História

     No final da década de 40, a dona de casa Aparecida Faria, juntamente com seus amigos Maria Mineira, Roque Pereira de Castro, Albino Ventura, Sebastião de Paula, José Adriano, Djaniro Abrante, Virgínia Moraes, entre outros, formou um grupo para estudar a Doutrina Espírita, utilizando as dependências de seu próprio lar. Nascia, então, em 10 de agosto de 1948, o Centro Espírita Gabriel Ferreira, assim batizado em homenagem ao mentor espiritual da Sra. Faria.
     Em pouco tempo, em virtude, principalmente, do trabalho de cura realizado pela patrona da Casa, o público tornou-se muito grande, inviabilizando o atendimento na residência de Aparecida e, então, com o consentimento da própria proprietária foi construído um salão na frente do terreno e da casa da médium.
Não tardou muito para que o CE Gabriel Ferreira começasse a oferecer ao público reuniões de estudo, mediúnicas e de assistência espiritual. Paralelamente aos estudos e trabalhos espíritas, a Casa oferecia ao público carente, cestas básicas, roupas, calçados, e até mesmo uma Creche, que funcionou entre os anos de 1981 e 1983 – tendo cuidado de até 19 crianças entre 1 mês e 2 anos de idade -, fechando em função do alto custo que tornou o projeto inviável.
    
O grupo foi crescendo e a necessidade de haver um espaço maior e exclusivo para as reuniões levou Aparecida e seus amigos a realizarem uma campanha para adquirir uma sede própria, fora da Casa da fundadora e, no começo dos anos 60, a sede é transferida para o local atual – sem o salão superior, construído posteriormente. Pouco tempo depois, em 21 de novembro de 1967, desencarna  Aparecida Faria.
    
No decorrer dos anos mudanças foram sendo efetuadas, sempre com o intuito de atender da melhor forma possível todos os que procuram esta Casa Espírita. Prova de que o objetivo de seus fundadores, difundir o Espiritismo e auxiliar os menos favorecidos, continua sendo mantido.
    
Representado por uma Diretoria, eleita a cada dois anos por seus associados, o Centro Espírita Gabriel Ferreira, pertence à USE (União das Sociedades Espíritas),  Distrital Vila Maria, colaborando na difusão e preservação da pureza Doutrinária e participando ativamente do Movimento Espírita em São Paulo.

CURIOSIDADES
    
A reunião de Cura e Vibrações, realizada todo dia 15 do mês, teve início no dia 15 de outubro de 1959. Os mentores de Aparecida Faria, preocupados com sua saúde frágil, solicitaram aos médiuns que se reunissem em prol da fundadora. Os resultados foram muito positivos e, desde então, Aparecida estendeu os benefícios da reunião ao público em geral. Atualmente, o trabalho é dirigido por Maria Mineira com auxílio de outros trabalhadores, entre eles, Noel Carlos Araújo, que a substitui sempre que necessário.
    
O Centro Espírita Gabriel Ferreira foi o primeiro a participar do movimento de unificação que culminou com a criação da USE Distrital Vila Maria e Carlos Cirne, um dos presidentes da Casa, foi um dos maiores trabalhadores pela união dos espíritas paulistanos tendo, inclusive, contribuído – com suas campanhas beneficentes – para a aquisição da sede própria da USE São Paulo, localizada em Santana.
     Além de Maria Mineira, Victor Nunes Almeida é o único trabalhador da Casa, em atividade, que conheceu e atuou ao lado de Aparecida Faria. Aos 12 anos de idade ele já auxiliava nas reuniões, tendo como tarefa manusear a vitrola e selecionar as músicas que tornariam o ambiente mais acolhedor. Hoje ele trabalha na reunião de 2ª feira à noite e às 4ª feiras.

Obs.: Se você conhece fatos interessantes sobre o CE Gabriel Ferreira ou possui fotografias da Casa, colabore conosco. Ajude-nos a construir e manter viva nossa história.

 Nosso boletim informativo e nossa Casa Espírita são citados como modelos a serem seguidos

     Veja, abaixo, citação ao Gabi Informa e CE Gabriel Ferreira, em programa Diálogos Espíritas, no dia 09.02.08, com Eder Fávaro, Milton Felipelli, Américo Sucena e a convidada Aglaê. A citação começou no segundo bloco, aproximadamente às 9:28 horas.
     Milton Felipelli começa dizendo que tem nas mãos o Boletim do Centro Espírita Gabriel Ferreira: “Muito bem elaborado”. Depois continua: “A matéria de capa diz assim: ’90 anos separam o Gabi do primeiro centro espírita do mundo, porém, notamos semelhanças entre ambos”. Alguns breves comentários e em seguida, Felipelli, novamente: “e olha que interessante diz a matéria: ‘ser um centro de estudo e de aperfeiçoamento de espíritos – encarnados e desencarnados – possibilitar terreno fértil para a prática dos ensinamentos doutrinários e receber com respeito todos o que compõem o seu público seriam, certamente, metas aprovadas pelo próprio codificador’”.
     Éder Favaro fala que Há anos se estivéssemos aqui falando da Mídia Espírita teríamos pouco material, todos feitos com boa vontade ... e hoje, olha só que beleza de jornal”.
     Em seguida, ele cita que o programa não tem pauta e é baseado em jornais espíritas, espalhados sobre a mesa do estúdio para que os participantes do programa comentem o que acharem melhor. Trata-se, segundo Fávaro, de uma ação para que as pessoas se interessem pela imprensa espírita. Entra o intervalo e a citação continua no terceiro bloco do programa.
     Aglaê, convidada do programa: “Quero voltar a falar do Gabi Informa que  é tão interessante, muito bacana ...  fala de forma leve, sem ser pueril. E tem uma coluna chamada Gabi & Você que traz as reuniões públicas, atendimento fraterno, ou seja, tudo o que eles fazem está divulgado. E olha só: nós estávamos falando da necessidade de trazermos de volta os estudiosos do passado ... no Gabi Informa tem a seção Vitrine, com uma pequena biografia de Camille Flammarion.”
    
Éder Favaro comenta: “Nossa proposta hoje é falar sobre a Comunicação Social no Centro Espírita, será que o tema está se encaixando bem?”
     Milton Felipelli: “Claro que está. Martha Guimarães tem um trabalho estruturado sobre Comunicação Social no Cento Espírita. Esse boletim, portanto, é resultado de uma experiência prática.”
    
Éder Favaro: “Receber como o Gabi recebe os freqüentadores é importante. Chegar ao centro espírita naquele silêncio absoluto, sem ninguém se dar conta de sua chegada ... A Casa Espírita tem que ser a Casa de uma grande família, como dizia Chico Xavier, uma família onde se reúnem crianças, jovens e adultos para o desenvolvimento de um clima de fraternidade.”
     Milton Felipelli: “E lá é bem assim, viu Eder?!”
    
Aglaê: “Então, mais uma vez, parabéns ao Centro Espírita Gabriel Ferreira.”
    
Depois o programa continua com outros assuntos e é encerrado.

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