
Depois de um mês instalados,
a mãe e os filhos
começaram a ouvir todas as
noites, sem falta, às 22:00
horas em ponto, batidas na porta.
Quando iam atender,
não havia ninguém
e o portão ficava sempre trancado
com cadeado. Não havia tempo
suficiente para alguém
bater e pular o muro sem que ninguém
percebesse.
Carlos que sempre chegava após
às 22:00 horas, não
acreditava em tal estória.
Porém um dia, Carlos
chegara mais cedo em casa e
novamente às 22:00 horas
bateram na porta. Carlos
correu até a porta e não
vendo ninguém por perto,
gritou aos quatro cantos:
- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça."
Para espanto de todos, nesta
noite, à meia-noite o
neném acordou chorando e
Carlos ao entrar no quarto
viu um cachorro branco dentro do
berço. Ninguém na
casa via o tal cachorro, mas Carlos
insistia em tentar
bater no cachorro com um cinto e
acabava por acertar o
bebê.
Apesar de toda a confusão
da noite, Carlos ainda
duvidava de que havia um fantasma
na casa. No fim de
semana, na sexta-feira, Carlos voltou
a gritar aos
quatro cantos da casa, fazendo dessa
vez, um desafio
ao tal fantasma.
- "Se tiver alguém aqui mesmo,
que atire essas
almofadas que estão na sala
para o outro quarto."
De madrugada o filho mais velho
da família, que também
se chamava Carlos, acordou desesperado
gritando que
alguém havia atirado almofadas
em sua cabeça enquanto
dormia.
Carlos no dia seguinte, procurou
o Monsenhor que
providenciou a celebração
de uma missa em intenção a
alma de "Manoel, o Açougueiro".
Desde aquela data,
nunca mais ninguém ouviu
batidas na porta da casa às
22:00 horas.