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CONVULSÕES E EPILEPSIAS Por Jorge Heggendorn Lobo Médico Veterinário – CRMV/RJ 0086
Conceitos:
Convulsões são manifestações clínicas devidas a alterações bio-elétricas
cerebrais, que provocam descargas nervosas causadoras de disrtimias, percas de
consciência, alterações de conduta, distúrbios motores e sensitivos. Estas
alterações causam um verdadeiro “curto circuito”dentro do cérebro, e
podem se originar dentro do crânio ou virem de fora dele. Epilepsias:
São enfermidades que se caracterizam por convulsões de origem intra-craniana,
recedivantes devidas as disfunções cerebrais ou adquiridas por outras causas. Nem
todos os animais que se apresentam convulsões podem ser considerados epiléticos,
pois o cérebro normal se agredido ou estimulado experimentalmente pode gerar as
convulsões. As
convulsões se traduzem por abalos musculares involuntários e quanto a sua
natureza são ditas: Tônicas ou tetânicas, Clônicas e Mistas. As
Tônicas após desencadeadas mantém uma rigidez muscular durante um determinado
tempo, o que pode causar a morte do animal por parada respiratória. As
Clônicas, alteram períodos ou frações de contração e relaxamento, e as
mistas são dos dois tipos. Causam
convulsões Tônicas ou tetânicas, doenças infecciosas, viróticas, como a
cinomose e bacterianas como o tétano, intoxicações por estricnina, carbamato
encontrados em veneno para matar ratos (chumbinho) Causam
convulsões Clônicas, Acidentes vasculares encefálicos, traumatismo cranianos,
insolação e intermações onde a temperatura corporal vai acima de 41o
, doenças devido A
mal formação quer dos tecidos ou
vascularização do cérebro mutações genéticas que possam afetar o
metabolismo dos neurônios (células nervosas cerebrais), alterações nos líquidos
que formam o meio interno orgânico, devidos a hipocalcemias nas
“eclampsias” de cadelas, nas disfunções renais, que acarretam uremias,
hiperglicemias diabéticas e na encefalopatia hepática, bem como nas insuficiências
cardíacas, nas infestações por “lombrigas, principalmente em filhotes e na
falta de vitamina B1.” Dois
por cento dos Cães são portadores de epilepsias, sendo que em 70% ocorrem as
Epilepsias generalizadas e em 30% as ditas parciais. Na
Epilepsias parciais apenas pequena área reguladoras de uma função cerebral são
afetadas e se traduzem em um tique nervoso em algumas partes do corpo,
movimentos mastigatórios ou bater com dentes, salivações espumantes, distúrbios
comportamentais como ausências, sonolência, hiperexatabilidade, rodar
seguidamente para abocanhar, lamber o chão ou as patas, estes sinais são
chamados de AURA e podem preceder uma convulsão generalizada. A
estes indícios, medicar o animal ou leva-lo ao veterinário assistente. Ë
um fato empírico a crendice popular que associa as crises epiléticas com a
fase da lua nova. Mas
é fato que as crises são cíclicas e o dono do animal portador, deverá anotar
no calendário as datas que ocorrem epilepsia para estabelecer proximidades onde
deve incrementar a medicação. Sintomas
das epilepsias generalizadas: Ocorrem em seguida a AURA das ditas parciais, de modo
repentino e assustador, o animal tem fáceis de ansiedade, olhos esbugalhados,
salivação espuma bucal, batimento dos dentes ou maxilas trincadas, incoordenação
no andar, queda ao solo em decúbito lateral com intensa movimentação de
pedalagem dos membros, saculejamento corporal, latidos e em seguida prostação
de alguns minutos ou horas que podem anteceder a novas crises.
Deve
ser colocado em um local seguro, macio, silencioso e até em penumbra.
Tratamentos:
Buscar
a causa determinante e agir medicamentosamente nela.
Efetuar
exames de sangue – hemograma completo e bioquímico (uréia, glicose,
creatinina e transaminases) – fezes (parasitológico completo)
Modernamente
o eletroencefalograma e a tomografia computadorizada. Preventivamente nos animais epiléticos fazer a medicação diária prescrita pelo médico veterinário assistente, só suspendendo-a ou modificando as doses com aval do veterináro.
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