“Uma bailarina deve sempre olhar para as estrelas, ainda que não as enxergue”. Este é o lema das bailarinas da Associação de Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini, de São Paulo, que apresenta às 19h15 de hoje, no Teatro Municipal Anhiz Pachá, o espetáculo “Superando Limites”.
Atentas à música e às marcações do ritmo, elas movimentam-se ágeis pelo palco. Dançam a “Ópera de Viena” e “Casa de Boneca” em perfeita harmonia com as de mais colegas em cena, só que não as vêem. As 12 bailarinas são deficientes visuais.
“Elas enxergam com os olhos do coração, e me ensinaram a fazer o mesmo”, conta a professora, fisioterapeuta e bailarina Fernanda Bianchini, que há 11 anos faz o trabalho voluntário com as meninas.
Entre as dificuldades encontradas, Fernanda destaca o método. “Tive que trabalhar o toque com elas. Emprestei meu corpo e elas a força de vontade”, conta Fernanda, ressaltando que o balé proporcionou auto-confiança para as meninas.
“No início, muita gente achou que não daria certo. Que elas não conseguiriam dançar balé. Elas surpreenderam e ainda superaram expectativas”, ressalta. Segundo ela, o projeto está crescendo. A associação já recebe alunas com três anos de idade. “A dança também ajuda elas no dia-a-dia. Faz com que elas vençam as barreiras, que sem dúvidas são muitas”,





