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Neguinho � um menino Magrinho, mirrado � menino de rua E vive assustado. |
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| Parte 1 : Menino de Rua |
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Sua casa � a sarjeta De um beco isolado Neguinho n�o dorme Mas sonha acordado. |
Ao Neguinho eu quero Deixar meu recado E quero que saiba Que estou do seu lado Menino querido N�o fique assim triste De olhos fechados, N�o suporto mais ver, O seu choro calado Venha Neguinho Eu vou te levar O mundo te espera Vai ter o seu lar. |
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| Parte 2: Neguinho Augusta Schimidt Quem se lembra de Neguinho Aquele menino mirrado Que n�o dormia Mas sonhava acordado? |
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Pois o meu Neguinho voltou Dos seus sonhos fez realidade Hoje � amigo da lua E j� n�o vive mais na rua Neguinho agora tem casa Com estrelas no quintal Tem flores no jardim Com perfume de jasmim |
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Ganhou de presente as nuvens do c�u Faz barquinhos de papel E com eles navega Buscando na nova vida O doce sabor da felicidade |
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Neguinho agora sorri Dos becos s� restam lembran�as Reconquistou a f� no futuro Voltou a ter esperan�a. |
Ao Neguinho desta hist�ria, Que viveu uma vida ingl�ria Uma homenagem da poeta Que sabe ser verdadeira Esta vida derradeira |
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Neguinho? Tere Penhabe Eu jamais vou me esquecer do menino que foi de rua aprendi a gostar dele pelo amor da professora. E ao ler tantos meninos na ciranda de poetas ao chegar no tal Neguinho meu cora��o reconhece. Que bom saber que voltou que sua chance aumentou por certo h� de realizar tudo que ele j� sonhou. Neguinho h� de ter amor um aconchego para estar as estrelas do quintal v�o a ele iluminar. S� � preciso ser forte no seu sonho acreditar nem sempre a vida � alegria mas vale a pena sonhar! Que Deus lhe aben�oe, Neguinho! Que o mantenha sempre assim confiante e esperan�oso pois � tudo que precisa. H� de ser um grande homem como tantos outros meninos vai conquistar seu espa�o da fam�lia ser o arrimo. Ent�o lembre-se de n�s poetas do seu passado que o amaram sem lhe ver quando sonhava acordado. E lhe desejam que um dia viva em meio a muito amor e at� com um pouco de sorte venha a se tornar doutor! Santos, 05.08.2005_19:00 hs |
| E esta historia acaba assim... |
A Professorinha Augusta Schimidt Mariazinha � professora... Das boas. Estudada, esfor�ada, n�o tem pregui�a pra nada. Ano passado, todos os dias, levantava bem cedo, �s vezes antes do sol nascer, pegava seu carro e ia trabalhar sem nunca com ela mesma se preocupar. Na escola onde ensinava, s� tinha crian�a pobre, mas era ali que gostava de ensinar. Ensinava um pouco de tudo, ensinava at� crian�a brincar. Certo dia Mariazinha, entrou numa confus�o. � que ela tinha um aluno que detestava fazer a li��o. Ele era bom de bola, bom de rua, bom de papo e bom de briga, mas de estudar ele n�o gostava n�o. At� poesia pra ele Mariazinha chegou a fazer. No come�o at� que deu certo, mas depois o menino resolveu se esconder. Quase n�o aparecia na escola, estava sempre na rua e que pena! Aprendeu com as m�s companhias que vida sadia n�o valia a pena. Mariazinha se desesperou. Correu atr�s do menino e at� a fam�lia dele ela procurou. Novamente o menino melhorou. At� um sorriso maroto ele deu! Fez promessas, tomou banho, fez a li��o e devolveu � Mariazinha grande dose de ilus�o. O ano letivo acabou e foi ai que Mariazinha se desesperou, pois o menino pobrinho, iria novamente ficar sozinho. � a vida, ela pensou, que � que se pode fazer? Outra professora viria e o menino teria novamente com quem se entender. Mas Mariazinha � danada e quando p�e coisa na cabe�a, nada faz com que ela esque�a. E l� foi ela saber, como estava o seu menino. Quanta tristeza e decep��o encheram o seu cora��o. Mariazinha agora chora, pois seu menino foi embora para nunca mais voltar. Mas ele deve ter ido pro c�u, aprender a brincar com os anjos. L� tem quem dele cuide , que trate da sua sa�de. L� n�o vai mais precisar dos panos sujos para se esquentar. L� o sol brilha sempre e vai lhe iluminar. Mariazinha com l�grimas nos olhos do menino se despediu: Fica com Deus meu Neguinho Seja feliz onde est� Que do meu cora��o Voc� jamais sair� |
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