No Granito da Serra da Cabreira

Agra, Serra da Cabreira, 15JUL00



AGRA - SERRA DA CABREIRA

Organização BCG - Bicicletas, Cultura e Gastronomia

Terreno Montanhoso mas pouco técnico.

Distância Total: 34 kms.
Grau de Dificuldade: Médio
Duração Aproximada: 04:00
 

MAPA DO PERCURSO

(aguarde pacientemente o carregamento das imagens)


LOCAIS DE INTERESSE NA INCURSÃO

ALDEIA GRANÍTICA DE AGRA

VACAS BARROSÃS, CAVALOS GARRANOS E CABRAS

CASCATA DA CANDOSA

BOSQUES DE CARVALHO NA SERRA

PRAIA FLUVIAL DE AGRA

NASCENTES DO AVE E PERCURSO PEDESTRE DOS MOINHOS DO AVE

PANORAMA DO ALTO DA SERRA DA CABREIRA (1237 m. alt.)

GASTRONOMIA DA REGIÃO


A ALDEIA TÍPICA DE AGRA

A memória viva do antigo Minho rural está hoje à vista na aldeia de Agra. A exemplar reposição do seu velho ambiente arquitectónico espevita agora o gosto de se vivenciar as épocas áureas da ruralidade minhota, com as ricas casas de lavoura.

Encravada numa das encostas da Serra da Cabreira, na Freguesia de Rossas, concelho de Vieira do Minho, com um estendal de veigas férteis que descem para o Ave, lá, onde este rio quase nasce e corre cristalino, Agra soube tirar bom partido dos dinheiros comunitários do programa "LEADER" quando há anos os donos de casas de pedra velhinha , então devolutas, aceitaram o desafio de as recuperar.

Hoje, a aldeia de Agra é procurada, até demais, por gente de "todas as bandas" de Inverno ou de Verão, principalmente aos fins de semana, as casas enchem-se.

Quando se pergunta aos visitantes pelo que procuram, quando só temos estas casas para lhes oferecer, a resposta é sempre a mesma: "Queremos sossego, calcorrear esses caminhos de cabras, respirar ar puro, viver este silêncio".

Em Agra há muito onde descançar. Aqui o Rio Ave revela mil encantos. As águas precipitam-se por entre penedias, o seu leito embeleza-se como um presépio de árvores pelas margens, ás vezes com ovelhas ou cabras para reforçar o cenário quase Bíblico. Os visitantes podem calcorrear o chamado " Percurso pedestre Moinhos do Ave", um passeio a pé que se faz neste troço do rio, subindo-o desde a Aldeia de Lamedo , por ladeiros que ora acompanhavam o seu leito bucólico.

Agra foi terra de lavradores, com algumas posses, quando ainda havia boas mãos para o amanho das veigas. As suas casas de lavoura, hoje recuperadas para o turismo, são disso testemunho. A Casa dos Martinhos, a casa do Cruzeiro ou a casa de Fundevila, por exemplo, são imóveis bem típicos de morgados.

As suas gentes, recordam com saudade, os tempos das cegadas e das desfolhadas. "Mal se acabasse uma malhada, cantava-se e dançava-se ao som de uma concertina. Era bonito. Agora faltam as mãos e as forças para a lavoura. Mas com o apoio de muita gente envolvida, foi possível através do Agro-Turismo, salvar esta bonita aldeia.

Uma aldeia a merecer uma visita em tempo de férias.

Chegar a Agra, pode parecer uma viagem longa. De Braga ao centro da freguesia de Rossas, concelho de Vieira do Minho, são sempre cerca de 39 Km, mais 7 ou 8 Km até Agra.

Este relato foi retirado de um artigo escrito pelo jornalista Pedro Leitão no Jornal de Notícias

Casas de Turismo Rural - AGRA

Casa Boticas - 253 656 777 - de Joaquim Manuel Gonçalves Alves

Casa do Travassô - 253 656 815 - de Manuel José Pires Fernandes

Casa de Fundevila - 253 656 119 - de Ana Fernandes

Casa do Cruzeiro - 253 656 768 - de Francisco Manuel Martins Fernandes Alves

Casa Velha - 253 657 046 - de Joaquim Martins Gonçalves e Hermínia Gomes Ribeiro Gonçalves

Casa do Santo - 253 656 919 - de Joaquim Fernandes Gonçalves

Casa Branca - 253 656 919 - de António Dias Gonçalves

Casa dos Martinhos - 253 656 331 - de Vitor Manuel Gonçalves Fernandes

Casa do Cabo - 253 656 774 - de José Pereira

(textos by http://www.terravista.pt/baiagatas/2149/index.html/ )


ALGUMAS IMAGENS DA REGIÃO DA SERRA DA CABREIRA

(aguarde pacientemente o carregamento das imagens)

. Abrigo de Montanha

. Cascata na Candosa

. Batida de Caça

. Vista da« Barragem do Ermal

. Manada de Garranos

. Bando de Javalis

. Ponte Romana sobre o Ave junto a Agra

. Vista Aérea de Agra

. Pelourinho de Agra

. Cruzeiro de Agra

. A Casa Rural dos Martinhos em Agra

. As casas graníticas de Agra

 

(photos by http://www.terravista.pt/baiagatas/2149/index.html/ )


COMENTÁRIOS

De: A. Pedro Roque Oliveira <[email protected]>
Para: velocipedia egroup <[email protected]>
Assunto: SERRA DA CABREIRA
Data: Terça-feira, 18 de Julho de 2000 23:12

Ave BCG et alter velocipedicvs epistolae homini,

No fim de semana passado estive no concelho de Vieira do Minho, mais concretamente em S. Lourenço de Agra, freguesia de Rossas, concelho de Vieira do Minho no sopé da maciça Serra da Cabreira, terras de granito no invejável fauna e flora já que se encontra ainda, felizmente, relativamente resguardada de um certo desenvolvimento que teima em arruinar paisagens por
via do turismo de massas.

Desloquei-me aí por duas razões:
. conhecia a região e tinha, há uns anos percorrido, de viatura, alguns troços dos caminhos florestais que ligam o início do Vale do Ave à outra vertente, a da estrada nacional que liga Braga a Vila Pouca de Aguiar com as várias barragens.

. era fácil deslocar a família já que a minha sogra (não sou daqueles que dizem mal da sogra) é natural de Rossas e gosta sempre de aí se deslocar com alguma regularidade.

Para além de tudo isso é uma região particularmente agradável nesta altura do ano contando com uma cultura e uma gastronomia muito ricas (este parágrafo é patrocinado pelo BCG).

Vai daí aproveitei o convite do BCG e instalei o trem na Casa do Travassô na 6.ª à noite e no sábado parti para alcançar com os companheiros do BCG (Artur Nogueira, Pedro Santiago, Miguel "K2" Santiago, "Zé Dragão" e Francisco Nogueira) o cume da serra (Cabreira - 1268 m.).

Tivemos de contar com duas baixas psicológicas de início, de facto Zé Dragão e Francisco Nogueira voltaram para "cuidar do almoço" e foi pena não poderem prosseguir até ao "tecto" (estes dois elementos vão criar o GCB - 1.º gastronomia, 2.º cultura e 3.º bicicletas ;-) .

Curiosamente a subida é bastante suave (o "32" fez o trabalho todo) embora bastante prolongada sendo que a parte final tem muito cascalho (de grandes dimensões, por vezes) e exige uma pedalada mais vigorosa para manter o equilíbrio, de resto a paisagem e o panorama, à medida que íamos subindo assumia uma grandiosidade ímpar.

Cada passeio pelo Portugal profundo mete sempre histórias com vacas (tal como no Covão da Ponte, Estrela - passeio BT) aqui foi uma barrosã que se instalou numa sala de uma casa abandonada na montanha para se proteger das moscas.

O calor era intenso mas felizmente um vento arrefecia o ambiente. Os bosques de carvalhos e choupos com inúmeros fetos em que passam linhas de água que irão constitui o Rio Ave são um espectáculo para os sentidos, para além de que serviram para reagrupar os andamentos e breves pausas por causa do calor.

O melhor estaria guardado para o topo onde as vistas logravam alcançar a zona do Barroso e do Alto Rabagão a NE., o imponente Gerês a N, Vieira, Lanhoso, Braga e até o mar a W. , A Senhora da Graça, e o Alvão a NW e Cabeceiras de Basto a S. .

Tempo de piquenique entre Vacas e onde a cabreira (possivelmente a dona da serra ;-) criava galinhas, patos e, naturalmente, cabras.

Tempo de descer e de testar a famosa "K2". Só vos digo que a "coisa" é uma espécie de "Citroën" do mundo ciclístico tal o conforto e a sensação de segurança a baixar de cota, ainda por cima em terreno propício - DH "clássico" com cotovelos e cascalho grande no chão (felizmente que o teste não foi a subir) quando regressei à "C" parecia que estava a montar num
cavalo de pau mas são, naturalmente, filosofias diferentes (XC e Free Ride).


O episódio seguinte fez-me contactar com a realidade: MS foi ao tapete ("light crash" todavia) porque a K2 transmite tanta confiança a descer que os limites são mais altos em termos de velocidade e a queda pode ser mais frequente (digo eu). Com a minha, tenho que escolher criteriosamente o caminho, não me posso exceder pelo que a velocidade é inferior.

Após a descida era preciso precorrer o estradão florestal a meia encosta até Agra onde a canícula apertou fortemente, sobrevivi a mais um furo na roda traseira, prontamente fixado e ao esgotar da reserva de água (a mania das gramas fez-me levar apenas 1,5 l). felizmente que a água das nascentes do Ave é excelente e bebi-a com sofreguidão (olha se o passeio fosse em Vila do
Conde - teria morrido à sede ;-).

Regressados a Agra tempo de duche e de cozido à portuguesa, na casa dos Martinhos) nem mais, nem menos (talves mais que menos). Até às 18:00 nada mau - bati o recorde - deu até para conhecer um indivíduo a que chamam "Litos" e que é absolutamente impagável - tripeiro de gema (embora adepto do Boavista F.C.).

Há já muito tempo que não tinha um fim de semana assim !

Saudações Virtuais, Virtual Best Regards

António Pedro Roque Oliveira
[email protected]
http://www.geocities.com/caminhos_2000
__O
_-\<,_
(_)/ (_) moderador "Velocipedi@"

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PLANOS FOTOGRÁFICOS DA INCURSÃO BTT

(aguarde pacientemente o carregamento das imagens)

. Partida de Agra pelas 10:00 ainda com os posteriormente "desistentes" Zé "Dragão" e Francisco Nogueira

. Avançando em direcção à Serra

. Carvalho típico da Serra

. Iniciando a ascensão

. Placa de direcção dos caminhos florestais da Serra

. Numa casa abandonada encontram-se os inquilinos mais inesperados ...

. À medida que se ascendia a panorâmica aumentava de interesse ...

. Pedro Sampaio em primeiro plano

. Artur Nogueira também em grande plano

. As vacas barrosãs pastam indiferentes ao calor e aos ciclistas

. Pedro Sampaio atingindo o cume

. Até no "tecto da Serra" haviam vacas

. Numa improvisada mesa de granito Pedro Roque, Artur Nogueira e Miguel "K2" Sampaio

. idem com Pedro Sampaio à esquerda

. Numa Pausa na descida observando o panorama a W. - Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Braga e até, bem ao fundo, o mar.

. The Fabulous Sampaio's Brothers

. Rebanho de mamíferos nomeantes desta Serra

. Artur Nogueira na chegada à Casa dos Martinhos com Vítor Fernandes e esposa, proprietários da casa

( photos BTT by Pedro Roque)

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