MINISTERIOS E FUN�OES
Sendo a Inicia��o Crist� responsabilidade de toda a Igreja e sendo ela mesma integralmente catecumenal, todos os minist�rios, ordenados ou n�o, todos os servi�os e atividades s�o convocados a participar deste processo, ainda que em diferentes n�veis.

O Bispo:
� o catequista por excel�ncia. Como respons�vel maior pela edifica��o de uma Igreja particular e pela comunh�o nela existente, � o Bispo quem determina e direciona o processo catecumenal.


O Sacerdote:
Entre suas atividades, dedica especial aten��o tanto aos que exercem os diversos minist�rios quanto aos que participam de qualquer das etapas do processo, acolhendo, ouvindo, aconselhando.

Ao presidir a celebra��o dos Sacramentos da Inicia��o Crist�, segue fielmente as normas lit�rgicas, usando, se necess�rio  e com a devida prud�ncia, da liberdade que lhe � dada pela pr�pria Igreja para o bem dos catec�menos.


O Introdutor:
O introdutor possui uma tarefa espec�fica na Inicia��o Crist�. Trata-se de um servi�o que se exerce durante o pr�-catecumenato. Sem este, o processo catecumenal n�o se inicia.

O introdutor prepara o terreno para que a semente da f� possa florescer e dar frutos. Anuncia o querigma, com seus principais conte�dos, auxilia na descoberta pessoal da Boa-Nova de Jesus Cristo e acompanha o processo de convers�o daqueles que procuram o Deus vivo.

Um introdutor se caracteriza por ser uma pessoa de f�, que tenha recebido os Sacramentos da Inicia��o Crist�, participante ativa na vida da comunidade, constante na vida lit�rgica e na comunh�o eucar�stica, orante, atenta � Palavra de Deus e � vida, fiel ao magist�rio da Igreja; que respeite as pessoas, independente da origem ou posi��o religiosa, amiga dos irm�os e irm�s, solid�ria com os pobres, aberta � religiosidade popular, simples no relacionamento pessoal. Enfim, que tenha personalidade acolhedora, sabendo sempre ouvir e dialogar.

� preciso evitar a centraliza��o na escolha de introdutores apenas em um ou outro grupo da comunidade. Ao contr�rio, devem ser suscitados em todos os grupos, associa��es e demais formas de atua��o pastoral. Essa diversidade permite maior acolhimento, respeitando ainda as diversas formas de espiritualidade.

Para a escolha e a indica��o do introdutor, seja sempre ouvido o Conselho Paroquial de Pastoral  ou as principais lideran�as da comunidade.

Uma vez escolhidos, os introdutores recebem forma��o espec�fica, que pode ser feita pela comunidade paroquial ou regional  e abrange os seguintes temas:
- a meta da Inicia��o Crist�: onde queremos chegar?;
- o RICA e suas etapas;
- o acompanhante espiritual e a atitude do introdutor;
- a Sagrada Escritura, com aprofundamento especial dos cap�tulos 5 a 7 do Evangelho de S�o Mateus, pertencentes ao           chamado �Serm�o da Montanha�.


O Catequista:
Embora o termo catequista seja amplamente utilizado na vida da Igreja, quando falamos de Inicia��o Crist�, chamamos de catequistas quem acompanha os catec�menos/catequizandos a partir da segunda etapa.

O Catequista � o educador da f�. N�o fala em seu pr�prio nome, mas em nome da Igreja, numa miss�o que lhe � delegada pelo Bispo, por meio do P�roco. Para tanto, deve possuir forma��o b�blica, lit�rgica, teol�gica e metodol�gica que lhe permita exercer seu minist�rio.

Ser catequista � uma voca��o e miss�o. O Senhor Jesus, mestre e formador de disc�pulos, convida homens e mulheres a segui-lo de uma maneira especial. Este chamado � o verdadeiro motor da a��o do catequista. �, pois, do conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunci�-lo, de evangelizar, e de levar outros ao �sim� da f� em Jesus Cristo.

O an�ncio de Jesus Cristo � sua Pessoa, seu modo de viver, amar e agir, sua Boa-Nova � � o centro que d� unidade a toda catequese.

A catequese tem como tarefas fundamentais favorecer o conhecimento da f�, a educa��o lit�rgica, a forma��o moral; ensinar a rezar, al�m de iniciar e educar para a vida comunit�ria e a miss�o evangelizadora, abrangendo as v�rias formas particulares poss�veis: catequese de Inicia��o Crist�, catequese de educa��o permanente da f� e catequese de aperfei�oamento para os que t�m como tarefa a forma��o na comunidade.

Com base numa  inicial maturidade humana, o exerc�cio da catequese, constantemente reconsiderado  e avaliado, possibilitar� o crescimento do catequista no equil�brio afetivo, no senso cr�tico, na unidade interior, na capacidade de rela��es e de di�logo, no esp�rito construtivo e no trabalho em equipe.

Respeitando a pedagogia original da f�, o catequista, de fato, prepara-se com a finalidade de facilitar o crescimento de uma experi�ncia de f�, da qual ele n�o � o deposit�rio. Essa f�, foi colocado por Deus no cora��o do homem. A tarefa do catequista � apenas a de cultivar este dom, alimenta-lo e ajuda-lo a crescer.

Para ser catequista � necess�rio ter recebido os Sacramentos de Inicia��o Crist� � a voca��o para evangeliza��o decorre do Sacramento do Batismo, fortalecido pela Confirma��o e alimentado pela Eucaristia.

Alem disso, cada catequista deve apresentar um testemunho de vida crist�, sem qualquer motivo que o impe�a de exercer esta fun��o: costumes n�o condizentes com a moral crist�, aceita��o de ideologias ou espiritualidades alheias ao catolicismo, desequil�brio psicol�gico, desvio de car�ter, dificuldade de conviv�ncia em grupo, entre outros.

O catequista demonstra sua f� por meio da vida sacramental e da ora��o, da intimidade com a Sagrada Escritura, do amor � Igreja, � Eucaristia e � Virgem Maria.

O catequista � uma pessoa integrada no seu tempo e identificada com sua gente, tendo capacidade de compreender, analisar e criticar a realidade social, pol�tica e econ�mica � luz dos ensinamentos da Igreja.

Assumir esta miss�o implica forma��o permanente, al�m de ter conclu�do ou estar freq�entando o curso de forma��o para catequistas, reconhecido pela diocese.

Ap�s criteriosa avalia��o, o catequista � aprovado pela coordena��o e delegado pelo P�roco, uma vez que este � o primeiro respons�vel pela forma��o catequ�tica da comunidade.

Os catequistas devem trabalhar em unidade com o P�roco e em comunh�o com as orienta��es da diocese.


A comunidade
A Inicia��o Crist� tem a comunidade eclesial como seio materno no qual nasce e se fortalece. Nela, mediante o conv�vio com os disc�pulos e disc�pulas de Jesus Cristo, toma-se contato, de modo afetivo e efetivo, com a Boa-Nova colocada em pr�tica.

Ao ser planejado, o processo catecumenal deve envolver toda a par�quia. A comunidade deve orar por seu sucesso e alegremente encoraja-lo e ap�ia-lo.


A Fam�lia
Os pais, participantes da paternidade divina, s�o os primeiros respons�veis pela educa��o de seus filhos e os primeiros anunciadores da f� para eles. A Igreja sempre afirmou o papel indispens�vel da fam�lia na educa��o da f�. Mas, nos dias de hoje, tanto h� fam�lias que encontram dificuldades em transmitir os valores do Reino, como outras que deles e distanciaram.

A primeira atitude da Igreja consiste, portanto, em empenhar-se ao m�ximo para que as fam�lias, apoiadas, socorridas e fortificadas, tornem-se, de fato, ambientes de Inicia��o Crist�.

A fam�lia deve ser envolvida em todo o processo, sendo estimulada a participar n�o somente da missa dominical, como tamb�m de reuni�es, retiros, encontros, estudos b�blicos, atividades de lazer. � importante que essas atividades se tornem instrumentos para aprofundar e fortalecer a vida crist� de todos.

Em decorr�ncia desta preocupa��o, as comunidades s�o chamadas a acolher com caridade pastoral a todos os pais e respons�veis que v�m buscar a Inicia��o Crist� para os filhos, estimulando os mais afastados a se inserirem na vida eclesial e os mais participantes a testemunharem sua f� junto aos demais.

Especial aten��o merece os pais em situa��o conjugal irregular, os quais devem ser encaminhados ao sacerdote e incentivados a celebrar o matrim�nio. Quando este n�o for poss�vel, a comunidade deve acolhe-los de modo a garantir a educa��o religiosa dos filhos.

A visita �s fam�lias deve contar, sempre que poss�vel, com a colabora��o de membros de outras pastorais, como o Minist�rio da Visita��o e a Pastoral Familiar. Este � um excelente meio de demonstrar interesse e acolhimento por parte da comunidade.
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