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A IMPORTÂNCIA DAS VACINAS NA SAÚDE DO SEU CÃO

 

IMUNIZAÇÕES PREVENTIVAS

Imunizar é prevenir visando que o indivíduo ou animal torne-se isento de determinada doença quando colocado num meio de doentes ou em casos de surtos. Um animal imunizado possui anticorpos guardados em “células de memória” por muitos anos e até por toda vida, em animais jovens, há que se fazer reforços vacinatórios dependendo da doença. Para imunizar-nos usamos Soros e Vacinas.

TIPOS DE IMUNIZAÇÕES

A Imunização Ativa é formada alguns dias após a aplicação de determinada vacina, e na Imunização Passiva o filhote ao nascer, já traz as defesas provinientes do organismo materno ou as adquire pelo leite dos primeiros dias, que é chamado de Colostro e que todo filhote deve mamar ao máximo. O Colostro é capaz de inativar uma vacina em um filhote principalmente se esta for aplicada antes de 45 dias. É também uma boa medida revacinar a matriz antes do acasalamento, é contra indicado vacinar durante a gestação.

VACINAS

Vacinas são preparados solúveis com germes mortos ou atenuados que aplicados em uma animal sadio, determinará a formação de defesas contra determinada doença. A “ vacina pegou”. Veremos adiante que há casos em que a vacina falha.

Vacina propriamente dita é a introdução do germe enfraquecido, porém vivo em um organismo saudável. O período que vai da aplicação até a formação das defesas é chamado de período negativo e pode levar em média de 15 a 21 dias para formar as defesas. Animais que sofrem a primeira vacinação, devem ter mais um ou dois reforços com intervalos de 21 a 30 dias e revacinações anuais, exceto para Leptospirose que deve ser semestral.

Bacteriana é a vacina morta ou inativa; forma defesas por um período mais ou menos curto.

Poe exemplo, a vacina contra a Leptospirose que deve ser aplicada a cada seis meses, idem para a da Raiva que no ser humano o protege poe apenas três meses.

SOROS

O Soro é proveniente do sangue de animais préviamente vacinados e com um alto teor de anticorpos já prontos e atuantes. A imunidade proveniente do soro é curta (15 dias) e ele pode ser usado como um agente curativo no início de uma doença, ou para animais em quarentena em locais de incidência alta de doenças, aplica-se em face ao peso; exemplos soros contra cinomose, soro contra parvovirose, soro anti-tetânico, soro anti-ofídico e outros.

Atualmente existe um medicamente ético que é indutor da para-imunidade e pode ser usado

Nos animais com as mesmas funções do soro especifico, estimulando a formação de anticorpos.

FALHAS VACINATÓRIAS

Há animais refratários, nos quais a vacina não atenua, sendo neste caso uma explicação para uma possível falha vacionatória. Também não existe uma vacina 100% eficaz. O importante em uma vacina é saber a sua concentração ou título antígenico, como no Brasil não há controle ou se há é só para a vacina anti-rábica, recomendamos o uso de vacinas éticas (possuem um título alto).

Principais causas de falha vacinatória são, a Falha Real, pode ser o animal refratário ( não forma anti-corpos); Falha Aparente, o animal ao ser vacinado está com a doença encubada; Falha na Resposta, pode ocorrer a imunização passiva colostral, o que inibe a vacina, ou ainda por má técnica de aplicação, má procedência da vacina, má conservação ( fora do tempo ideal) linhagem inadequada, ou baixo título.

Já existem kit`s vacinatórios para saber se a vacina “pegou”, isto é, se o nível de anticorpos necessários foi atingido.

 

Por Jorge H. Lobo

Médico Veterinário CRMV/RJ 0086  

 

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