A diferença entre o possível

e o impossível esta na

determinação de cada um.

Pois muitas pessoas nunca imaginavam

que deficientes tem mais disposição ao esporte

que pessoas vistas normais. A força de vontade

   
Paulo Eduardo Chieffi Aagaard (Pauê) – O acidente aconteceu em junho de 2000, quando tinha 18 anos, numa linha férrea perto de casa. Acredito que o acidente foi uma missão do destino, é claro que tiveram alguns fatores que evidenciaram o acidente: a linha férrea estava desativada, o farol da locomotiva estava apagado e a velocidade do trem estava alterada, mas nada disso consegue me convencer que o acidente aconteceu por estes fatores. Acredito existiu algo a mais. Era um percurso que fazia todo dia, já era noite e por estar desativada, atravessei sem olhar. Quando vi, o trem já estava em cima de mim. E só me dei conta do que tinha acontecido quando as pessoas começaram a chegar perto, fui tentar ficar de pé e então eu vi. O acidente foi um estalo, um momento inesquecível, ele foi responsável por uma nova etapa na minha vida. Naquele momento, nasceu um novo Pauê. Acho que foi coisa de Deus. O fato de estar vivo representou para mim uma nova etapa. O que muita gente não consegue se convencer é que perder as duas pernas para mim não significou o maior lado de toda esta tragédia, mas o fato de estar vivo. É uma ótica diferente.
 

Herói da resistência
O atacante da seleção de vôlei driblou uma leucemia, a ausência, desde a adolescência, do pai que não vê há dois anos, um acidente de carro, um exame de doping positivo e é um dos destaques da seleção de vôlei no Pan

Bailarinas deficientes visuais da Associação de Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini durante apresentação de espetáculo: superação é lição de vida

“Uma bailarina deve sempre olhar para as estrelas, ainda que não as enxergue”. Este é o lema das bailarinas da Associação de Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini, de São Paulo, que apresenta às 19h15 de hoje, no Teatro Municipal Anhiz Pachá, o espetáculo “Superando Limites”.

Atentas à música e às marcações do ritmo, elas movimentam-se ágeis pelo palco. Dançam a “Ópera de Viena” e “Casa de Boneca” em perfeita harmonia com as de mais colegas em cena, só que não as vêem. As 12 bailarinas são deficientes visuais.

“Elas enxergam com os olhos do coração, e me ensinaram a fazer o mesmo”, conta a professora, fisioterapeuta e bailarina Fernanda Bianchini, que há 11 anos faz o trabalho voluntário com as meninas.

Entre as dificuldades encontradas, Fernanda destaca o método. “Tive que trabalhar o toque com elas. Emprestei meu corpo e elas a força de vontade”, conta Fernanda, ressaltando que o balé proporcionou auto-confiança para as meninas.

“No início, muita gente achou que não daria certo. Que elas não conseguiriam dançar balé. Elas surpreenderam e ainda superaram expectativas”, ressalta. Segundo ela, o projeto está crescendo. A associação já recebe alunas com três anos de idade. “A dança também ajuda elas no dia-a-dia. Faz com que elas vençam as barreiras, que sem dúvidas são muitas”,

Iguatu. Um esforço recompensado. O portador de deficiência visual José Ricardo Mota, 25 anos, venceu barreiras, lutou contra preconceitos e superou dificuldades. Foi aprovado em primeiro lugar no recente vestibular realizado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) na Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu (Fecli) para o curso de Letras. Agora, Mota se prepara para enfrentar a sala de aula e continuar superando os obstáculos.

Um exemplo de determinação e força de vontade. O estudante Ricardo Mota perdeu a visão aos 17 anos, após o uso prolongado de um colírio. “Era para ter usado o medicamento por apenas 10 dias, mas os olhos continuavam irritados e usei por conta própria”, contou. “Causou glaucoma e perdi a visão”. A partir daí, surgiram as dificuldades comuns aos deficientes visuais.

Alcino apóia a prótese na prancha para surfar em pé: apenas um ano longe do mar
A manobra dura apenas um segundo. Alcino Neto primeiro apóia a perna direita na parte dianteira de sua prancha azul. Em seguida, firma o segundo ponto de apoio na parte traseira da prancha. É assim que ele fica em pé. Depois, abre os braços para se equilibrar e começa uma seqüência de movimentos radicais sobre ondas de até 3 metros de altura. Paulista, 30 anos, mais conhecido como "Pirata", ele repete a operação dezenas de vezes todos os dias em praias do litoral paulista, do Havaí ou da Indonésia. O que atrai os olhares curiosos não é exatamente a habilidade, mas que isso tudo seja possível a despeito de sua perna artificial. Ele teve a perna esquerda amputada há dezesseis anos, depois de ter o joelho esmagado em um acidente de moto. Um ano após a amputação, voltou a tomar banho de mar. Aprendeu a surfar agachado, utilizando a mão direita para substituir parte do apoio que caberia à perna decepada. Foi assim durante catorze anos, porque até bem pouco tempo ele não podia entrar com a prótese na água. As engrenagens não resistiam à umidade. Há um ano, pela primeira vez desde o acidente, ele ficou novamente de pé sobre a prancha. Isso foi possível porque ganhou de presente uma prótese de plástico rígido e com poucos recursos. É uma peça barata, fabricada na Inglaterra para ser vendida em países pobres, e por isso ele não se incomoda com o efeito corrosivo da água do mar.
  Breve colocaremos mais exemplos
   
   
   

 

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