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O caos político-social que se seguiu ao
golpe de Estado de 25/4/74 e que se prolongou até 25/11/75 provocou
uma desorientação estratégica que ainda perdura (e que é a mais
longa de toda a História de Portugal!) e tem impedido que o país
tenha uma idéia clara e concreta de si mesmo e dos caminhos a
seguir. Tudo isto tem sido agravado por numerosas decisões errada
sem termos de opções estratégicas, nos diferentes campos da vida
nacional o que, a manter-se, irá fatalmente fazer desaparecer «de
fato» Portugal do âmbito das nações livres.
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O primeiro erro que se fez
após 1974 foi o de não se ter avaliado corretamente as conseqüências
de se ter voltado costas a um passado de 600 anos. O «Estudo de
situação do país na sua globalidade», se alguma vez foi feito,
estaria assim, à partida, viciado e as decisões, «a priori»,
comprometidas.
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Passados 10 anos de grandes
vicissitudes econômicas, financeiras e sociais, a grande opção que
se tomou foi a adesão à Comunidade Econômica Européia (CEE) o que,
face à situação geopolítica criada, se tem que aceitar como
plausível.
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Mas a tudo o resto tem que
se juntar enormes reticências, que se resumem: adesão à CEE com o
país mal preparado, em situação difícil e sem consulta à população;
esta consulta continuou ostensivamente a não ser feita quando a CEE
passou a Comunidade Européia (CE), depois a União Européia (UE),
pondo-se presentemente a hipótese de se passar a uma federação de
Estados.
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Ora tudo isto implicou alterações
políticas de substância com mudanças graves em termos de soberania.
Depois, na ânsia de sermos aprovados como bons «alunos» deixaram-se
cair rapidamente todas as restrições, aduaneiras e administrativas
ao passo que a nossa fraqueza congênita nos coloca mal, para pão
sermos crucificados aos interesses dos restantes Estados-membros em
todas as áreas da vida comunitária. Isto quando se sabe que o
que impera é a lógica do aquário, isto é, os peixes grandes comem os
peixes pequenos!
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