Preço do feijão sobe e tem safra recorde

Os produtores de feijão de Içara, no Sul do Estado, este ano comemoram o recorde na safra e o melhor preço do grão. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aumentou o limite de compra de produtos agrícolas de R$ 2,5 mil para R$ 3,5 mil por produtor no Programa de Aquisição Alimentar. A decisão beneficia o produtor com aumento de R$ 1 mil no bloco de notas, o que possibilita a venda de 57 sacas de feijão - ao invés de 41 - ao preço de R$ 60 a saca com 60 quilos. Para a aplicação do programa, o governo federal disponibiliza R$ 300 milhões. De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Milho e Feijão de Içara, Renato Réus, o programa beneficia os agricultores com a garantia de pagamento e a ausência de intermediários para negociações, além do preço maior, o que favorece a safra recorde de 2006. A produção média de 80 mil sacas foi superada por 130 mil sacas. - A boa safra deste ano teve ajuda do clima favorável, pena que o preço não seguiu a mesma linha. Essa ação do governo chega em boa hora, pois há poucos compradores e o mercado está contraído, em razão da grande produção nacional e da importação do feijão argentino. O agricultor João Della Bruna, 48 anos, levou uma amostra do feijão cultivado para análise na Secretaria de Agricultura do município. Ele pretende vender 220 sacas, mas ainda estuda a proposta da Conab. Se fizer a inscrição no programa, deverá lucrar R$ 11 mil, mas ainda reclama das dificuldades de negociação.

Expectativa por mais incentivos

O ideal é o feijão ter 14ºC de temperatura (umidade), e o meu tem 17ºC. Por isso, vai precisar passar pelo processo de secagem no beneficiamento. Se estivesse nas condições ideais, de umidade baixa, poderia ter conseguido um preço melhor, de até R$ 60 a saca - acredita. A expectativa dos produtores é que o esquema de compra permaneça na próxima safra, como espera a agricultora Janete Canarim Rodrigues, 53 anos. - Arrendei terras do meu vizinho e colhemos 70 sacas. O preço proposto está bom, mas aguardamos mais incentivos.

Fonte: Diário Catarinense

Capital do Mel 2006

Hosted by www.Geocities.ws

1