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Suicídio Em reunião realizada na cidade de Havre, França, em 12 de fevereiro de 1863, comunicou-se uma entidade que evidenciava grande sofrimento, declinando também seu nome e a causa de sua morte: François Simon-Louvet, suicida. Manifestando-se logo a seguir o guia do médium confirmou tais informações acrescentando que este gesto trágico se dera em 22 de julho de 1857. Ninguém no grupo conhecera o comunicante e no dia imediato, pesquisa nos jornais da localidade permitiu confirmar o fato, ocorrido seis anos antes. Exatamente naquela data. François Louvet se atirara de ama alta torre e, em sua comunicação, afirmava-se sentindo-se em pleno vácuo, numa queda interminável. Lamentava agora, profundamente, a atitude infeliz e pedia que orassem em seu benefício. Conforme observou o Codificador (Allan Kardec), a Doutrina Espírita é o mais poderoso antídoto contra o suicídio de vez que: a) Oferece uma visão coerente da vida, onde o sofrimento tem causa justa e fim útil, não sendo nunca superior às nossas forças; b) Mostra que, em qualquer dificuldade, podemos sempre rogar ajuda para enfrentá-la com coragem - não para que ela seja removida miraculosamente - pedido esse que jamais ficará sem respostas pois dedicados trabalhadores da espiritualidade se aproximarão de nós, alentando-nos o ânimo e sugerindo-nos, em muitas ocasiões, as idéias que nos permitirão sair, por nós mesmos, da situação difícil; c)Apresenta, ainda, os depoimentos dos próprios suicidas, como François Louvet, que evidenciam a insânia daquela atitude, que agregava, ainda mais, os padecimentos de que se pretendia fugir. Comentando essa comunicação o Codificador observa que: "Seis anos fazia que esse homem morrera e ele se via ainda cair da torre, despedaçando-se nas pedras... Aterra-o vácuo, horrorizando-o a perspectiva da queda... e isso há seis anos! Quanto tempo durará tal estado? Ele não o sabe, e essa incerteza lhe aumenta as angústias. Isso não equivale ao inferno com as suas chamas? Quem inventou ou revelou tais castigos? Pois são os próprios padecentes que os vêm descrever, como outros o fazem das suas alegrias. E fazem-no muita vez, espontaneamente, sem que neles se pense - o que exclui toda hipótese de sermos nós o joguete da própria imaginação." O intercâmbio com espíritos com espíritos muito sofredores confirma igualmente outro ponto sustentado pelo Espiritismo, qual seja, o de que não existe ninguém desamparado pela misericórdia divina, mesmo os suicidas, os quais, superada a perturbação a que voluntariamente se lançaram, recuperam o equilíbrio, prosseguindo, em paz, na construção da própria felicidade, meta a que todos estamos destinados.
baseado em "O Céu e o Inferno", Allan Kardec (2ª parte, cap. 5)
por Sylvio Walter Xavier ([email protected]) (Extraído do Serviço Espírita de Informação, nº1676, 13/05/00)
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