Com o objetivo de adotar uma aproximação no padrão dos desempenhos dos árbitros assistentes europeus, a UEFA recomenda alguns cuidados especiais. Estas práticas reforçarão a interpretação uniforme e devem ser utilizadas por todos os árbitros assistentes, inclusive os brasileiros.
Impedimento
1. Se um árbitro assistente não estiver totalmente certo sobre um impedimento, a bandeira não deve ser levantada, isto é, em caso de dúvida o benefício deve ser dado à equipe de ataque.
2. Para assegurar o julgamento correto do impedimento, um árbitro assistente não deve levantar a bandeira antes de considerar os seguintes critérios, conhecidos como a técnica "esperar e ver":
a. Movimento da bola (sentido, velocidade, distância, alguma deflexão, etc..)
b. Participação efetiva do jogador:
· interferindo com o jogo ou
· interferindo com um oponente ou
· ganhando uma vantagem.
É melhor estar ligeiramente atrasado e correto, do que ser rápido e errado.
3. Se um sinal da bandeira para o impedimento for dado e não for visto imediatamente pelo árbitro, o árbitro assistente deve manter-se sinalizando até que seja reconhecido ou até que a bola esteja claramente no controle da equipe defensora (o sinal eletrônico do beep poderá ser usado para alertar o árbitro ao sinal da bandeira).
4. Para os julgamentos muito rápidos onde um árbitro assistente decide "não dar o impedimento", um sinal discreto com a mão pode dar uma sustentação valiosa ao árbitro quando os dois fizerem contato visual.
Bola fora do campo do jogo
5. Sempre que a bola sai do campo do jogo, a bandeira do árbitro assistente deve mostrar claramente o reinício correto e sentido. Em situações claras de arremesso lateral,
o árbitro assistente pode diretamente mostrar o sentido. Mas se tiver alguma dúvida sobre o sentido, o árbitro assistente deve simplesmente levantar sua bandeira, fazer o contato visual
com o árbitro e seguir o sinal do árbitro. Em decisões muito rápidas, quando a bola permanece no jogo, um sinal discreto da mão pode dar uma sustentação valiosa ao árbitro.
6. Sempre que um árbitro assistente sinaliza a bola fora do campo do jogo (mesmo se os jogadores continuam a jogar), deve reter o sinal até ser reconhecido pelo árbitro que fará um exame da jogada.
7. Quando a bola entra no gol:
Para confirmar um gol válido, o árbitro assistente envolvido deve fazer um claro movimento da linha de fundo para a linha central. Em casos limites, este movimento deve ser mais nítido (corrida) para ser reconhecido pelo árbitro. Para confirmar um gol, o árbitro assistente não deve levantar sua bandeira. Se em sua opinião um gol não for marcado corretamente, o árbitro assistente deve estar ainda, retendo qualquer sinal já dado. O
árbitro pode então escolher consultá-lo, se necessitar de orientação adicional.
Faltas
8. Um árbitro assistente deve usar um sinal levantando a bandeira mostrando ao árbitro que viu uma falta cometida (ou jogo sujo ou uma conduta violenta) quando ele está em uma posição melhor do que a do árbitro e o mesmo não percebe claramente a falta. Se o árbitro assistente tiver uma informação adicional, a respeito da falta, e desejar dá-la ao árbitro ou se o árbitro não vir seu sinal com a bandeira, o sinal eletrônico do beep poderá ser usado, mas somente para suplementar o sinal da bandeira já dado.
9. Se um sinal da bandeira para qualquer falta não for visto imediatamente pelo árbitro, o árbitro assistente deve manter-se sinalizando até que seja reconhecido pelo árbitro ou ele reconheça uma clara vantagem à equipe que sofrera a falta.
10. Reconheceu-se que contato visual e sinais discretos com a mão de um árbitro assistente são úteis em passar um tipo de informação ao árbitro, por exemplo, de falta, a ação seguinte, etc.. Isto reduziria a necessidade dele vir ao árbitro assistente para uma consulta.
11. Onde uma consulta direta entre o árbitro e árbitro do assistente é necessária, a informação deve incluir, tão concisa quanto possível, o que aconteceu, quais jogadores estavam envolvidos, a posição precisa, a ação recomendada e o reinício do jogo. Recomenda-se que nesses casos o árbitro assistente avance até o árbitro por quatro a cinco metros.
12. Durante a consulta, o árbitro assistente e o árbitro devem estar cara-a-cara no campo do jogo. É geralmente apropriado evitar que a conversa seja ouvida ou compreendida por terceiros.
13. Quando um árbitro procura a orientação de um árbitro assistente a respeito da posição exata de uma falta perto do limite da área penal, a ação do árbitro assistente deve ser a seguinte:
a. Se o atacante sofre a falta dentro da área penal - o árbitro assistente se move visivelmente até a linha de fundo.
b. Se o atacante sofre a falta fora da área penal - o árbitro assistente permanesse parado na linha com o limite da área penal.
Decisão incorreta óbvia do árbitro
14. Se um árbitro assistente souber que o árbitro fez um erro disciplinar óbvio (por exemplo: dois cartões amarelos ao mesmo jogador sem o expulsar, amarelo ao jogador errado, jogador tocou duas vezes seguidas na cobrança do tiro livre, etc..) deve intervir
imediatamente (bandeira, beep ou até mesmo entrar no campo do jogo). O outro árbitro assistente (ou o árbitro reserva) devem, se necessário, também ajudar em tal caso.
Posicionamentos
Tiro livre perto da área penal
15. Num tiro livre perto da área penal, o árbitro assistente deve posicionar-se na linha com o penúltimo defensor (que controla o impedimento), mas também com consciência da linha do gol. O árbitro deve controlar a bola e a barreira.
Após um impedimento
16. Depois que um tiro livre indireto para o impedimento for assinalado, o árbitro assistente deve, quando possível, posicionar-se na linha com o ponto onde a bola deve ser posicionada para reiniciar o jogo. Deve então, imediatamente, tomar uma posição para controlar a linha do impedimento (em nível com o penúltimo defensor), que é sua prioridade.
Tiro de meta e lançamentos do goleiro
17. Para tiros de meta e quando o goleiro está de posse da bola dentro de sua própria área penal, recomenda-se que as verificações do assistente percebam se a bola está posicionada corretamente ou se o goleiro não cruza os limites da área penal antes de liberar a bola de suas mãos. Isto deve ser feito nas situações convenientes (por exemplo: penúltimo defensor perto da área penal). O controle do impedimento da jogada subseqüente é a prioridade.
Escanteio
18. Para tiros de canto, recomenda-se que o assistente envolvido tome uma posição atrás da bandeira, em linha com a linha de fundo.
Tiro penal
19. Quando um tiro penal é concedido durante o curso normal do jogo, o assistente deve se posicionar na interseção da linha de fundo com a linha da área penal.
20. Para tiros da marca penal para determinar o vencedor de uma partida, um assistente deve se posicionar na interseção da linha de fundo com a linha da área de meta, com o outro assistente controlando os jogadores dentro do círculo central.
Substituição
21. Elas devem ser supervisionadas pelo quarto árbitro em cooperação com o árbitro.
O árbitro assistente não precisa se mover até a linha intermediária.
Manuseio da Bandeira
22. É recomendadado que o árbitro assistente segure a bandeira em sua mão mais próxima do campo de jogo, trocando-a de mãos sempre que muda de direção. Deste modo a bandeira ficará sempre visível ao árbitro.
Nota do Editor: Orientações retiradas do II Seminário para Árbitros Assistentes Internacionais, organizado pelo Comitê de Árbitros da UEFA. Pesquisa feita no Site: www.cartãovermelho.esp.br
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