tivesse como, perdemos ela quando colocamos o pé na casa, todas as luzes apagaram e Frankie gritou.
Entramos correndo atropeçando em tudo, e eu, como sempre, distraída, cai na escada puxando sem querer.
- Desculpa. - Eu falei simplesmente não sabendo onde ele estava.
- Vamos! - Ele gritou e fomos correndo, mas cuidando onde pisávamos.
No quarto de Frankie, estavam e de um lado para o outro procurando o pequeno. A luz voltou.
Gritávamos, derrubávamos tudo, mas não achamos Frankie. me olhou com uma cara de preocupado e chegou mais perto de mim passando seu dedo no meu nariz. Estava sangrando.
- O que aconteceu? - Ele perguntou.
- Ela caiu, e eu fui junto. - falava indo para o banheiro buscando papel para limpar meu nariz.
- Onde está o Frankie. - Perguntei desesperada, estava com medo. O que estava acontecendo não era nem um pouco comum.
chegou no meu lado deixando cair algumas lágrimas.
- Não sabemos. - Olhei para cada um. Todos estavam preocupados.
- Vou ligar pra mãe e pro Eduardo. - falou pegando seu celular. - Droga, sem bateria!
- Usa o meu. - Eu dei, mas notei que estava desligado. Tentei ligar, mas não adiantou. - Estava cheia a bateria até agora.
e pegaram seus celulares. A mesma coisa.
De repente as luzes apagaram de novo. Me assustei abraçando a primeira pessoa que aparecesse na minha frente e comecei a chorar.
- Calma. - Eu jurava que era . Mas me enganei. A voz era de . Ele estava sendo legal comigo? Agora não importa. Tínhas que saber o que estava acontecendo.
voltou não sei de onde com uma lanterna na mão. Ouvimos um toque estranho, não era de nenhuma de nós. Olhamos para a cama onde estavam os de todos. Percebemos que era o meu. pegou e atendeu. Eu ainda estava abraçada em e não queria sair dali.
Ele atendeu nos olhando chorando. O que era agora? Ele então colocou no viva-voz.
- Quem é você? - Parecia a voz de Frankie.
Não conseguimos interpretar quem era a outra pessoa, a voz não era muito auditível.
- Eu não falo com estranhos! - Ele já estava gritando.
Fomos para mais perto de , mas então só ouvimos Não! e gritos. Que podiam ser de Frankie. E um barulho bem alto de uma faca sendo arrumada.
Depois, o celular desligou. Peguei uma das lanternas e saí correndo até a porta, não queria mais ficar nessa casa. Mas ela estava trancanda.
- QUEM TRANCOU A PORTA? - Eu gritava e os meninos corriam até mim tentando abri-la, e novamente chegou até mim, me abraçou e me acalmou. e noataram isso, mas ficaram quieto. Não era hora de discutir isso.
- O que houve ? - Ficamos parados. Olhamos para ele... Era o Frankie! Fomos até lá e o esmagamos.
- Você está bem? - pergunta à ele.
- Sim.Faltou luz e eu fui correndo pro escritório. - Ele me olhou. - Você tão namorando? - Aponta pra mim e para , que estávamos abraçados, e tremendo de medo.
- Não é hora agora de falar sobre iss... - não consegue terminar de falar pois alguma coisa não-identificada foi atirada em nós. Nos abaixamos rapidamente, ninguém se machucou. Mas não tinha ninguém na cozinha.
- O que está acontecendo? - Frankie pergunta assustado.
- Vocês podem parar de perguntar isso? Parecem uns bobocas! Nós todos sabemos que tem alguma coisa sobrenatural acontecendo aqui e agora! - grita irritado, mas logo se acalma. - Não é só vocês, mas eu também quero saber o que é, e o porque. Temos que ficar juntos, pra prevenirmos que nada aconteça a ninguém!
Escutamos um barulho vindo da cozinha, que estávamos a poucos segundos atrás. Fomos ver o que era. Inexplicável. Alguma coisa preta, nojenta. Ela era corcunda também. Estava comendo todos nossos talheres. O que era aquilo?
ligou sua lanterna, e foi levando em direção àquilo. Mas antes que a luz pudesse alcançá-lo e a abaixei.
- Ta maluco? - Eu perguntei.
A criatura fez mais algum barulho soltando tudo de suas mãos e parou de fazer qualquer movimento, olhando para a frente. Kevin foi para nossa frente, e como se estivesse protegendo, suas mãos mandando nós recuar. Nessas horas que eu realmente me arrependo de ter nascido. A faca, que era o que havia sido atirado em nós estava no chão, eu tropecei e cai no chão. me levantou rapidamente, puxou eu e Frankie para trás, e corremos até o outro lado da sala, sendo seguidos por . estava em choque. Ao notar que aquilo olhou para trás, ele não se mexeu mais.
Enquanto corríamos por toda casa - era enorme. Uma mansão praticamente. - que não sei pra onde estávamos tentando ir, eu parei, me lembrando de e voltando para buscá-lo.
Fiquei paralisada na porta da cozinha, a criatura havia aberto o corpo de , e estava comendo tudo o que estava ali. O intestino estava ao lado dele, cheio de sangue. Ele mexeu a cabeça, ainda estava vivo, e apenas mexeu com os lábios "Fuja!". O monstro, criatura, que ainda não tinha identificado, reparou no que ele havia feito, e arrancou sua cabeça do corpo em menos de segundos.Agora ela novamente estava comendo-o.
Alguém me puxou pra trás da parede tapando minha boca. Era . Fomos correndo para o porão pois era lá onde os meninos estavam. Somos todos babacas. Durante o caminho, caí torcendo o seu pé. Entro em desespero, como eu ia levá-lo até lá? Ouvimos barulhos chegando cada vez mais perto, e num ato rápido, se joga por cima de mim, fazendo nós dois caírmos.
- Ele...Sumiu. - Logo entendi. A criatura estava vindo, e ao me proteger, ela sumiu... Ele morreria se ela ainda tivesse ali.
- Obrigada. - Falei por um impulso. Ele entendeu. E fomos agora rápido, mas fisicamente devagar até o porão, com mancando.
Chegando na porta do porão ouvimos e Frankie conversando. Baixo, mas ouvimos. Batemos na porta e começamos a chamar eles tendo o maior cuidado pra ver se nada aparecesse novamente. Mas aconteceu.
- Merda. - comenta logo depois da luz ter apagado.
Eu bato mais forte na porta.
- , abre logo esse porta!
Alguma coisa estava vindo em nossa direção.
agarrou uma mão sua na minha, e a outra, junto comigo batia fortemente na porta. Batíamos desesperados, não sabíamos o que iria ser agora.
Senti alguma coisa em minha nuca. Parilisei. Ele nem notou, continuou batendo na porta. Era uma respiração, calma. Ia da minha nuca até a orelha fazendo-me arrepiar toda. A respiração parou, mas senti alguma coisa na minha orelha, antes de ouvir:
- . - Parecia que era um dedo, uma mão em minha nuca, só que eu não enxergava, e sentia toques indo para minha bochecha... Lentamente indo para a boca.
De repente me puxa para dentro do porão, que Frankie tinha aberto a porta.
Caímos escada abaixo, pois não a vimos. No chão perguntou se eu estava bem, enquanto Frankie trancava a porta e descia as escadas, e do outro lado se aproximava.
Ficamos em silêncio por um tempo, estávamos morrendo de medo.
- Alguma...Alguma coisa... Tocou em mim e...E... Falou meu nome... - Eu falava parada olhando para o chão, enquanto os meninos me encaravam pasmos.
Quando fui olhamos, estávamos em uma rodinha. E na parede atrás de ... Uma criança de pele branca e cabelo moreno, de costas para nós. Pulei de susto, e os meninos olharam. Recuamos até a escada. Começamos a subi-lá lentamente, e quando eu fui colocar meu pé no primeiro degrau, alguma coisa me segurou. Olhei rápido. Era a mesma criança, olhando para baixo e segurando meus pés. Ela, num tom rápido olhou para mim, e eu puxei a camisa de que estava atrás de mim. Ele olhou, e se assustou. A criança começou a me puxar cada vez mais para baixo, e segurando minha mão para ver o que acontecia. A criança olhou para ele, e o chão começou a escurecer, e tornar-se em água. A risada da criança foi estranha. Então ele levantou sua cabeça, bem devagar olhando em meus olhos, e eu apertando cada vez mais a mão de . e Frankie estavam já na porta com medo. Quem não estaria?
A criança me puxou. Foi rápido. Ela entrou na água, e logo muitas outras pessoas que estavam lá dentro me puxavam. Eu comecei a gritar, e não soltou minha mão. Quase foi junto, mas conseguiu se segurar na madeira. Eu fui entrando cada vez mais na água. Uma hora eu já não conseguia respirar. Eu me arrependo de nunca ter feito natação. E num ato rápido, minha mão foi subindo e foi indo pra fora, junto com todo o meu corpo. Ao colocar meu rosto pra fora, respirava ofegante. estava mu puxando com a ajuda de e Frankie. E quando me puxaram rápido, fui disparada para cima de , deitados no chão. Ap primeira coisa que consegui fazer foi abraçar bem forte ele, e chorar. Tudo havia acabado. As crianças, a água... Haviam sumido. Agora só tinha o mesmo chão.
Nos levantamos e saímos do porão, por mais que não apareça isso, ainda eram 1:30 da manhã. E as luzes de toda casa estava apagadas. Não sabíamos para onde ir. Ao passar pelo escritório, as portas fecham logo atrás da gente. E deixando lá dentro sozinho e gritando. Tentamos abrir, mas estava trancada. Sendo que nem tinha chave aquela porta. Era só de fechar e abrir. Enquanto tentávamos destruit a porta, fez um sinal para ficarmos quietos e escutarmos o que estava acontecendo lá dentro. Não acreditamos.
- Quem é você? - pergunta.
Ele gritava e chorava.
me olhou.
- Era o que Frankie dizia no seu celular... - Ele chorava.
- Como assim? - Frankie estava preocupado, e não entendia nada.
Nos abaixamos para contar a ele.
- Ah... - Mas tem certeza que o seu celular, logo depois que vocês atenderam, ficou lá em cima? - Ele perguntou meio inseguro. Não entendemos.
- Sim. Porque? - Logo que eu perguntei, ele apontou para o chão, lá estava ele o meu celular.
- Como...? - Eu não estava entendendo.
- Aquela lá em cima era o meu celular, você os trocou hoje de manhã sem querer, já que são iguais.
- Perai... Será que é o que eu entendi? - falava e se levantava, tentando entender. - "Alguém" ligou para o celular do Frankie, fazendo a sua voz que estava morrendo. Mas atendeu, e ele que morreu assim.
- Está querendo dizer que era para o Frankie atender?
- Bom, não era o celular dele? atendeu, e morreu... No lugar dele.
Aquilo estava indo longe demais. Porque aquilo estava acontecendo? POR QUE?
Frankie estava tremendo e veio me abraçar. Eu correspondi o abraço.
- ... - Eu chorava.
Ele veio e nos abraçou.Quando eu levantei minha cabeça estava na frente de seu rosto. Ficamos nos olhando por um tempo, até ouvirmos um barulho.
- O que foi isso? - Eu perguntei. Não tínhamos escutado esse barulho ainda. Fomos seguindo-o e reparamos que era de uma janela batendo. Nos olhamos e sorrimos. Nós íamos conseguir sair dali. E tudo o que aconteceu, poderia nunca ter acontecido. A janela estava aberta, digamos assim que no lugar de uma mão. Então, tentamos abrí-la mais um pouco. Nada. Tentamos de novo, nenhuma diferença.
- Por que essa janela não abre? - Frankie perguntou para nós dois. Não sabíamos o que responder. - Que barulho é esse? - Eu e nos olhamos, não tinha nenhum barulho. Frankie foi indo para a porta do banheiro, e encostou seu ouvido nela.
- Frankie! - o chamava, mas parecia que ele não escutava.
Num ato rápido, a porta se abriu e Frankie foi parar lá dentro, batendo na porta e gritando. Eu e corremos até lá.
- Frankie! você está bem? - perguntou.
- Tem um cara aqui! - Frankie exclamou.
Automaticamente eu e nos olhamos, lágrimas começaram a cair, mais um não.
- Frankie... Só responde... - Eu falei. agarrou fortemente a minha mão.
- Sim, estou bem. Mas ele não pára de olhar para mim!
- Como ele é? - argumenta.
- Moreno, pele branca, usa óculos, ta usando roupa preta, e ele tá no box parado olhando para mim! Eu to com medo !
- Ok. Não se aproxime dele. - e eu ficamos preocupados. - Tive uma idéia. Vamos tentar derrubar a porta.
Logo dito isso fizemos de tudo. Até que se machuca no ombro e cai no chão.
- Ai... - Ele estava morrendo de dor.
- ! O que houve? - Eu segurava sua mão.
- Não sei... Ai! Meu ombro... - Ele então levantou a manda da camiseta. Seu ombro havia saído do lugar. - Droga.
- Olha, tudo bem. Eu arrumo. - Falei já trocando de lado.
- O QUÊ?
- Vai doer, mas não se preocupa, nada mais além disso.
- , tu tá maluca? Tu não sabe fazer isso!
- Não só sei, como VOU fazer! - Eu gritava. Ele me olhava preocupado. - Confia em mim. - Falei isso olhando em seus olhos. Ele fez um sinal de positivo com a cabeça.
- Faz logo. - Ele fechou os olhos, e rapidamente arrumei. Arrancando gritos e gritos de .
- Calma... Deu.
- Obrigado. - Ele falava enquanto levantava. Mas ao momento em que ficou de pé, ficamos muito perto um do outro.
- Deixa agora comigo, você não pode forçar o braço. - Falei tentando destruir a porta.
- ...
- Que? - Olhei para ele.
- Você não consegue.
Nos olhamos.
- Vamos lá embaixo, deve ter algum martelo.
Descemos correndo. E enquanto procurávamos por toda casa, estranhamos. Nada apareceu. Mas mesmo assim tentamos achar rápido. começou a puxar assunto comigo.
- ...
- Fala.
- Todo esse tempo que eu tratei vocês mal... Desculpa. Não sei o que estava acontecendo.
- Tudo bem . - Sorri. Mas ainda não olhava para ele.
- Eu não sei... Acho que depois que meu pai morreu... Sei lá... Tentei tratar o mundo diferente... - Ele parou um pouco e sentou no chão.
- . Tudo bem ok? - Falei fazendo carinho em seu cabelo. Nossos olhos se encontraram.
- Contigo... - Ele deu uma pausa. - Eu não vou nunca me perdoar de ter te tratado assim. - Fiz uma cara de confusa. - ... - Ele pegou minha mão. Mas não continuou.
- O que ? Fala.
Nada foi dito. O que aconteceu, é que ele me beijou. Um beijo calmo, mas apaixonado. Naquele momento esquecemos onde estávamos, tudo que tínhamos passado e o que ainda íamos passar.
Terminamos o beijo com um selinho, e ainda ficamos de olhos fechados, sentindo a paixão.
tocou em minha bochecha me fazendo abrir os olhos.
- Eu te amo.
Eu ri fraco com uma lágrima caindo. Mesmo eu sempre querendo, nunca esperava que um dia isso fosse acontecer. Ainda mais agora, nesse momento. não entendeu. Achou até que eu tava curtindo com a cara dele. Então dei um selinho demorado nele, e fiquei acariciado sua face.
- Eu também.
Nós dois sorrimos, e me puxou para outro beijo daqueles que só ele sabe dar.
- Temos que... Procurar... O martelo... – Dizia entre o beijo. Paramos, demos um selinho sorrindo e nos levantamos para continuar procurando.
Derrubávamos tudo e nem ligávamos.
- ACHEI. – gritou e fomos correndo para o quarto.
Quando chegamos lá, Frankie não estava mais gritado, agarrei a mão de por impulso e a apertei. Ele sussurrou um “Vai ficar tudo bem” no meu ouvido.
- Frankie, fala alguma coisa! – Gritei
Esperamos e ele não respondeu.
- Frankie! – Nada.
então não esperou. Pegou o martelo e começou a bater ele na porta. Nos olhamos, a porta não se mexeu, ou estragou. NADA. Ficamos fazendo de tudo. Sentamos no chão, e eu chorando. Até que a porta abre sozinha. Levantamos, e fomos indo devagar na direção do banheiro com uma lanterna. iluminou o chão, e lá estava xampus, cremes, pastas, escovas... Tudo bagunçado. No Box... Eu não olhei por muito tempo depois que notei o que era. Saí correndo do banheiro e caí no chão do quarto, chorando. ainda estava lá dentro parado. Ele veio devagar em minha direção, se abaixou, e me abraçou. Eu não conseguia parar de chorar. Frankie estava morto. Degolado com a cortina do Box. Eu queria me matar agora, não agüentava mais sofrer. Olhei para ... Será que nós vamos ser os próximos? Ficamos um bom tempo ali, sentados abraçados, um fazendo carinho no outro. Quando sentimos um cheiro de fumaça. Olhamos para a janela, estava pegando fogo. Logo, toda quase estava assim. Fomos correndo para baixo, nos abraçamos para evitar o fogo. E quando percebi, estávamos passando por vários pedaços de madeira caindo sobre nós. Fazíamos obstáculos, até que eu fui puxada por não-sei-o-que nas pernas até lá fora. Eu vi lá de fora, a casa caindo. Eu corri para voltar, quando entrei novamente estava deitado no chão.
- , ACORDA POR FAVOR! – Ele abriu os olhos, mas estava sem forças.
Com muita dificuldade levantei ele, e fomos até a porta, com a casa já toda caindo sobre nós. O empurrei lá para fora, e me atirei sobre ele. Caí do seu lado, vendo a casa caindo, e pegando fogo. Aos poucos, o fogo foi passando. Fiquei deitada de lado ao lado de com minha mão em seu rosto esperando sua energia voltar. Até que ele abriu os olhos, olhou para casa, e depois para mim. Beijou minha mão.
- Conseguimos. – E sorriu.
Deitei do seu lado e comecei a chorar silenciosamente.
- É. – Falei, e ele ficou apoiado de lado, limpando minhas lágrimas. Ele me beijou.
Tudo acabou. Mas agora quero ver como irão acreditar na gente.