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OTITES Por Jorge H. Lobo
Médico Veterinário – CRMV-RJ 86É
uma sintolomatologia frequente na clínica de pequenos, acometendo mais os cães
que os gatos, em 35% dos atendimentos, em qualquer fase da vida e em qualquer época
do ano. Há uma maior incidência em
raças de orelhas longas e caídas, principalmente se houver pelos numerosos no
canal auricular. Vários são os fatores e as
causas predisponentes e determinantes desta patologia, em que até a forma anatômica
do ouvido animal também predispõe. A umidade resultante da água
que possa penetrar no ouvido durante o banho, e que com a temperatura corporal
favorecem a proliferação da flora bacteriana e das leveduras (fungos)
encontradas normalmente nas cavidades corporais, que quando há saúde se mantém
sob controle, porém quando por algum motivo o equilíbrio é quebrado
proliferam anormalmente, agridem a mucosa, abrem
porta à outros micros organismos infectantes, que adiante veremos. Traumatismos variados, pelo
ato do animal se coçar quando sente incomodo da otite, também pela limpeza
efetuada pelo dono, tratador, tosador ou mesmo o prático de emfermagem veterinária
sem os devidos cuidados e conhecimento da anatomia da orelha; corpos estranhos,
areia que possa cair quando o cão rela na praia ou no quintal, medicamentos
tipo ungentos, pós secativos que permaneçam no canal ressecando-o. Parasitos como sarna de
ouvidos e carrapatos que aí se alojam são causas primárias de uma oitite. Hipersensibilidades
variadas, tais como: alergias atópicas (hereditárias), alergias alimentares,
dermatites por contato de produtos tópicos, agentes específicos ou causadores
de reações locais e futuras oitites. A otite quando alérgica se
manifesta por intensa vermelhidão do canal auditivo externo. O ouvido médio e
o interno permanecem normais. Queretinizações,
dermatites, seborréia, secas ou úmidas, presença de excesso serumem em face
as disfunções endócrinas (hipotireodismo, disturbios dos ovários, etc). Outras causas como doenças
auto-imunes e infecções virais, bem como anormalidades congênitas, mal formações,
tumores, pólipos e fibroses que podem ocorrer após várias infecções por miíases
(bicheira), não só causam como dificultam a cura de uma otite. Pode ocorrer em único caso
várias combinações de fatores simultâneos, por isso a otite vem sendo
atualmente considerada mais um sintoma do que um diagnostico em si. Na pratica há três tipos básicos
de otites nos animais. 1.
Alérgica – que como já vimos acima é causada por vários fatores
externos e internos; 2.
Parasitária – que tem na sarna de ouvido o agente causador do
desconforto e produção de serumem marron. 3.
Otite purulenta, normalmente uma associação de germes bacterianos e
leveduras entre as quais o Staphilococcus intermédius, o S.Aureus, A
Pseudomonns sp, o Proteus sp, a Escherichia coli, a Klebsiella sp, e os fungos
ou leveduras, como a cândida sp, e a malassezia e o microsporum, sendo todos
agentes secundários. As
otites podem ser agudas e daí passar a crônica, após o tratamento indevidos,
empíricos e podem predispor a miíases, principalmente em cães velhos no verão.
Sempre necessitam por parte
do veterinário de uma cuidadosa inspeção com o otscópio e para uma opção
exata da escolha do medicamento a cultura o antibiograma e também uma prova
citológica. O principal indício que o
animal apresenta uma otite é a cabeça pendente uma postura virada para o lado
do ouvido inflamado, ou o coçar constante, por vezes com ganidos e dor a palpação. Nas “bicheiras” o
gotejar de uma secreção soro sanguinolentas e o odor fétido característicos. Tratamentos Preventivos: Evitar as causas,
predisponentes e determinantes, cuidados de limpeza e proteção ao banho. Nas Parasitarias, o
antiparasitário tópico, após a limpeza e retirada do serumem Nas Purulentas, após a
cultura e antibiograma, o antibiótico e ou antifungistatico eletivo por via
oral, injetável e tópico. Nas alergias, o antialérgico
tópico oral ou parental, sempre receitado pelo veterinário assistente.
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