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Be mine, tá incompleta, mas dá pro gasto. rs, here

Capitulo


Quinta-feira, dia 08.

Era exatamente às 16:30 h, Téssia e Diego estariam chegando daqui a pouco. Olhei pras minhas unhas.
Droga! . Dois meses jogados fora, agora só sobraram VESTIJOS de unha!. Fiz uma careta só de pensar na cara que a Cláu faria quando visse aquilo. A Cláudia era uma menina muito legal, mas muuuuito FRESCA, tá entendendo? mas é fresca mesmo!

 A porta rangeu quando alguém tentou empurrá-la. Tentativa sem sucesso. Dei um pulo e abri a porta.
- Tess, Di... como me sai? - Diego deu uma gargalhada.
- Menina, você anda fazendo rimas de propósito, não é?
- Ora, e você acha que eu vou perder meu tempo? - Falei em tom de gozação.
- Di, a nova jornalista do colégio não teria tempo pra isso.
O que? . Senti um alívio e ao mesmo tempo euforia.
HÁ HÁ , EU PASSEI, ENGOLE ESSE SAPO, VIVI PIRANHUDA.
 A Tess me deu um daqueles abraços que deixa qualquer um sem ar, mas eu tava nem ai, mesmo se ela não me abraçasse, eu ia esquecer de respirar.

 Juro que se o Diego não tivesse lá eu iria mergulhar em lágrimas enquanto fazia a dança do siri. Pensei nessa possibilidade e ri, ainda bem que eles não pensaram que eu tava louca. Ou acharam?
 Quando o Hélio entrou em casa, Di ficou ruborizado, não entendi porque, talvez ele tivesse medo que aquele HOMENZARRÃO desse um soco no meio da cara dele. Credo! Tadinho do Di, ele... tão magrelinho.
- Pai, eu passei!
- No que, Sueli? - Senti uma pontada no peito, mas tratei de lembrá-lo, meio desapontada, confesso.
- Eu disse que iria tentar entrar no grupo de jornalistas do colégio, lembra que eu te disse?
- Ah, sim. Me desculpa, filha. Não lembrava. - Abri a boca pra falar alguma coisa, mas Di me interrompeu.
- Suê, parabéns... agora... eu tenho que... - Ele apontou pra porta. AI, QUE SACO, FALA LOGO QUE CÊS VÃO ME DEIXAR SÓ NESSE INFERNO!.
- Tá.
- É... obrigada.
- Não tem de quê. Não fiz nada além de te deixar ir embora.
- Ah... é... quer dizer... Tudo bem... e... parabéns de novo.

 Abri a porta pra ele sair, a vontade que eu tinha era de berrar: "VAI LOGO, SEU TOPEIRA. E TRATA DE NUNCA MAIS METER ESSA BUNDA QUE CÊ CHAMA DE CARA AQUI NA MINHA CASA!" , mas não consegui, simples assim.
 Tess me deu um tapinha no braço, sorriu.
- Se o idiota do Diego quer ir, tenho que ir junto, amiga. Sabe, quando ele chega em casa só, mamãe diz que eu to deixando o BEBÊ dela andar sozinho por ai. - Ela deu aquela gargalha que eu amo e pulou porta a fora como se eu tivesse a expulsando. Diego sorriu pra mim e fez o mesmo que a irmã mais velha. Sinceramente, não entendia porque a Tess sempre tinha que fazer as coisas pelo irmão, se fosse eu diria logo "Ah, mãe, vai se foder. Ele já tem 16 anos, já pode limpar a bundinha só, néh?" . Tá, por hoje já escrevi muita besteira. Até, pessoal.



Capitulo


Segunda-feira, dia 09

O colégio como sempre foi uma porcaria, meu nome na boca de professor é doce, se eu falo uma A "Sueli, vô te colocar pra fora da sala", se eu escrevo "Sueli, vô te levar pra coordednação", acho que até se eu respirar vão dizer "Sueli, tu respiraste, vô te expulsar do colégio A-G-O-R-I-N-H-A" . Putz, já pensou? ia dar no jornal "Aluna do colégio 'Fonseca Lima' morre. Causa da morte: Não querer ser expulsa. CUMA? Ela parou de respirar, gente!".
 Tá, confesso que não sou nenhuma santa, mas eles sempre exageram. Credo! Povo estressado.

 Ah, ainda não contei tudo, paguei um mico daqueles na frente do Beto. Tava andando, superfashion, cabelos ao vento, câmera lenta, quando derrepente um pirralhinho esbarra em mim e eu caio de bundão no chão. Aiii, quase afogo aquele pequeno na privada do banheiro, mas não fiz, não quero ser assassina, muito menos de uma fofurinha como aquela.

 Mudando de assunto, a Cláu viu minha unha e quase infartou
- Não acredito, Suê... Vou te matar. - Tive a impressão de que ela tava lagrimando, mas prefiro não acreditar.
- Calma lá, Cláudinha. Só é uma unha, depois cresce.
- Mas demora. - Ela amarrou a cara e cruzou os braços na frente do peito. - E eu não tenho paciência.
- Não faça tempestade em copo d'agua, mulher. Minha unha cresce rápido.
- Rápido é o escambal. Demorou um ano pra ela crescer um misero centímetro. - o pir é que era verdade.Senti minha pele queimar.
DROGA, já tô vermelha! . Revirei minha cabeça pra pensar em algo pra falar ou fazer, mas a única coisa que consegui fazer foi imitá-la, cruzando os braços. Virei quando senti uma mão quente tocar em meu ombro.
- Oi.
- Oi, Diego. Cadê a Tess?
- Namorado.
- Que? - Parecia que ele tava ligado em qualquer coisa, menos no que eu perguntei.
- Ela tá com o namorado - Ele corou quando se deu conta da gafe. Eu ri, mas me arrependi, pobre Di, ficou todo sem graça. Ai de repente chega adivinha quem? o LINDO, MARAVILHOSO, AMOR DA MINHA VIDA... Beto. Ele apareceu do nada, meu coração saiu pela boca, nem sei por que mais dei um salto e quando vi já tava ao lado dele. Incrível como eu faço besteiras sem notar. Ele sorriu, acho que se eu fosse sorvete me derreteria por completo. Ele sentou na cadeira atrás da minha, fiquei superanimada.
 Ai, parece que tô nas nuvens, sabe... Ele ainda me perguntou se eu havia feito o trabalho de matemática.
- Fiz sim - Tentei agir naturalmente para não dar muita moral.
- Ah...
- cê não fez, não é? - Ele deu um sorriso amarelo ( mas mesmo assim perfeito )
- Pode copiar do meu - Olhei timidamente.
ME FERREI, ME FERREI. TOMARA QUE ELE NÃO PERCEBA NADA. QUE DROGA... BURRA, BURRA, MIL VEZES BURRA! 
- Você faria isso por mim?
 Claro, isso e muito mais. Anui, passando o caderno pra ele.

 Não é mágico? a pessoa que você mais ama na vida te nota. PERFEITO. Tô feliz pra caramba, até disse pra Débora que vou fazer todos os trabalhos de matemática.

 Ah, falando em Débora, nunca contei pra vocês qual é a real da minha famíla. Minha mãe de verdade se chama Léa, só que ela teve muitos filhos ( 13, pra ser bem exata ) , ela andava passando por dificuldades, entao a filha maior, a Débora, me pegou e me criou, já que ela tinha uma vida estável e boa  com o Hélio , que na época só era namorado. Agora eu não tenho mais 3 anos, e já vivo a 9 com a Débora e o Hélio, que são meus pais. AI, como eu amo ser 'filha única'. Ah, acabando o post de hoje com uma declaração de amor: MÃE, PAI ... I LOVE YOU.


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