
Reginaldo
Barroso com Opus do Chuí
CAÇANDO COM POINTER VII
Quando iniciamos a
escrever os artigos “CAÇANDO COM POINTER”, divulgando-os também pela INTERNET,
dissemos que se meia dúzia de aficcionados neles encontrassem conhecimentos
utilizáveis, estaríamos alcançando nosso objetivo. Pois, os alcançamos
plenamente: nosso site recebeu mil e oitocentas consultas em seis meses e,
quase diariamente, pessoas fazem contato conosco por telefone em busca de mais
informações sobre criação, aptidões e adestramento dos cães da raça pointer.
É
evidente que em poucos artigos não poderíamos nos aprofundar e, por isso, nossa
pretensão foi de proporcionar a vocês alguns dados sobre a raça e nossa
experiência e, ainda, noções de como conduzir um filhote até iniciar-se na
caça.
Ao contrário do que muitos pensam, não basta que o pointer aprenda a
caçar. Como qualquer animal “inteligente” ele
necessita de atenção e cuidados
durante toda a vida, pois na medida em que fica mais experiente, mais veterano,
sua tendência natural é dominar o condutor,
pois a procura da liberdade e da ação independentes é própria dos grandes cães.
Semelhantemente aos grandes homens esses maravilhosos animais têm iniciativa,
não são passivos. Por isso, devemos dar-lhes atenção diária ou, no mínimo,
semanal, levando-os ao campo para que se exercitem e possamos treiná-los com freqüência
no que diz respeito a comandos, dando-lhes ordens curtas (sem esquecermos de
festejá-los ao obedecerem, pois obediência, carinho e amor são essenciais e
imprescindíveis). O que queremos dizer é que quanto maior convivência com o
dono e constância no treinamento, tanto melhor para o cão. Portanto, fora da
temporada de caça não podemos deixar nosso pointer de lado, já que esse é o
período mais adequado para aprimorar seu adestramento. Digo: levá-lo ao campo
para busca, sem abate.
O trabalho de busca e aponte
de um pointer leva o caçador desportista às melhores emoções, mesmo sem abater
a caça. No mundo inteiro se compete com cães de aponte, sem abate.
E, para confirmar o que
afirmo, vale a pena contar: o jovem cinófilo Reginaldo Barroso adquiriu o
pointer OPUS DO CHUI com oito meses, no final do ano 2000. O animal já havia
recebido algum adestramento de pátio, trazia o brinquedo à mão e localizava
perdiz japonesa. Reginaldo o mantém no pátio, perto de si e com o concurso de
Viviane, sua mulher, adestradora nata, e alguma orientação de minha parte, dirimindo
dúvidas, realizou excelente trabalho de condicionamento do cão. Em razão de
tanto interesse convidei Reginaldo para irmos ao campo e, juntos, retocarmos o
adestramento de OPUS. Na primeira saída percebi a identidade existente entre o
cão e seu dono: o animal obedecia com atenção aos comandos, não ouvi gritos ou
apitos. Estouradas as duas primeiras codornas, na terceira OPUS amarrou. Maravilha.
Em seguida fizemos o teste com o tiro de “22”, a reação foi normal.
Na
2ª saída o pointer, obediente, contra vento, ziguezagueando, amarrou com grande
estilo. A codorna foi abatida. OPUS buscou-a e, delicadamente, entregou-a ao
dono. Parecia um cão veterano. Ficamos deslumbrados com sua docilidade e
obediência. Diante de outra amarrada, fui além e pedi que o companheiro chamasse o cão. Com um
simples levantar de mão e o comando “OPUS, AQUI”, Reginaldo fez com que o cão abandonasse a mostra e retornasse até ele. A seguir, a meu pedido, com a ordem
“PROCURA”, fez com que o pointer voltasse a “mostrar” e, sob o comando “VAI”,
fizesse a codorna voar.
Nós,
caçadores sabemos como é difícil fazer com que um pointer abandone o aponte.
Parabéns, Reginaldo e Viviane. Como é bom criar um pointer e depois apreciá-lo
com pessoas dedicadas como vocês...