Relatos do in�cio
do s�culo contam que o clima de Bag� era bem definido e o
solo abundante em riquezas naturais, destacando-se j� as
minas de carv�o de pedra em Candiota e no Rio Negro. Na
pecu�ria, Bag� contava com uma boa produ��o de carneiros,
bois e cavalos. A agricultura, embora a cidade j� exportasse
trigo desde 1835, encontrava-se um pouco mais atrasada que a
pecu�ria, e os produtos de destaque eram o trigo e o arroz.
A tradi��o de realizar exposi��es-feiras parece bem antiga.
h� relatos de uma, ocorrida no princ�pio do s�culo, no ent�o
Hip�dromo Vinte de Setembro, adaptado para receber gado de
leite, de corte e eq�inos. A se��o agr�cola teve mostras de
trigo, cereais e frutas, destacando-se os vinhos feitos com
v�rios tipos de uvas plantadas na regi�o, todas de primeira
qualidade. Houve tamb�m a se��o industrial, com produtos de
arte gr�fica e livros.
Bag� contava com um progresso urbano consider�vel, estando
inclusive favorecida com rela��o a outras cidades. A estrada
de ferro j� havia sido inaugurada no s�culo anterior, em
1884, com a conclus�o do trecho Bag� � Rio Grande, assim
como a luz el�trica, inaugurada em 1899. Bag� foi a primeira
cidade do Rio Grande do Sul e a terceira do Brasil (atr�s de
Campos � RJ e Juiz de Fora � MG) a ter energia el�trica,
mostrando o progresso da cidade. No in�cio do s�culo, a
cidade j� contava com bens e servi�os de higiene p�blica e
rede telef�nica. Os servi�os de abastecimento de �gua
encanada e pot�vel e esgotos demoraram um pouco a sair do
papel, mas mesmo assim, em 1913 entrou em funcionamento a
Hidr�ulica Municipal. As estradas tamb�m eram boas.
Em Bag�, por essa �poca, j� se encontravam bancos (como o
Pelotense e o de Em�lio Guilayn), clubes (como o Caixeral e
o Comercial), e hot�is. O Hotel do Com�rcio talvez seja um
dos melhores exemplos do poder da cidade na �poca:
inaugurado em 1842 por um franc�s, foi sofrendo reformas e
melhorias at� tornar-se um dos melhores hot�is do Estado,
extremamente luxuoso e refer�ncia para outros
estabelecimentos.