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Meimei
ESPERA E CONFIA
Eis a
dupla singular: - Escora que nos descansa: Servir sem desanimar,
Nunca perder a esperança. Se sofres, serve e confia, Não te
queixes, nem te irrites.
Espera. A
benção de Deus,
é
proteção sem limites.
Meimei
AVALIAÇÃO
Quando
tiveres superado graves problemas de relacionamento no
grupo das pessoas queridas, não te detenhas na lembrança das
aflições e lágrimas que, porventura, tenhas trazido por dentro
do próprio coração. Pensa no concurso recebido de benfeitores da
Vida Maior que te escoraram, na travessia de inesperadas
perturbações.
Quando saíste desse ou daquele acidente, sem calamidades fatais,
não te fixes na recordação das fases difíceis de semelhante
acontecimento. Reflete no auxílio dos Enviados do Bem que
conseguiram colocar-te a salvo de conseqüências a lamentar.
Quando venceste lutas e tentações que te situavam às portas da
insanidade ou do suicídio, não te demores na rememoração dos
fatos que te impeliam a enganos e alucinações. Medita na
dedicação dos Amigos Espirituais, domiciliados em Plano
Superior, que te evitaram a queda nos despenhadeiros da sombra.
Quando varaste o tratamento da saúde comprometida por
enfermidade complexa, não te cristalizes na idéia de doença
e sofrimento. Imagina a generosidade dos Mensageiros da Luz que
te reduziram as crises orgânicas, sem que disso te apercebesses,
socorrendo-te, tanto na assistência médica como também no
carinho daqueles que te rodeiam, a fim de que se te alongue a
existência na Terra, com a oportunidade de trabalhar. Ainda
mesmo nas provas que consideres claramente infelizes, não te
craves em pensamentos de tristeza ou desânimo.
Avalia as bênçãos que te ficam no balanço de quaisquer
ocorrências e agradece o saldo dos recursos e vantagens com que
a Misericórdia Divina te favorece, na certeza de que os
Emissários dos Céus te ajudarão a reconhecer que Deus, em
qualquer situação e em qualquer tempo, faz, por nós todos, o que
seja melhor.
Meimei
ENTENDIMENTO
Compreensão, o grande problema.
Abre as portas do espírito à luz do amor para que o amor te
auxilie a entender a linguagem da vida. Sensibiliza-te com o
enfermo necessitado e promoves pra ele o socorro de emergência;
reflete, porém, naqueles companheiros favorecidos por finança e
prestígio que encontram a morte do corpo, sob o peso dos
compromissos assumidos, notadamente em colapsos cardíacos ou em
estafas profundas, sem oportunidade de receberem qualquer
medicação.
Enterneces-te com a história triste de criaturas padecentes e
sabes descobrir para elas as fontes da consolação e da
esperança; considera, no entanto, as que agonizam lentamente no
próprio lar, espezinhadas pelos entes que mais amam, ocultando
as aflições que lhes devastam a vida, de modo a não feri-los.
Sofres com os pais que perderam a presença de filhos queridos,
nas cinzas da morte e consegues improvisar recursos, a fim de
reconfortá-los; medita, contudo, naqueles outros que se viram
afastados de filhos igualmente amados que lhes trocaram o afeto
pelas aventuras da delinqüência.
Lamentas a penúria dos irmãos em aflitivas necessidades
materiais e buscas apoio que os alivie; entretanto, pensa também
nos companheiros carregados de problemas que escondem as
próprias dores para não estragarem existências alheias.
Todos passam na Terra, suportando o lenho das tribulações, que
lhes fazem indispensáveis ao burilamento espiritual.
Ama e auxilia sem distinção.
Não desprezes os que caminham nos andrajos das grandes provas e
nem censurem os que seguem no carro da fortuna aparente.
Em qualquer parte, todos nós somos filhos de Deus.
Meimei
O
SERVIÇO DA PERFEIÇÃO
Um
velho oleiro, muito dedicado ao trabalho, certa feita adoeceu
gravemente e entrou a passar enormes dificuldades.
Os parentes, aos quais ele mais servira, moravam em regiões
distantes e pareciam haver perdido a memória...
Sem ninguém que o auxiliasse, passou a viver da caridade
pública, mas, quando esmolava, caiu na via pública e quebrou uma
das pernas, sendo obrigado a recolher-se à cama, por longo
tempo.
Chorando, amargurado, fez uma prece e rogou a Deus alguma
consolação para os seus males.
Então, dormiu e sonhou que um anjo lhe apareceu, trazendo a
resposta pedida.
O Mensageiro do Céu conduziu-o até o antigo forno em que
trabalhava, e, mostrando-lhe alguns formosos vasos de sua
produção, perguntou:
- Como é que você conseguiu realizar trabalhos assim tão
perfeitos?
O oleiro, orgulhoso de sua obra, informou:
- Usando o fogo com muito cuidado e com muito carinho, no
serviço da perfeição. Alguns vasos voltaram ao calor intenso
duas ou três vezes.
- E sem fogo você realizaria a sua tarefa? - indagou, ainda, o
emissário.
- Nunca! - respondeu o velho, certo do que afirmava.
- Assim também - esclareceu o anjo bondoso, - o sofrimento e a
luta são as chamas invisíveis que Nosso Pai Celestial criou para
o embelezamento de nossas almas que, um dia, serão vasos
sublimes e perfeitos para o serviço do Céu.
Nesse instante, o doente acordou, compreendeu a Vontade Divina e
rendeu graças a Deus.
Meimei
OUVE E
SEGUE
Muitos companheiros em abençoadas tarefas alusivas ao próprio
aperfeiçoamento, na seara do bem, largaram encargos e
compromissos por ouvirem dizer...
Ouviram dizer palavras descaridosas que lhes arrefeceram o
propósito de trabalhar e o anseio de servir.
Prepara-te a fim de ouvir semelhantes projeções de zombaria por
parte daqueles que ainda não despertaram para o amor que Jesus
nos ensinou e não abandones o teu lugar de ação.
Se cometeste algum erro no passado, dirão que não mereces
confiança.
Caso ainda não possuas cultura do mais alto gabarito,
nomear-te-ão por ignorante.
Na hipótese de usares discrição e benevolência para com os
outros, classificar-te-ão por modelo de ingenuidade.
Se carregas algum desajuste psicológico, suportarás julgamentos
precipitados com amargos pejorativos de permeio.
Em revelando essa ou aquela enfermidade, afirmarão que te
apaixonaste por desânimo e doença.
Demonstrando afeição mais íntima por essa ou aquela pessoa,
desenharão estranhas sombras sobre os teus mais belos
sentimentos.
Quando isso te ocorra, escuta as censuras que se te façam,
guarda silêncio na certeza de que Deus tudo reajustará no tempo
próprio e prossegue agindo e construindo a felicidade do
próximo, porquanto erguer a felicidade alheia será descerrar no
coração a fonte de nossas próprias alegrias.
E ainda mesmo quando as tuas faltas hajam sido muitas, continua
trabalhando e servindo, no levantamento do bem, recordando que o
próprio Jesus declarou, ele mesmo, não ter vindo à Terra para
curar os sãos.
Meimei.
PRECE
DO PÃO
Senhor!
Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo
humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.
Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje
igualmente o meu giro.
Vi-me freqüentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas
alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam,
debalde, as mãos!...
Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se
estivessem fitando um tesouro perdido.
Encontrei homens tristes, transpirando amor, que me
contemplavam, agoniados, rogando, em silêncio, para que lhes
socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio...
Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim,
para que pudessem atender ao estômago torturado!...
Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações
desvalidos, mudo desespero por minha causa.
Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas
mesmas criaturas que te dizem honrar.
Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do
supérfluo, esquecendo que caminhaste, no mundo, sem reter uma
pedra em que repousar a cabeça.
Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem,
junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos. E,
muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus
ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me
trancam sob a tela colorida de vitrinas custosas ou no recinto
escuro dos armazéns.
Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por
amor, para que eu não seja motivo à delinqüência.
E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a
fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque,
um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me
entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a
Deus:
"O pão nosso de cada dia dai-nos hoje".
Meimei
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Meimei
AGRADEÇAMOS
Sabemos que a nossa mente, para evoluir, sofre processos de
transformação por vezes violentos e rudes, qual acontece à terra
necessitada de amanho para produzir.
Nos círculos da natureza, observamos o arado, vergastando o solo
e
ferindo-o, e se a grande massa rochosa aparece, de improviso,
impedindo
o esforço do lavrador, notamos que a dinamite comparece,
estilhaçando os
obstáculos...
Assim também a nossa inteligência não se modifica sem a
visitação da
dificuldade.
A lâmina dos problemas inquietantes como que nos tortura,
dia-a-dia,
constrangendo-nos à compreensão mais justa da vida e se o
endurecimento
espiritual é a nota de nossas reações, ante a passagem da
máquina
renovadora do sofrimento, surgem os impactos diretos da provação
sobre a
nossa experiência pessoal, desintegrando-nos antigas
cristalizações no
egoísmo e no orgulho.
Ofereçamos o coração do Divino Cultivador que é Jesus.
Digne-se o Mestre Divino fazer de nossa existência o que lhe
aprouver.
Os golpes sublimes da Vontade superior sobre os nossos desejos
serão
recursos do máximo proveito para o nosso próprio futuro.
Se a dor nos procura, em forma de incompreensão do meio ou na
máscara de tristes desilusões terrestres, abençoemo-la,
acentuando a nossa fé viva
em Nosso Senhor e continuemos servindo o próximo, na medida de
nossas
possibilidades, porque a dor é realmente a Sábia Instrutora,
capaz de
elevar-nos da Terra para os Céus.
Meimei
CAMINHO
DA PAZ
Dizem que um homem de fé se aproximou de Jesus e indagou, após
externar-se em manifestações de júbilo e reverência:
- Senhor, onde o caminho da paz? Que fazer de meu filho que me
arrasa a tranqüilidade, atolado na rebeldia?
- Abençoá-lo-ás sempre - respondeu o Divino Mestre - procurando
socorrê-lo com mais amor.
- E como agir, à frente de meu tio, aquele que me furtou a
herança dos avós?
- Buscarás perdoá-lo, usando compaixão e esquecimento.
- E meu antigo sócio? De que modo proceder com esse homem que
tanto me prejudicou e injuriou?
- Desculpá-lo-ás, orando em favor dele.
- Tenho quatro empregados ignorantes... De que maneira
harmonizar-me com esses companheiros problemas, se me afligem
com as maiores dificuldades, dia por dia?
- Saberás instruí-los.
- Minha existência está repleta de perseguidores... Que fazer
com essa gente cruel?
- Esquecerás qualquer agravo e auxiliarás em benefício de cada
um, tanto quanto puderes.
O devoto baixou a cabeça, sentindo-se na presença da verdade, e
considerou timidamente:
- Senhor, estou satisfeito.
Conta-se que Jesus afagou-lhe a cabeça dolorida e rematou, ao
despedir-se:
- Então, vai, serve sempre e não perguntes mais.
Meimei
Existência
de Deus
Conta-se
que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto
carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande
caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:
__ Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando
nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu:
__ Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste
pelos sinais dele.
__ Como assim? - indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se:
__ Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como
reconhece quem a escreveu?
__ Pela letra.
__ Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto
ao autor dela?
__ Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou:
__ Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe,
depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
__ Pelos rastros - respondeu o chefe, surpreendido.
Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e,
mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões
de estrelas, exclamou, respeitoso:
__ Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos,
ajoelhou-se na areia e começou a orar também.
Meimei.
OS
TEUS
com os outros, aqueles que formam a grande
Confessas que não será difícil o relacionamento comunidade
humana.
Mas com os teus... Com aqueles que te constituem a equipe
doméstica, afirmas encontrar obstáculos que se te afiguram quase
imbatíveis para a convivência em paz e segurança.
Entretanto, considera: aqueles que se nos erigem por familiares
são as criaturas com as quais nos interligamos, às vezes, nos
mais intrincados compromissos.
Os teus são as tuas afeições, antagonismos, encargos e dívidas
do caminho. Quase sempre, remanescem de existências anteriores,
solicitando-te amor e exemplo, apoio e cooperação.
Quando se te revelem por desafios e empeços, ama-os e auxilia-os
quais se te apresentam.
Para isso, porém, é necessário abras o espírito à grande
compreensão.
O pai que recebeste estimaria viver nas mais altas demonstrações
de superioridade; a mulher que te acolheu nos braços desejaria
catalogar-se na condição dos anjos; os irmãos que te carregam o
nome quereriam ser modelos de perfeição aos teus olhos e os
parentes em geral ficariam felizes desempenhando a função de
teus benfeitores, no entanto, são todos eles seres humanos,
falíveis quais nós mesmos. Sem dúvida, em algumas circunstâncias
surgirão errados e talvez te decepcionem, tanto quanto nós somos
passíveis de falhas, desiludindo a muitos.
Ama os que te partilham a experiência no cotidiano, aprendendo
entendimento e tolerância. Se problemas de convívio aparecerem
em tuas áreas de ação mais íntima, conserva paciência e bondade
para com os que te cercam.
Em qualquer dificuldade, compadece-te dos teus para que os teus
igualmente se compadeçam de ti.
Não olvides que a presença de Deus vibra recôndita, em cada um
de nós.
Meimei.
P
R O V A S
Não te doa a obrigação de repetir, vezes e vezes, esse ou aquele
esforço
que consideres de sacrifício.
Se já te aceitas na condição de criatura imperecível, reflete no
tempo gasto pela sabedoria da vida, nas criações da natureza.
Sabemos que a gestação do diamante, no claustro da Terra exige
milênios.
Com semelhante ensinamento, perguntemos a nós mesmos quantos
séculos
despenderemos para construir a compreensão e o devotamento, a
humildade e o amor, no campo da própria alma.
Meditemos nisso e abracemos com paciência as tarefas que nos
foram confiadas.
Regozija-te com as obras de renúncia dentro do lar; ele é o
reduto em que te
habilitas para a total consagração à Humanidade.
Agradece ao trabalho que te cerca de problemas e, tantas vezes,
te alaga de suor; nele aprendes a conquistar a sublimação e a
criatividade dos anjos.
Abençoa os dias de prova em que a vida te pede serviço
habitualmente entremeado de labaredas de inquietação com
aguaceiros de pranto; tempo chegará em que eles trarão a soma
das experiências que se fará luz permanente para os teus
próprios caminhos entre os sóis da Imortalidade.
Rejubila-te com a possibilidade de contar com as aulas da
angústia e do sofrimento, no aprendizado da vida terrestre.
Os olhos que nunca choraram raramente aprendem a ver.
Meimei
TOQUE DE FÉ
Ergue-te e caminha.
Enxuga as lágrimas e fita os céus.
Deus que te sustentou até ontem sustentará hoje e sempre.
A sombra vale para destacar a luz.
Surge a dor para aumentar a alegria.
Se provações te feriram, esquece.
Se desenganos te amargaram a existência, não esmoreças.
Escuta a esperança, no silêncio da própria alma, a falar-te de
futuro e de amor, de beleza e eternidade e transforma a bênção
das horas em riqueza de trabalho.
Esquece toda sombra, à procura de mais luz e perceberás que Deus
está contigo, em teu próprio coração, a estender-te os braços
abertos.
Meimei.
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