Enxaqueca

 

 

 

Por ser uma cefaléia muito incômoda e que atinge um grande número de jovens é interessante falarmos um pouco sobre ela.

 

A enxaqueca é considerada uma cefaléia primária, ou seja, é causada por algum problema que não é mostrado em exames médicos (nem exames de sangue, nem exames de imagens do cérebro como tomografia computadorizada). Infelizmente, a causa da enxaqueca é desconhecida por todos.

 

A enxaqueca representa 18% das cefaléias primárias, sendo menos comum apenas que a dor de cabeça do tipo tensional (um outro tipo de dor de cabeça). Entretanto, é a dor de cabeça que mais incomoda. Estudos mostram que 20% das mulheres e 8% dos homens têm enxaqueca.


As características mais observadas são:


- as crises de dor geralmente duram de 4 a 72 horas;


- a dor geralmente é apenas de um lado da cabeça; mas pode ser em toda cabeça;


- há uma sensação de “latejamento” na cabeça;


- a dor geralmente é considerada forte (atrapalha ou impede as atividades das pessoas);


- pode piorar com atividades físicas e pode estar associada com náusea, vômito e vontade de ficar em lugares escuros e silenciosos.

 

A enxaqueca não acarreta risco de vida para o doente. Entretanto, as suas conseqüências na vida do paciente, até pouco tempo, eram percebidas apenas pelo paciente, pois em geral, não se conhecia o tamanho do problema. Sabe-se hoje que a crise de enxaqueca é incapacitante, impedindo que as pessoas trabalhem e desempenhem suas funções normalmente. Pelo menos 30% dos pacientes relatam que precisam ficar deitados durante o dia em que estão com crise de enxaqueca. Uma pessoa que tem enxaqueca perde em média, 4 a 8 dias de trabalho por ano em função de sua doença, acarretando prejuízos para si, para sua família e no emprego.

 

A aura é um fenômeno que acompanha a dor de cabeça em 15% das vezes. São sintomas visuais como pontos luminosos, zig-zag, perda de visão e manchas escuras que ocorrem alguns minutos antes da dor. Pode haver também formigamento e dormência em algumas partes do corpo. Algumas pessoas podem ter apenas a aura e não tem a dor de cabeça (a minoria).

 

Existem fatores que costumam desencadear uma crise de enxaqueca em pessoas que são suscetíveis:

 

-Alimentos como chocolate, tomate, queijos, abacate,frutas ácidas e embutidos ( salsicha, presunto,etc);
- álcool, café;

- uso abusivo de analgésicos ( mais de 3 vezes por semana) pode causar aumento do número de dias com dor de cabeça;

- exercícios em excesso;

- muito tempo sem se alimentar (jejum);

- dormir demais (enxaqueca nos fins de semana) ou dormir pouco;

- estresse com trabalho, preocupações em geral;

- época da menstruação;

- sol e calor em excesso.

 

O seu tratamento é dividido em tratamento profilático (para prevenir a dor) e abortivo(durante as crises de dor). O tratamento profilático tem por objetivo evitar (ou pelo menos diminuir) a quantidade e a força das crises de enxaqueca. Ele é indicado quando o paciente tem muitas crises e/ou estas são muito fortes. Esse tipo de tratamento deve durar meses ou anos. Já o tratamento abortivo tem como objetivo aliviar a dor quando a crise já está instalada. O paciente não precisa tomar remédios todos os dias, apenas quando tem a dor de cabeça.

 

Nos últimos anos, dezenas de medicamentos foram aprovados para o tratamento da enxaqueca e atualmente os médicos contam com uma gama enorme de remédios que podem ser usados tanto na prevenção como na fase aguda das crises. Entretanto, sabe-se que nenhum remédio é 100% seguro e por isso,não devem ser usados de forma indiscriminada pelas pessoas que sofrem de dor de cabeça. Só um médico tem condições de distinguir os diferentes tipos de cefaléia e saber qual o remédio mais adequado para cada tipo de dor.

 Ana Carolina (M13) - Janeiro de 2007

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