XXVIII
Eu te amo
como o arrastar de pesadas cadeias
de um fantasma ensandecido.
Eu te amo
com a estupidez
dos que apenas ouvem,
o medo dos que calam
e a inocência dos que aceitam.
Eu te amo
com a arrogância dos que ordenam,
a loucura dos insensatos
(ou a insensatez dos loucos),
a lucidez dos que lutam,
a coragem dos que morrem.
Eu te amo a cada instante
e em tempo algum,
em qualquer parte,
ou em lugar nenhum,
mas, acima de tudo,
eu te amo.