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BETA

Como Criar um Betta Splenders

( "Peixe de Briga")

 

Uma vez escolhido o macho e a fêmea ( de preferência da mesma cor ), deixe-os em vidros separados até alcançar 10 dias antes da lua cheia. Isto é importantíssimo !

Até lá, prepare-se um aquário com 80cm de comprimento, 30 cm de largura e 20 cm de altura ( nunca menos ) para poder dar condições de vida a cerca de mil filhotes que nascem e devem ser salvos.

Coloca-se água descansada ( 24 horas sob céu aberto ), sem cloro, até 6 cm de altura - evite passar desta medida, para que o macho possa tomar conta dos ovinhos que se desprendem do ninho e também para que os alevinos mais fracos possam subir à superfície com facilidade. Tome estes cuidados todos se quiser ter um bom aproveitamento da "ninhada".

Coloque duas pedras polidas em cada extremidade do aquário a aproximadamente 1 cm das paredes do aquário, afim de que sirva de proteção aos possíveis ataques tão próprios dos Bettas ( não esqueça que são "Peixes de Briga"). Junto de uma das pedras, coloque uma samambaia ( mais indicada ) ou outra planta e ainda pode ser utilizado um copo de isopor ( copos térmicos de latinha de cerveja ) cortados ao meio e colocados no aquário com sua concavidade para baixo, de maneira que através do vidro possa ser visto o interior da área côncava, onde serão depositados os ovos pelo ma macho. Uma folha de alface grande também deve ser colocada no aquário.

Quando alcançar o 10° dia antes da lua-cheia, transfira o macho para o aquário que você cuidadosamente preparou para que ele comece a se sentir o "dono do território" e, ao mesmo tempo, vá formando o ninho por debaixo da planta.

Continue alimentando o macho e a fêmea com patê de Gordon, artêmia viva ou congelada, coração de boi raspado, numa mistura que deve ser dada duas vezes ao dia e sempre no mesmo local.

Dois dias depois de colocado o macho no aquário, ponha cuidadosamente o vidro com a fêmea no lado oposto de onde estiver formado o ninho (constituído de milhares de "bolhinhas", todas juntinhas, acomodadas na planta que você depositou no aquário).

No momento em que se encontram, poderá observar nitidamente a ritualística do macho para "paquerar" a fêmea, sem no entanto, abandonar o ninho do amor... Sem dúvida alguma, constitui um espetáculo de balé lindíssimo em torno do vidro, enquanto a fêmea aprisionada demonstra o seu sentimento através do aparecimento de listras verticais pelo seu corpo.

Quando, porém, chegar o dia de lua cheia, liberta-se a fêmea transferindo-a cuidadosamente para o aquário onde está o macho, para, finalmente, terem sua "lua-de-mel" (ou seja: fecundarem). Aí é que o espetáculo gratificante da criação do Betta começa a acontecer.

O macho se dirige para ela "cheio de amor e virilidade", para os até oito abraços nupciais, o que também forma um espetáculo visual imperdível ! A cada abraço a fêmea chega a "revirar os olhos" de tanto prazer, enquanto expele os óvulos que serão imediatamente fecundados pelos espermatozóides que o macho solta durante este ritual.

O que se chama de "abraço nupcial" é a relação sexual propriamente dita entre os Bettas.

Havendo total compatibilidade entre o casal, sem brigas constantes entre eles, pode-se deixar a fêmea junto ao macho para ajudar a tomar conta do ninho. Caso contrário, recomenda-se retirar a fêmea, cabendo ao macho todo o trabalho de proteção e cuidado para com os futuros alevinos.

O macho tomará conta pacificamente das crias desde o seu nascimento enquanto estiverem na posição vertical. Porém, à medida em que os filhotes vão crescendo e passam para a posição horizontal, é importante observar a reação do macho, se ele ameaça comer os próprios filhotes. Há machos que continuam protegendo os seus alevinos, mas há outros, que instintivamente passam a devorar os seus "concorrentes".

Para o sucesso da criação é absolutamente fundamental que a eclosão dos ovos de artêmia já tenha iniciado dias antes da colocação da fêmea junto ao macho.

Os alevinos aos nascerem se alimentam do próprio saco vitelino, de infusórios formados por aquela folha de alface que foi colocada logo no início e, em seguida, de náuplios. Sem estes náuplios duas vezes por dia os alevinos não se mantêm vivos. Os primeiros 30 dias de vida são decisivos, mas para isto, é necessário colocar uma pequena aeração com pedra porosa, um fungicida na água mantida a uma temperatura de 260 C, além de alimentar com náuplios.

Ao completarem 30 dias, além de náuplios, soma-se à alimentação dos filhotes o patê de Gordon bem amassado duas vezes por semana.

 

 

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