"No Oásis Termal de Cabeço de Vide"

Portalegre, Cabeço de Vide, Portalegre, 03SET00



ÉPOCA TERMAL: 2 de Maio a 31 de Outubro

Pequeno mas viçoso oásis em plena campina do Alto Alentejo. Frescura e beleza aliadas a um ambiente de termas, aprazível, tranquilo e acolhedor.
Termas utilizadas desde a ocupação Romana, como comprovam os vestígios de um antigo balneário do tempo de César Augusto (119 a.c.) junto ao pequeno rio represado. Água hipossalina sulfúrea e oxidrilada (Prof. Frausto sa Silva, 1985) com predominância de iões cloreto, sódio, cálcio e ainda apreciável teor de silica. Está indicada por balneoterapia e ingestão, nas doenças do foro osteo-articular (reumatismo), respiratórias (asma, bronquite, sinusite, rinite) e da pele.

INFORMAÇÕES:
Junta de Freguesia de Cabeço de Vide, 7460 Fronteira
Tel: 245 604 206 / 245 604 112
Fax: 245 604 444

(in http://www.rtsm.pt/termas/cabeco.htm)


PORTALEGRE - CABEÇO DE VIDE - PORTALEGRE

Organização - Centro Recreativo e Cultural Ases do Pedal, Portalegre

Terreno pouco acidentado batante seco em alguns locais.

Distância Total: 76kms.
Grau de Dificuldade: Médio
Duração Aproximada: 06:00
 


MAPA DA REGIÃO DO PERCURSO

(aguarde pacientemente o carregamento das imagens)

 


LOCAIS DE INTERESSE NA INCURSÃO

MONTADO NORTE ALENTEJANO

PORTALEGRE, CABEÇO DE VIDE

TERMAS SULFÚREAS


COMENTÁRIOS

De: A. Pedro Roque Oliveira <[email protected]>
Para: velocipedia egroup <[email protected]>
Assunto: No Oásis de Cabeço de Vide
Data: Sexta-feira, 15 de Setembro de 2000 20:34

Ave e-VL,

Quando se gosta de algo, repete-se a dose. É o que se pode afirmar
relativamente aos eventos ciclísticos organizados, lá para as bandas de
Portalegre, pelo Manuel Vilela e os seus pares dos "Ases do Pedal".

Assim sendo, quando recebemos o convite nem pestanejámos. Fomos a correr
consultar o calendário e a agenda e procurámos que nada, nem ninguém
obstaculizasse a nossa deslocação.

Era-nos proposto, desta vez um périplo até às termas sulfúreas de Cabeço de
Vide. Seriam quase 40 kms. de ida e outros tantos de regresso. O interesse
era acrescido uma vez que já havíamos escutado referências elogiosas à sua
piscina / represa (aspecto refrescante a que nos referiremos mais adiante).

Apesar de grande parte do trajecto ser percorrido em auto-estrada, chegar a
Portalegre não é tarefa simples uma vez que 230 kms. têm de ser percorridos
ainda - a saída teve de ser efectuada bem cedo. Como desta vez não existiam
"espanhóis" por quem a organização esperasse fomos mesmo os últimos a
chegar, apesar de não nos termos atrasado relativamente às 09:00 previstas
embora tenha sido, mesmo, chegar e partir.

Tarefa também complicada foi a de estacionar a viatura uma vez que no local
de encontro, a pitoresca Praça da República, se situa a PSP local. Os
lugares "legais" estavam todos preenchidos e os "estacionáveis", apesar de
vagos, estavam ladeados por viaturas grampeadas. Não tivemos outra solução
do que parar um pouco mais afastado junto ao átrio de uma igreja e longe da
visão "autoante" da polícia.

Mal chegamos fomos logo mimoseados com uma T-Shirt do evento com as cores
dos "Ases" e do INATEL e lá fomos, alegremente, de forma condizente com a
meteorologia do dia e que começava a aquecer logo pelas 09:00.

Para aquecer efectuámos um pequeno périplo pela cidade que serviu para
mostrar a pureza das suas linhas (nós cá, que já conhecíamos, recordámos com
agrado).

De referir que o número de participantes era mais restrito relativamente ao
anterior evento (Coudelaria de Alter), sem embargo, o andamento dos
ciclistas era um pouco mais homogéneo, embora , nos reagrupamentos
verificássemos que a cauda se alongava um pouco. também o percurso escolhido
era pouco acidentado. O relevo local é assim mesmo: terras de montado,
pequenos cabeços (os típicos "montes") e muitas ribeiras (desta vez e á
excepções de uma única, bem secas). Assim é fácil de compreender que o ritmo
foi elevado, cortado apenas pelos inevitáveis reagrupamentos e pelo lanche
matutino e da tarde.

Assim sendo optamos por um ritmo moderado. Não faz sentido sprintar como um
perdido para depois ter de estar á espera que o grupo se reuna de novo.
Excepção para as descidas, que apesar de não serem muito longas ou
inclinadas eram algo técnicas e bastante agradáveis de fazer, sobretudo com
a minha novíssima Z4 que nos transmite uma enorme segurança a descer, de tal
forma que não tardou a surgir uma cobra a morder-nos a câmara de ar
traseira.

Contra factos não há argumentos, a partir desse momento e sem segunda
oportunidade de substituição, não nos restou outra solução que não fosse
descer mais moderadamente, não estava nos nossos planos fazer o resto da
incursão no jipe de apoio.

Num passeio com estas características (elevada quilometragem) em início de
época é importante ter o pulso sob controlo para não sermos surpreendido
pelo cansaço no final (o traçado relativamente plano, de resto ajudava este
objectivo). Foi, assim possível circular entre as 130/150 p.p.m. entre
subidas e descidas praticamente sem perder o contacto com a cabeça do grupo.
De referir que a "muleto" esteve perfeitamente à altura dos acontecimentos
tendo até despertado alguma curiosidade dos nossos pares e, houve até quem
injustamente lhe chamasse a "bicicleta da esposa"... Devo referir, todavia,
que apesar desta barbaridade retórica, a referida máquina, para além da sua
brilhante estética, provou ser o tipo de velocípede ideal para este tipo de
traçados: o quadro, embora em alumínio é bastante confortável, ideal para
percursos longos e rolantes, os semi-slick foram uma das melhores invenções
desde a cerveja em lata e o guiador tipo "DH" acrescenta-lhe ainda mais
conforto e manobrabilidade. A eficácia deve-se sobretudo à excelente Z4
(grande compra!) que, em conjunto com o guiador torna qualquer terreno
transponível.

Os inúmeros saltos chegaram até a ser ousados (para alguém que normalmente
rola em "souplesse"). De tal forma que o Paulo Parreira, ao tentar
imitar-nos, entrou sem demora em contacto de terceiro grau com o solo
(circunstância a que não será alheio o comportamento excessivamente
molejante da sua Manitou Magnum R). Este nosso amigo é um sério candidato a
um "casting" de duplos - a forma sempre espectacular com que tomba no solo
não deixa ninguém indiferente!

Como a canícula era forte a chegada às termas de Cabeço de Vide
assemelhou-se, um pouco, à épica chegada da caravana de Lawrence of Arabia
ao oásis, e que oásis, quer pela beleza e pitoresco do local, quer,
sobretudo, pela piscina / represa de água fresca. Só foi pena o acto
ablativo ser abreviado pelo horário apertado e não podermos desfrutar mais
daquele plano de água. De resto o quadro era até um pouco nostálgico - os
ciclistas que optaram por se banharem em "traje de lycra" surgiam aos olhos
dos locais como uma espécie de grupo balnear da "belle epoque" devido ao
calções de alças (uma espécie de levantadores de peso circenses que nunca
dispensam uma boa gargalhada) nós, evidentemente, não dispensamos os nossos
"speedo" mais adequados às circunstâncias (o hábito também faz o monge!).

Não se depreenda das nossas palavras que, apesar da detente balnear o almoço
estava já garantido, longe disso, era ainda necessário subir ao cimo do
cabeço que dá o nome a Vide para visitar a zona histórica. Neste caso não
tivemos outra alternativa senão esquecer o pulso e empenharmo-nos,
seriamente, naquela subida. e que subida, daquelas que vão aumentando a
inclinação e a degradação do piso (e neste dia a temperatura) à medida que
trepamos pelo que a chegada ao topo foi ainda mais aliviante do que a
anterior à piscina!

Seguiu-se a visita cultural á Igreja Matriz durante a qual a bolacha
"Muesli" e a água se "sacralizaram", respevtivamente, em hóstia e água
benta tendo introduzido um toque espiritual à nossa incursão bem necessário
antes do já merecido almoço. Restava apenas descer para o garantir e só
então demos conta do que havíamos subido, a descida tinha um grau de
inclinação incrível!

No restaurante finalmente! A visão de uma mesa posta à nossa espera é sempre
agradável, sobretudo após quase 40 kms. O dono do estabelecimento não estava
habituado a servir ciclistas porque o ritmo de processamento da mastigação e
deglutição era claramente superior ao rendimento da copa pelo que teve de
haver um empenho extraordinário do "staff" para que o fornecimento logístico
do lombo de porco pudesse estar à altura das circunstâncias.

Serviu este período, para além da incontornável renovação energética, para
conviver com os nossos pares. Na circunstância o "populae eborensis" os
nossos companheiros virtuais da "Velocipedia" - Cláudio Nogueira (o tal que
sendo do Sul afinal é do Norte) e o Luís Pegado, para além do Eduardo
Oliveira (o homem que desafiou o ELF Adventure no Ceará).

No "defeso" digestivo aproveitamos para praticar alguns jogos regionais com
especial ênfase para o jogo da corda no qual os casados provaram, que apesar
de tudo, ainda são os mais fortes. Além disso tomámos contacto com um
curioso espécime botânico - uma árvore que tinha como fruto uma bicicleta!
Optamos também por repetir a ablução na piscina, desta vez sem companhia.

O regresso acabou por ser semelhante à ida, só que, desta vez, sem furos.
Pior mesmo foi só a chegada a Portalegre, é que ao fim de 75 kms. aquela
subida, ainda para mais em início de época, foi um pouco complicada,
sobretudo quando estávamos apostados a não descontrolar o pulso.

E assim terminou mais uma aventura lá para os lados de Portalegre. Escusado
será dizer que ficamos a aguardar a próxima iniciativa dos ases.

¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤º°`°º¤ø¤º°`°º¤ø,¸¸,ø¤

Saudações Virtuais, Virtual Best Regards

António Pedro Roque Oliveira
[email protected]
http://www.geocities.com/caminhos_2000
__O
_-\<,_
(_)/ (_) moderador "Velocipedi@"


PLANOS FOTOGRÁFICOS DA INCURSÃO BTT

(aguarde pacientemente o carregamento das imagens)

hhhhh

 

Concentração pelas 08:30 nas Praça da República em Portalegre...

Desfilando tranquilamente em Portalegre...

Alternado a sombra com o sol pelo montado...

Rolando ao Sol...

Ao sol e ao pó...

Ultrapassando o jipe...

Alguns divertidos saltos...

Cruzando a única Ribeira e identificando ois tipos de ciclistas conforme a sua atracção/repulsão pela água...

O nosso duplo (PP) à sombra ...

LP rolando em grande estilo...

Pausa para reagrupamento ...

Eduardo Oliveira ...

LP cada vez mais fotogénico...

LP2 (esquerda) e CN (direita)...

PP e LP descansando à sombra...

As máquinas de XC descansando (cadê as Full Suspension ? ;-)

A equilibrada "muleto" Sintesi Hale-Boop do autor destas linhas injustamente apelidada de "bicicleta da esposa"...

CN e LP2 á sombra do confessionário na zona histórica de Cabeço de Vide...

O momento mais aguardado, ...

Espectacular mergulho do autor destas linhas, atente-se nos modelos de "maillot de bain" ao melhor estilo da belle epoque...

Ensaio para mergulho sincronizado...

"Tag of War", os casados jogam e ganham...

Bizarro exemplar botânico do jardim das Termas...

Balneário improvisado no final ...

( photos MTB by PR and Amigos do Pedal)

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