CAÇANDO COM POINTER VIII

 

 

 

 

 

 

Início da década de oitenta, Século XX. O Canil do Chui era o mais premiado em provas de trabalho, e vencedor, também, em exposições. Eram dessa época os campeões Dama e Farol, nacionais, e Casca, internacional.  Ao Canil do Chui pertenceu a única campeã brasileira de Field Trial, Lia de Small, mãe dos três campeões acima mencionados. A performance desses animais foi extraordinária, marcaram época, empolgaram-nos e a todos os que nos acompanharam.

           Mesmo com tanto sucesso, sentíamos ainda certa insatisfação, alguma coisa que nos fazia pensar em...? Evolução, talvez... Nossa experiência como juiz de competições, tanto pelo Pointer Club Argentino como pela Confederação Brasil Kennel Club, julgando no Uruguai, Chile e na Argentina, indicava que poderíamos ter animais ainda melhores, mais próximos do standard da raça. Naquele então, conhecemos a Juíza Internacional Mme. Anne Brigitte du Fay de Lavallaz, pessoa depois amiga, muito conceituada e bem relacionada com criadores de cães. Através dela estabelecemos contato com o Sr. Cônsul italiano em Curitiba, Dr. Marino D’Urso, adquirindo dele o pointer Appuliae Roy. Mais tarde, compramos toda a ninhada do acasalamento de Ombra de Castel del Monte (filha de Sernos del Boccia), com o finlandês Lakiampelon Opalus. Dividimos aquela ninhada: para Luiz Fernando Letzow, de Pelotas, dono do Canil Passo do Salso, foi a Apulliae Bimba. Para Sérgio Seidl, de Caxias do Sul, dono do Canil Caçador Charrua, foi a Apulliae Bella. Mantivemos no Canil do Chui a Apulliae Miss.                                                             

           Hélio Alvarez, importante pointerista brasileiro, seguidor de Siul Stratta e Magnelli Ferrari, e dono do Canil Select Brasil, possuia o pointer  Select Mark. Exemplar destacado, nos chamou a atenção ao realizarmos uma Prova de Campo em Sant’ Anna do Livramento, em meados da década de 80. O desempenho de Mark e de Bimba naquela prova indicou que poderíamos obter bons produtos de seu acasalamento, decisão reforçada por conselho idêntico dado de público por  Anne Brigitte de     Lavallaz,        uma dos jurados.

O cruzamento foi o “Ovo de Colombo”. Dele nasceram Edo, Ego e Era do Passo do Salso, que marcaram época. Enquanto viveu, Edo foi o melhor cão sul-americano da raça pointer. E foram 15 anos! Do seu cruzamento com India de Aulus resultaram os excepcionais Neto e Qera do Passo do Salso, este, igual ou melhor que o pai.

De Neto com Kitti do Chui,  filha de Ego do Passo do Salso e Tora do Chui, nasceram Mina e Moro do Chui. Os filhos de Moro com Luli do Chui já estão competindo e caçando. Luli do Chui, é filha de Huri do Chui e neta de Chim, campeão absoluto, vencedor da Copa Europa.

Ilustrando este artigo está  uma foto de Sérgio Seidl, Luiz Fernando Letzow e Henrique Dias de Freitas Lima com o excepcional Qera do Passo do Salso no campo.

Estamos contentes: a parceria que existe há 19 anos tem recebido significativos estímulos nos últimos tempos. Presentemente, buscamos na Europa uma linhagem para somar ao que temos e, assim, conseguir melhorar padrões para caça e campo. Também viemos de conquistar novos parceiros: Sérgio da Silva Cezar, dono do canil da Mata, em Mata, e Reginaldo Barroso, de Belém Novo, dono do Opus. Se depender de nós a parceria vai longe.

 

 

 

 

Porto Alegre, 17 de Setembro de 01.

 

 

 

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