Kafka, Franz.

Escritor checo (1883-1924).

A literatura é sempre uma expedição à verdade.

A queixa a resposta da uniformidade do mundo é, na verdade, a queixa de alguém que não se misturou, com suficiente profundidade, na diversidade do mundo.

As portas são inumeráveis, a saída é uma só, mas as possibilidades de saída são tão numerosas quanto as portas. Há um propósito e nenhum caminho: o que denominamos de caminho não passa de vacilação. |29|(p89).

Conhecer algo e não entendê-lo completamente são coisas que não se excluem.

Deixem dormir o futuro como merece. Se o acordarem antes do tempo, teremos um presente sonolento.

Não é necessário sair de casa. Permaneça em sua mesa e ouça. Não apenas ouça, mas espere. Não apenas espere, mas fique sonsinho em silencio. Então o mundo desmascarado. Em êxtase, se dobrará sobre os seus pés.

O homem tem dois pecados capitais, das quais decorrem todos os outros. A impaciência e a pregiça. Por impassiencia foi espulso do paraíso. E por preguiça não volta para lá. |29|(p89)

O ócio é só o coroamento de todos os vícios, mas também de todas as virtudes.

O que as sereias tinham  um dom ainda mias terrível que o seu canto: o seu silencio. Ainda que nunca tivesse o conhecido, pode-se talvez imaginar que alguém conseguisse escapar-lhe ao canto; ao silencio é obvio que não. A sensação de tê-las vencido apenas com as próprias forças e a conseqüente petulância, capaz de tudo levar de roldão, nada resistiria sobre a terra... |29|(p23)

Todos erros humanos são impaciência, uma antecipação prematura de um trabalho metódico.

Um livro deve ser o machado que quebra a mar gelado em nos mesmos.

 
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