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Personal
acitvities
Minhas poesias
01 - NATALIANDO
No bailar das
ondas do mar vejo tua sinuosa forma
Uma beleza
intensa que me encanta
Uma rajada de
vento que águas agita
Encrespa
oceanos, atemoriza
São
marés inconstantes que ao teu humor inspira
Sonho com tuas
carícias... com teus beijos
Apaixonantes...
Dona de um
lindo olhar
Ah, o teu
olhar!
Busca fundo em
tua alma
Uma
ingenuidade há muito perdida
Mas a vitrine
do teu ser, o teu olhar
Ah, o teu
lindo olhar!
Faz reluzir
tua beleza, a faz brilhar
Valiosa e
rara, uma turmalina
Uma deusa, uma
menina
Com ardente
desejo de amar
Fosses tu uma
palavra
Serias um
verbo a com amor rimar
Na primeira
pessoa então conjugaria
O doce verbo
Nataliar
02 – JANDAIA DO SUL
Voe minha
Jandaia
Inspiração
divina em forma de cidade
Realize teus
sonhos de luz e prosperidade
Que aos montes
o verde espalha
Que no
Ivaí seu nome talha
Voe alto linda ave
Majestosamente cante, encante
Revele-se
mestra, uma sedutora
Que as tuas
moças inspiras
Ao desfilarem
nas calçadas largas
Charme e
beleza pela Getúlio Vargas
Que aos olhos
são beleza rara
Que no peito o
coração dispara
Voe ave
esplendorosa
Pelos montes,
pelos vales
Por sua gente
varonil
Conduza os
sonhos dos rapazes
Sê terra
valiosa a conhecer pelo Brasil
Síntese
das aspirações
Do singelo
povo do interior
De belos
cenários e fortes tradições
Na
praça do café declaro-te meu amor
Quem te
conhece de felicidade chora
Quem em ti
chega jamais vai embora
Voe jandaia
amada
Por este
céu azul
Rumo a um
sonho feliz de cidade
Do norte , do
sul
Do
verde-azulado do belo horizonte
Da bela
Jandaia do Sul
Tu és
cidade, tu és campo
Conheço
a todo o teu encanto
Terra boa,
aqui colho o que planto
Aqui labuto,
aqui descanso
Aqui de
orgulho eu sempre canto
Que no mundo
não há melhor lugar
Que o senhor
Deus a ti veio abençoar
03 - A TUA
PRESENÇA
Natural e inspirador é o teu sorriso
Alva tal qual noite de lua cheia
Trazendo no olhar a paz de um anjo
Assim se mostra minha menina
Leva consigo mistérios no coração
Indo ao centro do paraíso
Alerta às graças do espírito
Kümmel de amor para minha razão
Uma vez nascida a natureza encanta
De maneira plena jamais observada
Rica benção de luz e beleza
Inerente à magnitude de tal realeza
Agitas graciosa ondas celestiais
Vislumbre de amor, harmonia e paz.
Tudo em ti é carinho e inspira paixão
Colhes coração com o mel da sedução
Encanto de alma, de amor adornada.
Virtude dum sonho que a faz iluminada
Anjo sedutor de kochetchka
disfarçada
04 - APAIXONADA
Como poderei reter e sufocar
Dentro do meu peito, ao nascer
Cada grito de alegria e prazer
Que é este desejo louco de
te amar?
Quisera poder controlar estas
chamas
Que me consomem,
Tornam minhas noites sem fim.
Ah, como entender essa
paixão
Sofrendo assim distante,
Sem ao menos ouvi-lo dizer
Que me amas?
Sou nada longe de ti !
Fico abatida, perco-me, vago por
aí
Sem rumo, sem objetivo, sem
horizonte.
Transformo- me em nômade, um
ser errante
Veja meus dias, não mais
são como os d’antes
Imploro-te !
Permita-me ouvir da tua voz doce
O convite
Para ficarmos juntos por toda noite
A tornarmos a ser
Os mais apaixonados amantes.
05 -
AS FASES DA LUA
Lua que clareia minhas noites
Lua que me enche de paixão
Vivo sob o efeito de suas fazes
Que romantizam o meu coração
Quando nova
Remoça-me a alma
Sinto desejo de felicidade
Busco esquecer toda amargura
Causada por minha frivolidade.
Quando minguante
Recluso-me !
Tento não te olhar, tento não te ver.
Num instante meio confuso
Vejo-te nos olhos
De quem me faz sofrer.
Quando crescente
Enches-me de felicidade.
Desejos, sonhos, paixões,
Tudo se agiganta, assumem em mim
Dimensões que arrebatam
A
quem por mim cruza pela cidade.
Quando cheia
Sou tomado de doce loucura
Entorpece-me seu reflexo
A fazer rastro no mar
Então fascinado
Por sua formosura
Entrego-me sem pudor
A doce arte de amar
06 - BABY JANI
Jamais esquecerei a
este alguém que conheci
Assim como acontece
às boas coisas da vida
Nunca serás um
simples ser, és plena em si
Inimaginavelmente
capaz de amar sem medida
Sempre atenta
às emoções, quando amada sorri.
Halésia para
minha dor, preciso-te a cada dia
Emaçar meus
sentimentos em torno de ti
Lembrar quem de mim
jamais saiu, nem pretendia
Embora delicada,
mulher, flor de doce fragrância
Nunca de ti ouviu-se
o lamento, esmoreci !
Venham todos ,
observem ... admirem !
Em quem mais
reuniriam, elegância, beleza e ternura ?
Todos param, todos
olham, todos admitem !
Tamanha simplicidade,
inteligência e candura
Ora vemos
estupefatos, apenas nesta criatura.
Raramente se vê
alguém assim
Amor
espontâneo, simples e sincero
Zagala do meu humilde
ser, pura flor de jasmim
Zainfe cobre-te deusa
que venero
Odor de cio santo
d’amor que brotou em meu jardim
07 -
CÁLICE DE PRAZER
Quero-te amado, antes que o dia amanheça
Antes de raiar a alvorada
Inflamada de desejo é
madrugada
Eu linda... nua... perfumada !
Deseje-me querido, intensamente
Anseio por ti ser amada
Queimando tal qual brasa ardente
Fúria louca, nesta noite
é tudo ou nada !
Como sempre , sou tua !
Faça-me namorada
Desejo tuas mãos a desvendar meu corpo
Neste nosso encaixe perfeito
Com carinhos, sem pudor... possua-me !
Quero beber do cálice que
é você
Quero sentir o seu corpo nu sobre o
meu
Nosso suor misturando-se... goze
amado
De tudo o que é seu !
Quero desvendar teus segredos
Ser por ti desbravada
Realizar teus desejos
De uma forma jamais sonhada
Faça-me fêmea
Uma princesa que por ti se
encantara
Então me enlouqueça
Neste cio... nesta noite... nesta
tara !
Momento único !
Gemidos, orgasmos... loucos prazeres.
Quebramos silêncio
Trocamos carícias, ternos
olhares...
Sinto por fim, minh’alma
lavada
Sinto seu cheiro... sinto seu calor
Sinto seus beijos... sinto seu amor
Sinto-me mulher... sinto-me amada !
08 - NINHO DA ANDORINHA
Extasiada e jubilosa brinda a
Simferopol a mãe natureza
Seu pranto fez azov
de doces águas julinas se encher
De Armyans’k a
Foros, não houve lugar para tristeza
De
chornomors’ke a Kerch, era tudo sonho e prazer.
Olhares radiantes
agradeciam aos céus por este rebento
O grandioso
espetáculo do sol a se esconder no horizonte
Lembrava a toda Krym
que naquele dia era gracioso o vento.
A felicidade era tal
qual ao Kryms’ki Hory,
imponente e majestoso
monte.
Naquele dia
refulgente nem mesmo o mar se fez negro !
Chora Yalta de
saudade, Lenine pede que de ti se orgulhe
Prodigiosa faz
caminho pelo mundo a espalhar seu encanto.
Esperançosa
que enfim te acomodes a bela Moscou a acolhe
Brava, cruza
continentes tal qual a pássaro migratório
Não havendo
neste planeta fronteira que a segure
Ou que a
impeça de aportar
Carrega em seu peito
a terra e na mente o intercâmbio
Da Criméia
para o mundo do Brasil faz seu lugar.
09 - DESEJOS
Quisera... Ah, quem
dera !
Nas manhãs floridas
da primavera
Adornar teus cabelos
com as flores do paraíso
Ah... Quem dera
Ao sol do meio dia
contemplar
Todo o esplendor do
teu encantador sorriso
Quisera ... Ah , quem
dera !
Poder fixar-me
às meninas dos teus olhos
Quando
distraída imaginas minh’alma
Ah ... Quem dera
O provar do mel da
tua boca
Seja-me tão
real quanto o sorriso que o adorna
Quisera ... Ah , quem
dera !
Embalar-me no colar
atado a teu pescoço
Ser pingente, e entre
teus seios repousar
Guardião da
sorte em teu colo,
Sonhos de moço,
desejos de homem,
Anseios de bebê
a acalentar
Quisera ... Ah , quem
dera !
Ser o solo em que
pisas, e a teus pés proteger
Guia-la pelas
mãos, e dos males a guardar
Pintar o mundo nas
cores que te dá prazer
Ser o ar que
respiras, e a teu interior habitar
Quisera ... Ah , quem
dera !
Ser o espelho a tua
linda figura refletir
Poder em suas
generosas curvas deslizar
Achar abrigo em tuas
coxas, fazê-la sorrir
Tomar teu corpo por
inteiro...
Gozar... amar
Quisera ... Ah , quem
dera !
10 -
CÁLICE DE PRAZER II
Quero-te amada antes que o dia amanheça
Antes de raiar a alvorada
Inflamada de desejo, é madrugada !
Vendo-a linda... nua... perfumada !
Desejo-te querida, intensamente
Quero beijar-te minha amada
Queimando tal qual brasa ardente
Fúria louca, nesta noite, é tudo
ou nada !
Venha amor, ser a minha namorada
Desejo tuas mãos a desvendar meu corpo
Sentir nosso perfeito encaixe
Sem carinhos que o pudor possua
Quero beber do cálice que é
você
Sentir no meu o teu corpo nu
Nosso suor misturando-se...
Goze minha amada de tudo o que é seu
Quero desvendar teus segredos
Ter por ti minha alma desbravada
Realizar teus desejos,
De uma forma jamais sonhada
Fazer-te fêmea !
Uma princesa encantada, de amor enlouquecida
Neste cio... nesta noite... nesta tara !
Momento único !
Gemidos, orgasmos, loucos prazeres !
Quebramos o silêncio, trocamos
carícias, ternos olhares...
Quero por fim, sentir nossa alma lavada
sentir teu cheiro... sentir teu calor
Sentir teus beijos... sentir teu amor
Sentir-te
mulher... sentir-te, minha amada !
11 - FLORESTA -
Fôlego da vida
Cobre montanha
A densa floresta
Lambe-a o zéfiro,
Beijo longo, apaixonado!
Verde sedutora dos sonhos
meus,
Dos anseios teus.
Faz–se da vida eterna
criadora,
Qual zelosa mãe
protetora.
Lança-se sobre ela
generosas gotas
Corre rio abaixo,
Serpenteando,
Fazendo zumbido
Criando canção
Num repente estourando
Qual forte trovão,
O frescor de seu véu
A banhar ilusões
Faz vibrar ternos olhares
Faz acelerar doces corações.
12 - MARIONETE DO DESTINO
Destino, quem vos sois, o que
quereis de mim ?
Por que me zombais, por que
me fazeis vosso festim ?
Acaso vim ao mundo sem direito
ao lazer,
Sou uma tola marionete ao
vosso bel-prazer?
Mostrai-me vossa face,
permiti que vos conheça !
Por que fazeis do mundo vosso
grande picadeiro
Onde apresentais de modo
matreiro
Minha vida neste
sádico roteiro ?
Entediai-vos de mim,
já não vos posso suportar !
Por que insistis em maltratar
A quem já não
consegue sonhar ?
Destino, quem vos sois ?
Mostrai vossa face,
Permiti que a vislumbre !
Estou farto de apanhar,
Jamais vos fartai de bater ?
Não vos afligis a este
vosso brinquedo perder ?
Não vos rogo que
coloqueis outro em meu lugar
Não me agradaria
ver-vos a outro desditoso atormentar
Se for para mim que pesais,
então vos devo suportar
Contudo, as dores do vosso
açoite obrigam-me a lamentar
Destino, quem vos sois, o que
quereis de mim ?
Por que insistis em tornar-me
Esta triste marionete do
vosso ser ?
Destino, o que vos quereis de
mim ?
13 - MARIPOSAS
Mariposas ganham asas
O mundo se apequena
Asas dão
liberdade
Mariposas podem voar
Mariposas abrem suas
asas
Alçam seus
vôos
Livres voam, ganham o
mundo
Mariposas podem voar
Luzes clareiam a vida
Luzes colorem o mundo
Luzes evidenciam
caminhos
Mariposas podem voar
Mariposas escolhem
seus destinos
Luzes não
determinam as direções
Mariposas voam ao
centro da luz
Mariposas podem voar
Luzes poderosas as
atraem
Luzes não as
dão liberdade
Mariposas são
livres , presas a luz
E felizes, podem voar
!
14 - MEU CAMINHO
Faço o meu próprio
destino
Caminhando , vivendo
Deixando marcas
Seguindo pegadas
Recolhendo cacos de felicidade
Pelos caminhos espalhados,
Esquecidos, desprezados
Por criaturas fortes, criaturas nobres,
Miseráveis criaturas... criaturas errantes
Que sorriram, que choraram, que viveram...
Simplesmente criaturas !
Com estes cacos
Monto meu próprio mosaico de felicidade
Pura vida , pura arte !
Uma felicidade montada aos pedaços
Retalhada... plena... retalhada
Plenamente retalhada
Uma arte de felicidade...
Uma felicidade meticulosamente montada
Diferente, elaborada... aos pedaços !
Nem por isto feia
Nem por isto triste
Nem por isto incompleta
Por ser felicidade... A melhor que existe
A felicidade que criei
A minha felicidade !
15 - O CANTO DO
PÁSSARO
ENGAIOLADO
Como eu serei feliz
Como os pássaros
Que livres voam
Se só faço alguém feliz
Do jeito que me magoam
Sou pintado e sou alado
Sou cantor e sou amado
Mas não posso ser feliz
Pois, se vivo engaiolado
O homem é aprisionado
Por ser injusto e pecar
O passarinho coitado
Por ser bonito e cantar
O homem tanto erra
Que aprisionou
O pássaro que a terra
Com seu catar encantou
16 - PERMITA-ME !
Simplesmente
você doce criatura
Faça-me
feliz, do teu jeito... dá-me ternura !
Permita-me
cantar, Sorrir...
Feliz por
possuir-te!
Faça-me
ouvir cantos de pássaros ao entardecer
Veja comigo
estrelas se acenderem ao anoitecer
E apagarem-se
ao amanhecer
Deixe a
fragrância doce do seu corpo me entorpecer
Permita agarrar-me
a sua imagem
E em teus
pensamentos viajar
Tocar teus
cabelos, beijar tua boca...
Me embrechar,
te amar !
Manter a
menina... mulher,
Leve, linda,
solta em meus braços
Seguir as
gotas de amor
A rolar por
entre teus seios
Brincar de
esconder, perder-me...
Encontrar-me
em teu ser
Dizer as
verdades que desejas ouvir...
E por fim...
vê-la conceber !
17 -
SENHORA DO MEU SER
Mania de você
De querer te amar, beijar-te !
Acolher-te em meus braços, proteger-te !
Mania de você
De olhar em teus olhos, vê-los brilhar
Reluzir a felicidade de possuir-te
De poder cantar e novamente te amar
Mania de você
Um ardente desejo... querer-te !
Consome-me a alma, dá-me prazer
Faz-me chorar... enlouquecer...
Ter-te... perder-te !
Brincas com meu ser
Mania de você
De sonhar-te, ver-te sorrir
De amar-te, ver-te partir
Mania de você
Meu bem, meu prazer
Meu mal, meu sofrer
Minha alegre chegada
Minha triste despedida
Mania de você
Que quebrantas minh’alma
Que organiza meu viver
És remédio que me acalma
És senhora do meu ser
Ensina-me como te prender
Diga-me
como não te querer
18 - SENSATEZ
Quero
a liberdade dos vôos
Quero
a felicidade de te ver
Quero
a possibilidade dos sonhos
Quero a
força do poder
Quero
a ingenuidade da criança
Quero
a impetuosidade do vento
Quero
a amabilidade da moça
Quero
as possibilidades do rebento
Quero
a experiência do idoso
Quero
a objetividade da vida
Quero
a simplicidade do campo
Quero
a naturalidade perdida
Quero
a paciência do monge
Quero
a pachorra do abastado
Quero
a generosidade do pobre
Quero
a perseverança do desafortunado
Quero
a vitalidade do atleta
Quero
o perfume da pessoa amada
Quero
a música que te lembra
Quero
o silêncio da madrugada
Quero o
privilégio de ter Deus
Quero
a singeleza da flor
Quero
ter os filhos teus
Quero o poder de ter amor
19 - SOLITÁRIO CORAÇÃO
Risca o céu
uma estrela
Cai no imenso azul do
horizonte
A testemunhar um
olhar pedido na escuridão
Lançado por um
solitário coração
Um pretenso amante
Ironicamente
ímpar na multidão
Risca o céu
uma estrela silenciosamente
Num peito
solitário a sangrar um coração
Não se ouve a
queda da estrela
Mas ela cai...
solitária cai
Não se
vê o coração sangrar
Mas ele sangra...
solitário sangra
Lança
ferozmente o efeito dessa dor
A uma mente que
dissimulada chora
O brilho duma estrela
ao cair encanta
Carrega num pedido a
esperança
Sorri o
solitário num falso esplendor
Que ilude, que
disfarça, que engana
Solidão
deteriora o peito, fere a alma
Faz o
coração sangrar
Uma estrela ao cair
de certo encontra
No imenso azul do
horizonte o seu par
Um solitário
coração
Também anseia
por um outro encontrar
Para sorrir, brincar,
viver... amar
20 -
SONHO PROIBIDO
Desejamos
retomar a magia
D’aquilo
que foi um dia
Um
sonho lindo e maravilhoso
Um
sonho proibido e distante
Um
sonho sem a mancha do mal
Um
sonho que por sua perfeição
Transformara-se
num duplo delírio
Num
sonho impossível de tornar-se realidade
Num
sonho que representou a mais pura beleza
Num
sonho que um dia realizamos
Por
sermos obstinados sonhadores
Porém,
o sino da sua ilicitude
Desperta-nos
para o que, com certeza
Não
passou do que um dia vivemos...
O mais
doce dos sonhos !
Que
por mais belo que tenha sido
Que
por mais que insistamos em retomá-lo
Que
lutemos para continuarmos sonhando
A
nossa atroz realidade mantém-nos despertos,
Acordados
!
E toda
a felicidade que em nossa mente
Faz
morada
Brinda
o nosso peito com a severa dor da saudade
Tudo
não passou do que foi... do que era...
Um
sonho !
Um
lindo sonho de amor e liberdade
Um
sonho apenas... um sonho !
21 - UM TRIBUTO À
ÁRVORE
Árvore, pulmão do meu planeta
Símbolo de amor ao lugar em que
Nasces-te
Assistes impávida o bailar da lua
Dá abrigo a quem nem sempre merece
Bicho homem, que te mata, que fenece
Que contempla a mata com olhar de predador
Esquecendo-se que de ti depende
Para aliviar-lhe a dor
De uma seca que a sua razão enlouquece
Então vaga, mãos ao firmamento
Em prece
Insanamente pedindo ao criador
Água que lhe tire sede e calor
Árvore, pulmão do meu planeta
Símbolo de valentia e resistência
Que do sol protege com imponência
A vida com régia competência
Em seu ramo gorjeia o alegre pássaro
Embala-se o menino
Pendurado em teu galho
Saboreia a moça a doçura do teu fruto
Marca a paixão do casal enamorado
Assim passa a vida por ti sustentada
Cumpres a cada dia a tua jornada
Deverias ser pelo homem
preservada
Árvore, pulmão do meu planeta
Símbolo de rigidez e flexibilidade
Que se verga ao açoite do vento
Mas não se quebra, não sede ao tormento
De ti apenas se ouve o lamento
Pelo insano progresso que te causa sofrimento
Cai a árvore, o solo se inflama
Falta-me o ar, falta-me a água
Falta-me a alegria de viver,
Falta-me a razão
Falta-me a vida,
Falta-me o pão.
22 -
UM NOVO SER
Maior
que a irresistível atração
Ora
anseio ver-te emergir a razão
Ninguém
é tão rígido que não possa mudar
Insensível
o bastante para não chorar
Corajoso
o suficiente para não temer
Astuciosamente
isento de amor sofrer.
Covardes
são os que não dão meia volta
Antiquados
os que não exteriorizam sua alma
Ridículos
os que acreditam serem super-heróis
De
súbito lágrimas se põem a rolar
Originadas
pelo amor que por vezes é nosso algoz
Sabemos
das belezas e das angustias de amar
Obstinada e sonhadora é a alma sábia
Dá sempre ao amor uma chance a mais
Este é um esforço sempre eficaz
O coração que não ama não tem
alegria
Leva o homem a androidenar
Impossível
é sentir o calor do teu ser
Valendo-me apenas do meu modo de pensar
Embora esquives anseio te ver e tocar
Ilumina-me
com teus beijos
Rasga a tela da arrogância, sucumbe aos teus
desejos.
Anseio-te um novo ser para de amor te poder chamar
23 - UM PEDIDO ESPECIAL
Senhor
Faça-me
sábio
Para
que eu me sinta gratificado
Ao ver
o singelo vôo das borboletas,
Ao
ouvir o canto dos pássaros,
Ao contemplar
o sorriso de uma criança,
Ao me despertar para o labor de um
novo dia...
Que eu
entenda que estas maravilhas
Não
existem apenas para mim
Senhor
Faça-me
sábio
Para
que eu aprecie a doçura e o sabor
Das
frutas maduras, a beleza das cores do mundo,
A
variedade nas feições de cada criatura...
Que eu
entenda que cada ser da sua criação
Faz
parte de um todo
Que
esta diversidade não foi feita para agradar
Apenas
a mim
Senhor
Faça-me
sábio
Para
que eu aprenda a viver cada momento
Da vida
com mais alegria
Segundos,
minutos, horas, dias, semanas,
Meses,
anos...
Que eu
entenda que a vida passa, nem rápida nem lenta,
Que
tudo tem o seu próprio tempo para acontecer
Que eu
entenda ainda, que o relógio da vida
Não
funciona em função de mim
Senhor
Faça-me
sábio
Para
que eu possa entender a dor;
Que eu
entenda que ela machuca, maltrata, fere
Deixa
marcas profundas, atemoriza, traumatiza !
Jamais
permita que eu me esqueça
O
quanto a dor aflige a alma
Para
que eu procure sempre evitá-la,
Mas
caso eu não consiga ;
Que eu
entenda que a dor não existe
Apenas
para mim
Senhor
Faça-me
sábio
Para
que eu possa entender o que é ter posses
Que eu
consiga entender que o acúmulo de bens
Permite-me muito
No
entanto, não me permite tudo!
Que eu
compreenda que a verdadeira paz de espírito
Dinheiro
algum poderá compra-la para mim
Senhor
Faça-me
sábio
Para
que eu possa entender o amor;
Para
que eu saiba que este é um bem
Que
jamais consegue-se por comprar
E sim,
por conquistar... por merecer !
Que eu
entenda
Que
ninguém jamais poderá amar por mim
Faça-me sábio
Senhor
!
24 - UMA CANÇÃO DE AMOR
Vamos, acorde menina minha!
Desperte do seu sono
É noite , é frio, mas há vida lá fora
Vamos amada minha, acorde !
Ouça comigo esta canção
Ela fala de amor,
Do amor que não é feito pela multidão
Escapa dos acordes de um violão
Para encher de romantismo o nosso quarto...
Espalhar-se sobre o nosso leito...
Precipitam-se notas musicais
Tais quais a coloridas e perfumadas
Chuvas de pétalas florais
Vamos querida minha, acorde !
Dance comigo esta canção
Aceite comigo o convite
Aos mais intensos amores
É noite , é frio, mas há vida lá fora ...
Permita que o amor aqueça seu coração...
Sempre !
Vamos
menina minha, Acorde !
25 -
Uma Doce Paixão
Mania de você, de querer te amar
Clamar teus carinhos, granjear sua
atenção
Antes do adormecer, após o despertar
Hoje me sinto assim, pura emoção
Rindo à toa, um riso sincero
Acredites no poder dos sentimentos
Carinho meu, ainda te quero
Rosas enfeitam meus pensamentos
Inundam minha alma de alegria
Magia de amor, a tomar- me como quer
Aguça minha libido, arrepia-me !
Ondas de desejos sinto, faço-te mulher
Nossa chama ainda a arder no peito
Satisfaz o corpo, incendeia a alma
Alimenta nossos corações de afeto
Irradia a nossa face leveza que acalma
Riqueza que o amor compartilhado produz
Nuança de desejos entre moça e rapaz
Divina criação de amor, de sabedoria e de luz
Habita nosso interior, faça-nos capaz
Iluminados,
assim seremos na arte de amar
Anjos, então seremos ao nos apaixonar
26
- VIAGEM SOLAR
Contemplo
descer o astro rei
A se
esconder no horizonte
Obediente
jamais burla a lei
Contrariado
adentra ao monte
Quem
dera ser tal rei
Dia-a-dia
a contemplar minha amada
Jamais
atenderia a tal lei
Serias
para sempre iluminada
Jactancioso
te atrairia
Cairiam-te raios de flor
Tua
seria a luz roubada
Que te
revelariam meu amor
27 - Virtude amor
Verdejantes manhãs paraibanas
Rosas de sonhos desabrocham
Inoculam olores, exalam poesias
Enfeitam almas, palavras que eternizam
Razões de uma vida
ímpar... romântica
Gloriosa na arte feliz de amar
Traz na mulher a doce mente
artística
Isenta do pecado do furor... Do odiar
Uma inesgotável fonte criadora
Nascente de luz e harmonia
Derrama no mundo qual semeadora
Amor em forma de poesia
Enche potes ávidos... carentes
Laureada torrente celestial
Afagando corações e
mentes
Yes my darling, tu
és plural
Marca na alma de cada criatura
Régios sinais da sua sabedoria
Ornados de singular candura
Arrebatas elogios, flor de simpatia
Régia vitória, Lyra
Regina... dádivas divina
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