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AAlbino
Teixeira
CULTIVANDO
PACIÊNCIA
Cultivando
paciência:
se você foi vítima de preterição em serviço, reconhecerá que
isso aconteceu, em favor da sua elevação de nível;
se perdeu o emprego, ante a perseguição de alguém que lhe
cobiçou o lugar, creia que alcançará outro muito melhor;
se um companheiro lhe atravessou o caminho, atrapalhando-lhe um
negócio, transações mais lucrativas aparecerão, amanhã, em seu
benefício;
se determinada criatura lhe tomou a residência, manejando
processos inconfessáveis, em futuro próximo, terá você moradia
muito mais confortável;
se um amigo lhe prejudica os interesses, subtraindo-lhe
oportunidades de progresso e ajustamento econômico, guarde a
certeza de que outras portas se lhe descerrarão mais amplas aos
anseios de paz e prosperidade;
se pessoas queridas lhe menosprezam a confiança, outras afeições
muito mais sólidas e mais estimáveis surgirão a caminho,
garantindo-lhe a segurança e a felicidade.
Mas nunca pretiras, não persigas, não atrapalhes, não
desconsideres, não menosprezes e nem prejudiques a ninguém,
porque sofrer é muito diferente de fazer sofrer e a dívida é
sempre uma carga dolorosa para quem a contrai.
Albino
Teixeira |

Albino Teixeira
MALES PEQUENINOS
Guardemos cuidado para com a importância dos males aparentemente
pequeninos.
Não é o aguaceiro que arrasa a árvore benemérita. É a praga
quase imperceptível que se lhe oculta no cerne.
Não é a selvageria da mata que dificulta mais intensamente o
avanço do pioneiro. É a pedra no calçado ou o calo no pé.
Não é a cerração que desorienta o viajor, antes as veredas que
se bifurcam. É a falta da bússola.
Não é a mordedura do réptil que extermina a existência de um
homem. É a diminuta dose de veneno que ele segrega.
Assim, na vida comum.
Na maioria das circunstâncias não são as grandes provações que
aniquilam a criatura e sim os males supostamente pequeninos, dos
quais, muita vez, ela própria escarnece, a se expressarem por
ódio, angústia, medo e cólera, que se lhe instalam,
sorrateiramente, por dentro do coração.
Albino
Teixeira
AUTO RETRATO
Sempre
que a nossa palavra:
censura;
justifica;
levanta;
rebaixa;
deprecia;
louva;
depreda;
restaura;
complica;
auxilia;
apóia;
fere;
abençoa ou condena seja a quem for, estamos fazendo o nosso
próprio retrato. E isso acontece porque sendo as atitudes, os
pensamentos, as idéias, as emoções, os planos e as intenções dos
outros, realidades dos outros - cujas origens autênticas não
conseguimos penetrar - toda vez que nos referimos aos outros
estamos sempre efetuando a projeção parcial ou total de nós
mesmos.
Albino
Teixeira
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