Os “embaralhos” de minha própria noção. “Bom dia, Acordei e sorri para o céu azul dos seus olhos e pelo verde da grama do verde verão e ri dos grandes rios risonhos trazendo água aos sedentos de alegria”. Mas dormi com seus malditos dragões que sua alma insiste em tirá-los de minha vista, mas não consegue tirar nem de meus pensamentos. Pois então, chore pelo choro de um ladrão que de tanto roubar,foi roubado. Roubaram sua alma que vivia na mais plana altitude que conseguia dentro do fundo de um poço que é o mais perto do céu que este (ladrão) conseguiu chegar. Será que minhas palavras misturadas às palavras de Júlia me modificam ou me fazem sábio? E quem pode dizer se serei sábio ou estulto? Se eu lhe pedir migalhas me dará pão ou as próprias? Qual o tamanho da sua bondade em vista da minha? Porém nunca poderei julgar sua bondade porque esta não é minha. Então, em vez de acordar para este presente, egoísmo humanitário, eu durmo? Em vez de sorrir para as boas coisas que parecem ser as únicas ainda existentes, eu choro? E dentro disso tudo, só meu coração disse e apenas para mim. Ainda que eu já sabendo do que se foi, do que me sucedeu, das minhas raivas, dos meus males, dos meus medos, passarei tudo de novo? Mesmo sabendo que já foi tudo velho, será algo novo? Como posso adivinhar mesmo tendo vivido a mesma coisa que novamente quero viver? Acho que só quero viver novamente com as mesmas pessoas, mas agora é algo diferente, algo mais maduro, algo que eu posso dizer que poderá dar certo. Sei também que só poderei dizer, pois nunca há certeza. Sei que o que é para sempre, sempre acaba. Não sei se tentarei novamente, isso faz cair meus longos cabelos que me parecem imortais aos toques de uma beleza feminina. Aos toques dela, que me trazem meras e poderosas lembranças, boas e ruins, “but” não deixam de ser lembranças. Minhas “dições” e contradições só me dão vontade de tirar dúvidas que crescem a cada letra que aqui escrevo. Minha vida se depara a um ponto que sinto que devo ir ao fundo do mesmo poço de meu amigo ladrão para chegar ao mais alto e celeste topo de uma grandiosidade, que não consigo enxergar nesse momento totalmente instável. Apesar de tudo que escrevo sobre mim, tenho dor em meu coração, não por mim e sim pelos mestres que me ensinam ou ensinavam cada dia que passavam juntos. Esse era um poder de aprendizagem que reconheço só agora no longo fim. Inevitavelmente me atormenta em um vai-e-vem ameaçador as minhas dores que pedem para longe disto ficar, porém nenhum controle elas tem disto. Chego ao fim agora, sabendo que é o começo. Que há uma nova era em minha vida. Um começo de responsabilidade e caráter que me foi confiado. Estarei bem. Só espero que os autores desta responsabilidade e deste caráter também estejam. Espero que você esteja, pois está lendo isso. E eu, o seu aprendiz desejo que mais do que nunca encontre a razão, sendo qual for e deixe de lado toda sanidade que já foi posta sobre a mesa. De Apollo R Marques.