Andreas, Caio & Marcos HP
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Bem vindo à nossa HP. Somos alunos de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e neste site vamos abordar um tema específico relacionado à cultura da uva, que é a poda da uva.
PODA DE FORMAÇÃO
A poda de formação é a que induz o adequado desenvolvimento do tronco e dos braços primários e secundários nas plantas ainda jovens. Após o plantio das mudas na área do vinhedo, conduz-se um ramo principal por planta, guiado por um tutor para que suba bem ereto até a latada. Os ramos ladrões que saem do porta-enxerto e as, brotações laterais são eliminados quando ainda novos, evitando-se que venham a competir com o ramo, que está sendo conduzido. Quando o ramo principal ultrapassar a latada em cerca de 30 cm (Figura 1A), efetua-se a sua poda, preservando-se a gema situada imediatamente abaixo do corte. O desabrochamento das duas gemas terminais, que em geral não é difícil, dá origem a dois ramos que serão conduzidos no sentido da linha das plantas e formarão seus braços primários (Figura 1B), os quais se estenderão por todo o espaço que Ihes é destinado. Sobre esses braços, a intervalos de 35-40 cm, formam-se os braços secundários, na medida em que o espaçamento definido permitir (Figura 1C e D). Um outro método de condução é aquele em que se utiliza um único braço primário, direcionado a favor dos ventos dominantes. Sobre os braços secundários, através de podas sucessivas, formam-se as unidades de produção em torno de 2 a 3 por braço secundário, separadas de 15 - 20 cm uma da outra (Figura 2).
Figura 1 ![]()
Figura 2
PODA DE FRUTIFICAÇÃO
A poda de frutificação levada a efeito imediatamente após o repouso permite que se regule a estrutura produtiva das plantas, facilitando a obtenção de colheitas satisfatórias e de excelente qualidade. Através da poda de frutificação deixa-se em cada unidade de produção, um esporão de duas gemas e uma vara com quatro ou mais gemas. A finalidade do esporão é dar origem à vara e ao esporão da poda do ciclo subseqüente; enquanto que a da vara é a produção de cachos (Figura 2). O número de gemas por vara é determinado pelo vigor das plantas e pela localização das gemas férteis; já a fertilidade das gemas, isto é, a sua capacidade de emitir brotações com cachos está determinada geneticamente em cada cultivar, sofrendo também influência externa das condições climáticas no momento da diferenciação floral, bem como do estado nutricional das plantas. De modo geral, é recomendadável deixar-se o menor número de gemas possível por vara e que seja compatível com a cultivar trabalhada. Pretende-se com essa recomendação, minimizar os efeitos negativos da má brotação das gemas que ocorre nas áreas de clima tropical. No caso da cultivar Itália, deixa-se em torno de quatro a oito gemas por vara, sendo que as gemas mais férteis estão localizadas da sexta até a oitava. Na Piratininga, as gemas férteis localizam-se da quarta à sexta, podendo se realizar uma poda média com varas de quatro a seis gemas.
PODA VERDE
A poda de verão, ou poda verde, compreende as seguintes operações: desnetamento, capação, anelamento, desbaste do cacho, desfolha, amarração, quebra da dormência, torção dos ramos, aplicação de calcionamida, cianamida hidrogenada e reguladores de crescimento.
Desnetamento: é a eliminação de ramos secundários, que crescem a partir do ramo principal, prejudicando o desenvolvimento do cacho.
Capação: vem a ser a poda da extremidade de ramos herbáceos, para reduzir seu crescimento.
Anelamento: vem a ser a operação de retirar um anel de 1 cm de largura, abaixo do cacho, em início de formação. Essa operação assegura o desenvolvimento e o aumento do seu volume.
Desbaste do cacho: é utilizado para uva de mesa. Eliminam-se inicialmente as flores ou as bagas menores. Esse procedimento favorece o melhor desenvolvimento da baga e torna o cacho menos compacto.
Desfolha: as videiras vigorosas, quando em latadas ou caramanchão, desenvolvem excesso de folhagem. Esse excesso mantém o ambiente úmido e sombrio, favorecendo o aparecimento de fungos. A desfolha proporciona maior arejamento e aumento da insolação.
Amarração: a operação consiste em manter a videira atada aos fios de arame, nas latadas ou caramanchões.
Quebra da dormência: nas regiões de inverno ameno, a brotação da videira se mostra irregular. Para uniformizar a brotação, tem-se utilizado, após a poda de inverno, a torção dos ramos, calcionamida ou cianamida hidrolisada.
Torção dos ramos: após a poda, alguns viticultores provocam a torção dos ramos, para a quebra de dormência e antecipação da vegetação.
Calcionamida: na forma de pó preto, possui 21% de N e 61% de óxido de cálcio. Quando em solução aquosa, libera o etileno, provocando ativação do ramo e das gemas. A aplicação da calcionamida é feita logo após a poda de inverno, com um pincel ou em pulverização, na concentração de 10 a 20%. Recomenda-se usar água quente. O operário deve evitar a inalação ou o contato com a pele.
Cianamida hidrogenada: a ação da cianamida hidrogenada (H2CN2) varia com as condições climáticas, a época, o estágio da planta e a variedade. O produto pode ser encontrado no comércio com o nome de Dormex e possui 49% de i.a. A aplicação de cianamida a 1%, em pulverização, antecipou em quatro dias a brotação, porém, em dose mais elevada, atrasou a nova vegetação.
Reguladores de crescimento: vários são os reguladores de crescimento utilizados para o desenvolvimento da uva. WEAVER, cita-do por INGLEZ DE SOUSA (1996), indica os seguintes: 1) PCPA; 2) BOA; 3) Ethephon; 4) Giberelina (GA).
1) PCPA (ácido paraclorofenoxiacético): concorre para o aumento do volume das bagas de 30 a 35%. Esse aumento depende da variedade, do clima, da época de aplicação. A melhor época é após a queda da corola, na concentração de 10 a 40 ppm, ou seja, 1 a 4 g por 100 l de água.
2) BOA (ácido benzotiazol-2-oxiacético): quando utilizados de 5 a 10 ppm, causa o retardamento da maturação.
3) Ethephon (ácido 2 cloroetilfosfônico) ou Ethrel e/ou cepa: libera gás etileno, que induz o florescimento, desbasta o cacho e antecipa o amadurecimento. A aplicação no pré e no florescimento causa dano aos cachos, porém, quando aplicado a 100 ppm, na fase de frutificação, apresenta resultados positivos. O viticultor deve ter cuidado na utilização do produto. Recomenda-se que faça uma pesquisa antes de tomar uma decisão.
4) Giberelina (GA): PEREIRA e OLIVEIRA (1976) informam que, utilizada no início da frutificação, os cachos aumentaram em comprimento e peso. Em uva Itália, os resultados não foram favoráveis. Houve aumento da baga e amolecimento do cacho, tornando-o fraco para o manuseio e n transporte.
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