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Saque
de palmitos na Ilha de Santa Catarina foge do controle
A
situação, que só vem se agravando, já é conhecida por ONGs
locais há vários anos. Em setembro de 2003, diversas entidades
da cidade subscreveram ofício da Associação Caeté Cultura e
Natureza denunciando uma extração de palmitos - para faze-lo é
preciso matar uma árvore, o palmiteiro, também chamada de içara
ou jussara (Euterpe edulis) - nas encostas do Morro do Ribeirão.
A denúncia, acompanhada de fotografias e coordenadas geográficas,
foi feita a todos o órgãos de proteção ambiental com sede na
cidade (FLORAM, FATMA, IBAMA e Polícia Ambiental), com cópia
para o Ministério Público Federal e para a Comissão de Meio
Ambiente da Câmara Municipal de Vereadores de Florianópolis.
Neste
ano, a região norte da cidade, especialmente nos morros do
Marques e do Macacu, na Vargem Grande, sofreram intensamente o
mesmo destino, somando-se aos morros do Maciço da Costeira e do
Monte Verde, onde atingiu a Unidade de Conservação Desterro -
UCAD, administrada pela UFSC.
Sobre
esse caso, novo ofício foi encaminhado em setembro de 2004, nos
mesmos moldes e para as mesmas autoridades, solicitando providências
urgentes.
Entretanto,
a situação mais grave foi descoberta somente no mês seguinte:
as florestas do Parque Municipal da Lagoa do Peri, as mais
preservadas da cidade, foram duramente atingidas. Uma expedição
de pesquisadores e membros de ONGs ambientalistas locais
fotografou e recolheu as coordenadas de vários pontos com árvores
derrubadas, algumas atingindo 14 metros de altura. Incursões pela
mata, distanciando-se das trilhas, demonstraram que o saque foi
total, restando em pé apenas indivíduos jovens e sem interesse
comercial.
Ainda
neste mês nova denúncia será encaminhada aos órgãos citados
solicitando um intenso trabalho de investigação, de controle e
de punição dos responsáveis. O palmiteiro é uma planta de
grande importância para o equilíbrio ecológico das florestas e
é protegido por legislação federal específica (Resolução
294/2001 do Conselho Nacional do Meio Ambiente).
As
organizações que subscreveram as denúncias anteriores foram:
Associação Caeté Cultura e Natureza, Associação Ambientalista
Comunitária e Espiritualista Patriarca São José - ACEPSJ, Grupo
Pau-Campeche, Aliança Nativa, Instituto Sócioambiental Campeche,
Instituto Sea Shepherd Brasil - ISSB - Estação das Ilhas,
Instituto Autopoiesis Brasilis, Fundação Lagoa, Centro de
Assessoria à Autogestão Popular - CAAP, Núcleo de Estudos em
Serviço Social e Organização Popular - NESSOP da UFSC, Federação
das Entidades Ecologistas Catarinenses - FEEC e Fórum da Cidade.
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