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Na Raça!


Tricampeão da Libertadores. Com os dois jogadores mais talentosos do futebol brasileiro (Neymar e Ganso), com um treinador vencedor e que soube respeitar o estilo da garotada e com um um grupo de jogadores que, sem a genialidade da dupla já mencionada, une experiência (Leo e Edu Dracena), dedicação (Durval e Adriano) e dinâmica unida à versatilidade (Danilo e Arouca). Não há o que contestar. E nem com o fantasma do gol de Estoyanoff, a 10 minutos do fim, o Santos foi fulminado pelo nosso complexo de viralata. Não sentiu o gol, manteve a frieza, não levou nenhum outro susto e correu para o abraço. Não deu sopa ao azar, nem asa à cobra. Pelo contrário: não fez o terceiro gol porque Deus, ou, mais concretamente, Zé Love não quis (com todo respeito ao valente, brigador e dedicado centroavante santista).

 

Decisão decidida no talento e na postura determinada em campo. Mas que virou realidade com o gol de Neymar, antes do segundo minuto da etapa final. Talento mesclado à modernidade. Armação de Ganso, projeção de Arouca, segundo volante, e passe perfeito para a conclusão, de primeira, de Neymar. Sosa ajudou. O domínio ficou ainda mais escancarado e se transformou em delírio na calma de Danilo na jogada do segundo gol. Jogou demais o multi-função. Híbrido de volante, meia e lateral-direito. Sonho de consumo para qualquer treinador.

 

Deu Santos. Na bola, na moral, no talento e até na frieza, ganhou da garra e da mística uruguaia, que, reconheçamos, deve sempre ser respeitada. Venceu porque, simplesmente, é melhor. E está encantado. Em dezembro, se tudo der certo e nenhum Mazembe cruzar ocaminho de Barcelona e Santos, teremos um final arrebatadora de Mundial em Yokohama, Jogo de gigantes. E que ainda nos dará muito assunto, papos interessantes e história, muita história. Que venha logo esse épico.