Hey, I'm back...
'...and even when we're miles and miles apart you're still holding all of my heart.'









E s� em v�-la partindo assim, daquele jeito� Aquela cena n�o sai mais da minha cabe�a, ela n�o sai mais da minha cabe�a. Cada toque, cada beijo... n�o sai da minha cabe�a.

J� se passou um ano...
Um ano sem noticias.
Um ano sem v�-la.
Um ano sem toca-la.
Um ano sem saber NADA sobre ela.

E a cada dia que passa, eu s� consigo pensar mais e mais nela, gostar mais dela.
Isso at� chega a me fazer mal sabe? Saber que ela ta me controlando, mesmo n�o estando aqui comigo. Ela sempre teve esse poder, �... sempre teve... e o pior de tudo: eu gostava.

Ah! E lembra a nossa banda? Pois�, acabou que deu certo, a gente fez tanto sucesso que n�o tinha mais tempo nem pra arrumar malas, tinha que mandar algu�m comprar alguma roupa pra usar no show do dia... J� chegamos a ter em m�dia, 3 shows por dia. Eu amo essa banda, amo mesmo. N�o importa, amo o que fa�o. Amo tanto quanto...

J� sofri tanto por causa dela que at� j� passei fome, tentei at� suic�dio.
Ah meo, tu deve ta se perguntando... porque tu ta assim t�o revoltado?
Eu te explico muito bem o por que, e a� voc� vai sentir pena de mim, por ter sido t�o est�pido e t�o idiota, a ponto o suficiente.. de gostar de algu�m que s� te faz sofrer.

Sim... eu namorei com a , foram os melhores dias da minha vida... e tamb�m foram os mais curtos da minha vida.. logo ela teve que partir pro Brasil. E a� voc� me pergunta: ta e a�?
E a� que depois de um m�s com a gente se falando por Internet, telefone e cartas, ela diz que n�o quer mais. Que acha que n�o pode desperdi�ar o tempo que ela ainda tem lembrando/vivendo coisas do passado. E que ACHA, veja bem, acha, que est� gostando de outro cara.
Provavelmente um puto brasileiro que vai pra balada todo dia encher a cara.
E a� voc� pergunta de novo: e o que tu fez?
E eu respondo a ti meu caro... chorei. Sim, eu chorei ao escutar ela falando aquilo... chorei como uma crian�a quando perde um brinquedo, chorei... chorei como um apaixonado. E o que ela fez? Bem, ela apenas disse: �Desculpe, n�o era minha intens�o te magoar� e desligou o telefone.
Se n�o era a INTENS�O, voc� n�o sabe NADA.


Comovente n�o acha? O modo como ela me tortura... sim, claro que sim, ELA pode. E sabe o qu� mais?! Eu deixo, sinto prazer em t�-la me torturando... e aos poucos me vejo definhando dessa porcaria chamada amor.

Chega de falar dessa maldita...

Meus irm�os e eu estamos entrando de f�rias, �... daquela banda em que eu comentei, Jonas Brothers, voc� deve ta lembrado, � o come�o do meu passado, do meu passado/presente. E � nessas horas que eu tive que concordar/deixar a continuar a vida. Ela sim, � que est� certa em n�o querer viver mais no passado.

Bem, e agora que n�s estamos de f�rias nada melhor do que descansar, sair por a�, dormir e comer n�o � mesmo? Tendo a companhia dos meus irm�os que s�o tudo na minha vida, estou feito da vida. Assim eu poderia esquec�-la de uma vez. �... imagino bem o que voc� deve estar pensando: poxa, voc� n�o fica dizendo que vai parar de falar dela, esquecer de uma vez por todas? Exato meu caro... agora, COMO? Me diga onde se consegue que eu fa�o QUALQUER COISA, veja bem, qualquer coisa pra conseguir isso.

Mais isso n�o importa pra voc� n�o � mesmo? Voc� n�o se importa com o que eu penso ou deixo de pensar e a� eu digo: voc� � que est� certo.

- , vem logo... anda, a mam�e ta te chamando pro jantar a meia hora! � Frankie abriu a porta, eu n�o consegui v�-lo direito por causa do tamanho... mais me aborreci por ele ter me tirado dos meus profundos pensamentos sem fim.

Me levantei, baguncei o cabelo de Frankie � ele n�o gosta nada disso � e segui at� a sala de jantar onde, provavelmente, meus pais est�o me esperando para come�ar a comer.

O jantar foi... normal, como sempre �. Pedi licen�a � todos e me levantei da mesa, levando meu prato at� a lava-lou�as que minha m�e ganhou da minha av� de casamento, o que ela diz que ir� guardar pra vida toda.

- querido � minha m�e me chamou com a sua doce voz � leve o lixo pra fora, por favor j� que voc� j� terminou sua janta. � Concordei com a cabe�a sem nem mesmo olhar pra ela e caminhei de volta para a cozinha apanhar o lixo.

Sa� pela porta dos fundos e me dirigi at� as latas de lixo da vizinhan�a, assobiando uma m�sica qualquer que estava na minha cabe�a.

- Eu n�o sabia que voc� gostava de McFly... � sim, ela... parada na minha frente de bra�os cruzados, com um sorriso ironico estampado no rosto.


- Hunrum � murmurei algo, sim... era McFly, a banda preferida dela, a que ela sempre cantarolava no meu ouvido.
- Voc� n�o gosta de McFly Jonas...
- Se eu gosto ou n�o isso � problema meu voc� n�o acha? � fui grosso com ela, ela bem que merece.
- Ok, me desculpe ... n�o quis ofende-lo. Voc� ainda ta chateado comigo?
- Por que eu me importaria com voc�? E do que voc� est� falando? � me fiz de desentendido, eu sabia muito bem do que ela estava falando e eu realmente estava com raiva dela.
- Voc�... realmente n�o sabe? � ela me olhou assustada, ponto pra mim.
- N�o... desculpa , eu tenho que entrar. � me virei e entrei em casa.
- ... espera! � ela segurou meu bra�o e eu virei. Vendo que em seu rosto algumas lagrimas caiam e eu n�o entendia o porque... ela estava se sentindo culpada?
- O que voc� quer?
- Eu precisava de voc� . � ela me olhou piedosa.
- Agora voc� precisa de mim? Pra qu�? Pra depois ir embora e me ligar dizendo que encontrou outra pessoa? Me deixar aqui sem noticias nem nada, nem sequer um: me desculpe... NADA!
- E....
- Cala a boca que agora voc� vai escutar TUDO o que eu tenho a dizer. � larguei a m�o dela do meu bra�o e disse secamente com o dedo na cara dela � voc� n�o se importou em saber como eu ficaria, nem eu como eu estou. Bem, olhe bem... estou um LIXO! Eu n�o vivo mais , voc� pode achar at� que isso � rid�culo, PARAB�NS! Voc� tem raz�o, eu sou um rid�culo. Mais desculpa se eu sou um apaixonado? E agora voc� que termina comigo dizendo que achou outro chega com a cara mais rid�cula do mundo perguntando se eu gosto de McFly?! Quem voc� pensa que � ? Voc� ainda tem que sofrer muito na vida n�o � mesmo? Cresce garota, olha... eu n�o vou mais ficar aqui...
- Meus pais morreram .
- ...escutando suas historinhas ridiculas de como e por que voc� ta aqui!
- ...
- O QUE �? � ela j� chorava, solu�ava.
- Meus pais morreram... � ela abaixou a cabe�a e chorou baixinho.


Entrei em casa e a deixei ali. Voc� deve estar com pena dela n�o � mesmo? N�O IMPORTO COM O QUE VOC� PENSA! N�o quero saber como ela est� e nem como vai estar. Ela merece sofrer, merece sofrer como eu sofri. Se voc� est� me achando um idiota e um rid�culo, prazer sou idiota e rid�culo.
Passei pela sala e minha fam�lia ainda estava sentada conversando.

- querido, voc� ta andando com o lixo pela casa? Vai deixar a casa com esse cheiro horr�vel meu bem. � droga, nem me lembrei de jogar o lixo fora.
- Eu... eu esqueci m�e! � dei meia volta e voltei para a cozinha, o que deu tempo suficiente em escutar um de meus irm�os comentando: �Ele ainda deve estar pensando na � mais que merda hein?! Que � que voc�s sempre tem que tocar no nome dessa garota? Eu... eu quero encontr�-la l� fora, e quando eu a encontrar vou colocar tudo pra fora! N�o importa, ela tem que ouvir. Essa menina fresca e vulgar.

Abri a porta calmo � embora eu n�o estivesse nem um pouco - indo em dire��o as latas de lixo novamente, olhava reto, sem olhar para os lados para caso, ELA, esteja por ali n�o pensar que estou � procurando.

- , por que voc� fez isso? � Senti algu�m puxar, sei que � a , pela camisa azul de manga longa que eu usava e falar baixinho.
- Oi, ent�o... em que posso ajudar? � fingi que nem a conhecia e que era um vendedor de loja de mat�rias de constru��o.
- , DEIXA DE SER IDIOTA! VOC� PARECE UMA CRIANCINHA INFANTIL SABIA? VOC� N�O CRESCE MESMO N�O �?! VOC� ACHA QUE EU VOLTEI PRA C� PORQUE? PRA TE ESCLARECER TUDO! � ela for�ava a voz gritando e logo come�ou a chorar � mais... eu vejo que n�o valeu a pena eu ter voltado, porque voc� mudou! N�o � mais o gentil e amoroso. Agora voc� � o mesmo de antes, o que me julga sem saber de nada! O que me maltrata, o que me magoa, o idiota e infantil. E desse , eu j� estou cansada. Eu n�o sentia a MINIMA falta desse. Se algum dia, eu poder ter o meu de volta, me avise que a� sim, poderemos conversar... � ela virou e fez men��o de ir embora.
- E quem � voc� pra me falar de julgar? De sentir falta? De mudar? � joguei bruscamente o lixo numa lata qualquer e puxei o bra�o dela a olhando com raiva � voc� , voc� me deixou sem nenhuma explica��o, voc� me deixou sem noticias durante um ano! O ano mais duro e mais longo que eu j� tive! O mais frio e sombrio.
- , falando assim... at� parece que voc� sentiu saudades de mim! Eu mandei v�rias cartas, e-mails, at� telefonei v�rias vezes mais voc� nunca atendia o celular.
- Engra�ado, que eu nunca recebi nada disso! Voc� n�o me engana , n�o engana mais ningu�m. Eu n�o sei porque eu ainda perco meu tempo com voc�, que s� ta me fazendo sofrer mais.
- Porque voc� ta me chamando pelo nome?
- Porque s�o para idiotas que gostam de voc�!
- PARA DE FALAR ASSIM! � ela deixou mais algumas lagrimas ca�rem.
- N�o , eu n�o paro! Olha, se voc� tiver uma explica��o MUITO boa... eu posso at� tentar te escutar, j� que aqui em casa ta um t�dio e eu n�o escuto uma boa fic��o a muito tempo. Mais caso seja algo bem rid�culo, o que provavelmente SER�, eu volto pra minha casa mesmo!
- N�o te entendo ... porque toda essa raiva? PORQUE?
- Porque? Deixa eu refrescar sua mem�ria: �Oi , ent�o eu to gostando de outro cara, n�o quero mais viver no passado, tchau.� Isso n�o te lembra alguma coisa? � resolvi me sentar no degrau que tinha perto da porta dos fundos de minha casa, me acompanhou com o olhar e depois de alguns segundos me olhando fixamente fez o mesmo.
- , me escuta � ela segurou minhas m�os, as m�os dela por mais geladas e suadas que estivessem tinha a maciez de sempre � eu, eu s� queria te deixar viver sua vida! Voc� acha que eu n�o sinto sua falta? � tudo que eu fa�o nos 7 dias da semana, nas 24 horas, nos 86400 segundos do dia, s� o que eu fa�o... � pensar em voc�, em como voc� est�, no que voc� est� fazendo, se voc� pensa em mim...
- OL...
- Eu te deixei, porque sabia que voc� estava come�ando a se envolver com a banda... e querendo ou n�o voc� teria que me deixar como segundo ou at� terceiro plano da sua vida. E com a morte dos meus pais, te deixando eu j� poderia superar algo, ter logo momentos tristes de uma s� vez, sofrer logo o que eu tinha que sofrer. Eu sabia o quanto a banda era importante pra voc�, que voc� gosta, AMA o que faz! E que aos poucos n�s �amos nos separar, ficar�amos mais longe ainda um do outro. E isso iria doer mais e mais em mim, e doeria muito mais do que que j� est� doendo. Eu te amo , eu sempre te amei. E eu achei, que te deixando logo, eu te esqueceria de uma vez. De alguma forma, algum dia, algum m�s, algum ano, de algum modo, eu te esqueceria. Mas, esse dia, infelizmente, ainda n�o chegou. � ela abaixou a cabe�a e fitou os p�s.

Ficamos alguns mil�simos sem ao menos nos olhar. Como assim ela ainda me amava e mentiu pra mim esse tempo todo?!
Corri. �, eu corri, eu adoro fazer isso. Adoro deixar meu corpo malhado. A quem eu estou querendo enganar, � claro que eu corri pra n�o ter que olhar mais na cara da ... eu n�o sei o que falar, o que eu vou falar.
- Ah, n�o , besteira. A gente fica de bem e troca algumas cartas de Magic.
N�o, isso n�o! Eu j� n�o sei mais o que fazer! N�o sei mesmo.

Fiquei mais um tempo correndo, at� cansar e meu rosto ficar bem... molhado devido a quantidade de suor que nele havia. Estava tudo escuro, por j� ser um pouco tarde da noite. Por mais que eu conhecesse aquela cidade com a palma de minha m�o, ela parecia bem assustadora quando escura. Eu pensei em ir at� o parque, mais esses s�o os lugares mais prov�veis onde os policiais acionados pelos pais v�o nos procurar. Ainda mais minha m�e, que n�o deixa nem eu ir no nosso vizinho pedir um pouco de a��car que ela mesma pediu e ela j� fica correndo em c�rculos pela casa dizendo que eu fui seq�estrado.
Tudo bem, eu n�o reclamo. Me sinto muito importante com toda essa preocupa��o da minha m�e, ela me ama e isso basta.
Resolvi andar mais um pouco e parar em algum lugar bem deserto. Acho que pelo hor�rio, n�o irei encontrar f�s loucas, n�o � mesmo?! Ah n�o ser que seja uma daquelas que bebem muita pinga pela noite e saem pra rodar bolsinha por a�. Mais essas eu n�o me preocupo muito, elas n�o conseguem me reconhecer pela bebida mesmo...

Depois de ficar quase uma hora andando sem rumo, dobrando em ruas que eu nem olhar para o nome delas olhava e apenas chutar uma pedra imaginaria e n�o pensar em absolutamente nada, eu resolvi parar em uma arvore �deserta� que havia em uma rua. Que pelo visto estava em constru��o e carros n�o podiam fazer o trafego por l�.
Me sentei embaixo dela e escorreguei a cabe�a para o lado, imaginando o que a poderia estar fazendo agora. E se eu fugir foi o certo.
Fugir � sempre o melhor rem�dio n�o �?! Sei l� n�... pelo menos eu quero pensar um pouco. Quem n�o ficaria confuso depois de receber uma noticia dessas?
Pra mim... que seria apenas mais um dia entediante e normal, ta parecendo mais com um filme de romance, s� que no caso eu sou a garota...
Tanto faz, eu sempre me sinto a mulher da rela��o... E ela at� gostam dessa minha sensibilidade. �... com tanta mulher nesse mundo, a que me faz a cabe�a � logo a mais complicada.


E eu me encontro pensando nas possibilidades de como seria minha vida se eu n�o tivesse conhecido a . N�o seria a mesma!
Poxa, na verdade eu n�o consigo imaginar minha vida sem a , a gente se conhece desde as fraldas do Frankie. Meio imposs�vel eu pensar em n�o t�-la conhecido.
Eu poderia muito bem, s� n�o ter me apaixonado por aquele rostinho lindo dela. Que me fez ficar louco s� em v�-la machucada e o cuidando dela, por mais que eu tenha minhas qualidades, os meus piores defeitos s�o inseguran�a e ci�mes. Quer saber s� de uma coisa? Eu vou voltar praquela porra e vou falar com a .

(...)

Fui andando, ensaiando discursos de como eu chegaria falando com ela, e tamb�m tentando imaginar qual seria a rea��o dela, ao descobrir que eu j� cheguei a suic�dio por ela. Ser� que ela vai reagir bem? Acho que n�o n�, nem eu mesmo acredito que fiz isso, ainda mais ela, que sempre fez as coisas certas por mais imposs�veis que pare�am.
Eu j� imaginei filhos com ela, j� imaginei n�s juntos nos casando. E isso parece historias de romance, que eu nem sei se o final ir� ser t�o feliz assim. E eu pare�o um daqueles adolescentes revoltados que querem se matar por ter um amor n�o correspondido, mais que no final descobrem que era correspondido. Acho que esse � o problema das pessoas, s�o precipitadas demais e acabam tomando conclus�es inesperadas, sem nem saber das respostas para a sua perguntas.

Avistei minha casa e fui chegando por tr�s, onde eu esperava encontrar a por ali, e por favor que ela esteja. Ia andando a passos lentos, por mais ansioso que eu estava em falar, eu estava nervoso com a rea��o que ela teria.
O que talvez n�o seja boa...

- , porque voc� saiu?
- Ahn, err... m�e, oi � sorri nervoso.
- Voc� s� precisava colocar o lixo fora , onde voc� se meteu? Isso s�o horas de se sair por a� sozinho.
- Mas...
- SEM MAIS! Voc� pode ter 16, 19, 21 anos (n/a: se passou um ano ne? Ent�o eu aumentei caso voc� tenha usado um dos Jonas) n�o importa voc� ainda n�o pode sair de casa sem me avisar, se tivesse acontecido...
- N�O ACONTECEU NADA M�E! QUE SACO! � entrei pelas portas do fundo e subi as escadas pisando forte.


Por que em TUDO os pais tem que se meter? Tudo bem, olha... se voc� � do tipo que �defende� as opini�es dos pais, te respeito tudo bem?!
Mais pelo menos, minha m�e, tem que questionar todas as minhas atitudes, tudo o que eu fa�o. Por mais que seja para me proteger, ela SEMPRE, veja bem, SEMPRE questiona tudo o que eu fa�o. E o pior que minha cabe�a ta girando e girando, eu n�o consigo pensar em outra coisa a n�o ser na . Porque ela saiu de l�? Por que?

(...)

- Hey , acorda seu vagabundo.. a gente tem que encontrar o pessoal da produ��o anda! Acorda logo antes que eu pule em cima de voc�. � me balan�ava freneticamente, gritando em meu ouvido.
- J� ENTENDI! Cad� o , vai acordar ele primeiro, saco! � tirei as m�os dele de mim e me cobri com as cobertas.
- Ele j� est� l� em baixo com o Big Rob esperando a sua BOA VONTADE DE LEVANTAR A BUNDA DA CAMA E SE ARRUMAR! ACORDA LOGO � ele abaixou o tom de voz � antes que eu conte pra TODO mundo, que a voltou e que voc� transou com ela por isso voc� sumiu ontem a noite. � Joe fez cara de mal (?)
- Voc� n�o faria isso � me assustei completamente � eu n�o fiz isso, voc� estaria mentindo, que � isso, n�o inventa nada. O_O
- CARACA MANO, PRECISAVA TER VISTO SUA CASA � gargalhou bem alto e p�s a m�o na barriga inclinando a cabe�a pra tr�s � ai ai, vai logo se arrumar porque eu diria que, depois dessa... voc� n�o dorme. � ele deu tapinhas nas minhas costas e saiu rindo do meu quarto.

Me levantei da cama, arrastando at� a porta do banheiro e passando as m�os pelo meu cabelo, bocejando.

- Tudo bem, � por uma boa causa � eu falava pra mim mesmo � estamos s� indo resolver as f�rias, relaxa..

Tomei um banho bem r�pido e me arrumei mais r�pido ainda. Desci e todos j� estavam embaixo impacientes me esperando.

- Ah n�o.. nada disso, voc� vai comer primeiro antes de sair. � minha m�e p�s a m�o no meu ombro.
- N�o se preocupa m�e, eu como isso no caminho. � peguei uma ma�� que estava numa cestinha em cima da mesa. Minha m�e olhou como se n�o tivesse gostado, mais depois sorriu.

(...)

- Nem acredito, f�rias! � entrou em casa com os bra�os levantados.
- Nossa, nem eu... � concordou imitando o .
- Tanto faz. � fechei a porta e me joguei no sof�.
- Ah fala serio , vai ficar com essa cara de idiota �?! � me afastou e sentou num espa�o que ainda tinha no sof�.
- � ... � se sentou no ch�o, de frente para o sof� � conta pra gente, � a que ta te deixando assim, o que voc�s fizeram dessa vez?

Contei tudo o que tinha acontecido, desde a parte em que eu abri a porta dos fundos deixar o lixo fora at� a parte em que eu cheguei e encontrei minha m�e ao inv�s da .

- Como voc� � burro , c�us! � jogou uma almofada em mim.
- Por que voc� n�o desculpou ela? Agora voc� � o errado sabia? � falava.
- E fugiu feito um viadinho... n�o vamos esquecer desse detalhe! � riu ap�s da pr�pria �piada�.
- Voc�s me ajudam MUITO sabia? Voc�s s�o demais! � falei sorrindo ironicamente pra eles.
- Ah , eu falei com a ... hoje. � virou pra mim e disse serio.
- ONDE? O QUE? COMO? QUANDO?
- Ela veio aqui em casa, de manh�.. voc� estava dormindo, na verdade o foi te acordar enquanto eu conversava com ela aqui na sala! - , n�o acredito que voc� n�o me disse que ela estava aqui! � me levantei e fui em dira��o a ele.
- E o que voc� iria fazer? Fugir de novo?


- Eu, eu n�o sei... � balancei a cabe�a e abaixei fitando os p�s.
- Olha ... prometi a ela que n�o te diria isso, mais... ela est�.. ela est� no aeroporto. Tentando arranjar um v�o pra Londres. � falava com a m�o sobre meu ombro e s� observava.

- COMO ASSIM? � corri pra janela e olhava a cidade, meus olhos encheram de lagrima e eu n�o queria que eles notassem aquilo.
- Ela pensava que podia se acertar com voc�, que voc� a compreendesse, mais... n�o foi o que voc� fez... � continuava falando.
- Al�m do mas, esse � o sonho dela n�o �?! Estudar em Londres, conhecer coisas novas. � continuou.
- Mesmo que seja longe de voc�.. � me virei para eles. - Palavras dela. � levantou as duas m�os como se n�o fosse �culpado�.

- E o que eu devia fazer? � fiz a �nica pergunta que me veio a cabe�a.
- O que? , pelo amor de Deus, o que tem na sua cabe�a? � me olhou seriamente.
- Certo... � balancei a cabe�a concordando, nervoso e sa� de casa, correndo.

~ Narra��o em terceira pessoa ~

saiu correndo pelas ruas, procurando algum t�xi, o que parecia bem in�til pra ele. Que pensava onde todos os t�xis daquela cidade tinham se metido na hora em que ele mais precisava de UM, somente UM.
Parou e colocou as m�os sobre o joelho, respirando com dificuldade... correr nunca foi seu forte, embora ele gostasse de correr. Via carros de todos os tipos, todas as cores, mais nenhum com aquela cor amarela e uma pequena placa em cima com...

- TAXIIIII! �gritou desesperadamente ao ver o t�o esperado carro amarelo. � aeroporto, r�pido, corre como nunca correu na vida, pago tudo que for preciso. � ele falava ofegante e batendo freneticamente no banco da frente.
- Eu j� entendi que � pra ir r�pido tudo bem? E vai ficar tudo bem, o transito ta muito tranq�ilo, n�o ta muito mov...
- DIRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIGE! � ele gritou e o taxista ligou o carro e acelerou.

- Pronto, aeroporto.
- toamqi � falou algo parecido, entregou uns 100 d�lares pro taxista � tirou as c�dulas sem nem olhar e entregou � que sorriu triunfante com as lindas notas.

Entrou no aeroporto, olhando para os lados, desesperado, procurando por ..
- Oi, �... com licen�a, onde fica os v�os? � perguntou pra alguma balconista.
- Olha, os v�os eu n�o sei, mais os avi�es eu posso te mostrar. � ela tinha uma voz de metida e riu da pr�pria 'piada'.
- Obrigada por nada. � se virou e olhou para os lados novamente.

Notou que ficar ali olhando pros lados n�o ia adiantar de nada, resolveu procurar pelo aeroporto, em todos os cantos.. ela n�o poderia sumir assim, n�o agora.
Andava em passos r�pidos, n�o podia perder tempo.. Olhava em todos os �ngulos, at� pra cima, poderia encontr�-la no andar de cima, claro. Passou pela pra�a de alimenta��o, pelas lojas de conveni�ncia, por alguns bancos, por pequenos balc�es, por filas enormes, banheiros.

Resolveu continuar, o aeroporto era grande, ainda tinha alguma esperan�a de encontr�-la ali. Como ele se sentia burro, como ele se sentia s�, naquela multid�o de pessoas que ele n�o conhecia, como queria ver a sua menina por ali, aquele lindo rostinho no meio de todos, queria poder toc�-la, n�o saber onde ela estava o fazia pensar mais e mais em como ela estaria, no meio de tantas pessoas.. Ele precisava dela, precisava mesmo.

Passava apressado olhando pra tudo ao seu redor.. at� que... at� que viu, viu aquele rosto que tanto queria ver, em que tanto queria falar a verdade, e pedir desculpa por todas as idiotices e mentiras que falou.

- ?
- ? � ela olhou assustada, n�o o esperava ali.
- olha, eu... nem sei por onde come�ar, olha...
- N�o , n�o precisa... eu entendo o porque voc� ter ficado com raiva, tudo bem.. � ela olhou diretamente nos olhos dele, e ele p�de ver que n�o tinha sinceridade naquilo que ela dizia.
- , olha... eu que tenho que te pedir desculpas, eu nunca consegui ser bom o suficiente pra voc�, eu sempre fui inseguro, eu sempre te tratei mal, eu s� consegui realmente demonstrar quando eu senti que ia te perder... e aqui estou eu, de novo.. mostrando o quanto eu te amo, quando eu sinto que vou te perder. Eu n�o quero te perder mais uma vez, n�o desta vez, n�o agora que eu posso te ter aqui comigo... eu fiquei um ano sem voc�, olha... a partir do momento em que eu te conheci ali, pequenininha minha vida come�ou, e voc� fez parte dela, eu te via todos os dias, mesmo que n�o nos fal�ssemos eu te via, e isso me fazia sentir bem, eu podia saber como voc� estava s� em olhar pra voc�, em ver voc� sorrindo. Eu fingia que eu n�o me importava com voc�, mais era s� isso que eu fazia... Quando a gente come�ou a namorar, logo depois que eu voltei, eu me sentia novo, eu me sentia o cara mais feliz do mundo, quando eu te tinha ali nos meus bra�os, e eu pensei que aquilo seria pra sempre... que eu podia te ter pra sempre, mesmo que o pra sempre n�o exista.
- ? � ela j� estava com os olhos marejados.
- E eu nunca pensei que eu sentiria tanto a sua falta, eu acho que esse foi o ano mais dif�cil pra mim. Sabendo que eu n�o te tinha ali comigo, que eu n�o tinha noticias de voc�. E que n�s est�vamos vivendo uma mentira! Porque eu sei que voc� me ama, e que isso tudo ainda n�o acabou. E eu sei, que por mais que seja seu sonho ir pra Londres...
- N�o.. � ela sorriu verdadeiramente pra ele e se levantou � ele j� est� acontecendo.. Tudo o que eu mais queria era que a gente se acertasse de uma vez, e nunca mais deixar de se ver. E meu mundo tinha acabado ali quando voc� saiu e me deixou... e eu entendia o porque de voc� ter fugido, eu menti, n�s mentimos... durante muito tempo. Mais...
- Nada mais importa agora.- ele segurou delicadamente o rosto dela com as duas m�os e encostou os l�bios quentes nos dela.
Pra eles, os 365 dias tinham valido a pena, s� naquele momento, s� em um sentir o calor do corpo do outro.

(...)

- Olha, n�o entendo voc�s ok? � gargalhava alto.
- EU VOU, EU TO GANHANDO VAI! � gritava com .
- N�O T� NADA, EU QUE T�! � apertava todos os bot�es do controle do v�deo-game.
- Sinceramente, meus irm�os tem s�rios problemas.. � riu.
- Eu n�o acho, gosto do jeito deles. � olhou pra ele.
- Ai gosta �? Olha aqui, n�o estou gostando nada nada disso viu Dona ? � ele fez cosquinhas na barriga dela que ria muito alto.
- Ow pandinhas, parou ae n�? � falava olhando fixamente pro jogo.
- Presta aten��o no jogo �! � jogou uma almofada na dire��o de .
- TU QUER GUERRA �? � gritou ao sentir a almofada nele.
- COOOOOOOOOOOOOOORRE! � puxou que gargalhava da cara dos meninos.

trancou a porta do quarto e os irm�os come�aram a bater.
- ... esse � o nosso fim.. � ele fingiu que chorava.
- Sabe, o fim as vezes n�o � t�o ruim... � ela ainda ria do namorado.
- � eu imagino, n�o esse fim... � ele tamb�m riu.
- �, digo... nem todo fim � ruim... veja n�s por exemplo. O nosso fim n�o � dos piores. � ela se sentou na cama.
- Que fim ? � ele a seguiu com o olhar.
- Hey, cad� o Junior? � ela soltou uma risadinha.
- Foi atropelado. � ele abaixou a cabe�a,se sentindo culpado.
- Bom, o fim dele, definitivamente n�o foi bom.. � ela tamb�m abaixou a cabe�a.
- Mais... nossa historia n�o acabou.. � ele levantou o queixo dela e sorriu.
- Claro que n�o... a gente n�o passou por tudo isso pra n�o terminarmos juntos.
- E quem foi que disse que acabou? � ele deu um beijo estalado na sua menina.



n/a: Acabou-se o que era douce -q
ent�o gente, eu espero que voc�s tenham gostado ok? *---*
BRIGADA POR TUDO <3
BEEEIJO! :*
Carol Broto/Alisheys Gata/ Bisha diva (L)



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