Boletim Mensal * Ano VI * Janeiro de 2008 * Número 58

     

 

  354º
 Aniversário da Restauração de
Pernambuco e da Integridade do Brasil

          

    Tanto se tem escrito sobre o assunto que é muito difícil a qualquer honesto historiador ou um simples curioso pesquisador escrever algo que seja novidade.

Foi por isso que procuramos, procuramos e pensamos que encontramos algo de novo, ou pelo contrário, algo de velho.
No dia 27 de Janeiro de 1952, MARIO LACERDA DE MELO, já falecido, professor da Universidade Federal de Pernambuco e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, proferiu uma conferencia no Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco sobre a data que se festejava e que mais tarde foi publicado numa brochura de 40 paginas, cuja capa ilustra este artigo, e é um livro raríssimo.
    “Cadernos da Província” – “Holandeses e Portugueses, de Mario Lacerda de Melo, Editora Nordeste, Recife 1952. Na contra capa informa:- Esta edição é da iniciativa da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Recife.”
Dele vamos reproduzir, com o devido respeito, o que se pensava 56 anos atrás sobre o dia 27 de Janeiro de 1654.
    “Quem comemora a insurreição pernambucana e a vitória das armas luso-brasileiras sobre o invasor neerlandês está, de certo modo, exaltando a superioridade de um sistema de colonização, o lusitano, sobre o que o procurou substituir no Brasil, no século XVII. ... É esta uma forma de homenagem aqueles nossos antepassados que se levantaram em armas e expulsaram o invasor.” Págs. 11 e 12

“As atividades derivadas da expansão marítima dos portugueses apresentam características que as colocam em plano superior às de seus sucessores da Holanda (Companhia das Índias Ocidentais). Estas são eminentemente mercantis. Aquelas são também colonizadoras, empregado o termo aqui na acepção da capacidade de criar novas civilizações nas áreas ocupadas.” Págs. 13 e 14 
“A relação funcional entre a cidade e a hinterlândia a que devia servir não parece ter sido considerada pelo fundador da Mauricéia. O Recife nassoviano com sua grandeza, seu fausto, seu operariado e sua burguesia, tornou-se algo excrescente em face do quadro econômico regional da época.
 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1