| 13/08/2001 REVELAÇÃO: ROBINSON MONTEIRO Calouro popstar Bancário paulistano recebe, por semana, mais de oito mil cartas e e-mails de fãs Por Cassia Dian Até há pouco mais de três meses, o bancário Robinson Monteiro, 25 anos, morador da zona leste de São Paulo, passava seu tempo livre entre o coral da Igreja Batista e as aulas de canto. Hoje, ele recebe mais de oito mil cartas e e-mails por semana, dezenas de presentes por dia, tem cinco fã-clubes e sites na internet. A vida de caixa de banco ficou para trás. Robinson faz shows por todo o País, todos os dias da semana, e recebe R$ 1.000 de cachê por apresentação. Sua agenda está lotada até o final do ano. A fama instantânea surgiu quando Anjinho (apelido dado pelas novas fãs) se tornou calouro no quadro “Quem Sabe Canta, Quem Não Sabe Dança”, do Programa Raul Gil, da Record. “As pessoas me param nas ruas para elogiar meu trabalho!”, comemora o calouro popstar. Robinson vem de uma família de músicos. A mãe e a irmã cantam na igreja, o pai toca guitarra. Ele canta desde os três anos e aprimorou o talento em aulas de canto com professores famosos, como a cantora Paula Lima. “Trabalhava muito para pagar os cursos. Perdi um emprego por cantar demais. O gerente me mandou cantar em outro lugar”, diverte-se Robinson. Dono de inegável carisma, ele conquistou o público com sua voz potente e repertório de ídolos da música negra, como Whitney Houston e Tim Maia. A prova do sucesso está na audiência do Programa Raul Gil. No sábado 4, Robinson foi o responsável pelo maior pico do programa, 27 pontos. Há várias semanas, Raul Gil já havia percebido a mina de ouro. Dispensou quadros famosos, como o do banquinho e o do chapéu, para ficar apenas com os concursos de calouros. A estratégia deu certo. Os 16 pontos de média de Raul no sábado bateram os 11 pontos do concorrente Caldeirão do Huck, da Globo. A fama já bateu na porta de Robinson. Agora, ele espera que uma grande gravadora faça o mesmo. Revista Isto É Gente - edição 106 |
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